6/25/2009

Os times... e os pilotos? 2010 começou!!!

Equipes que disputam o mundial 2010 são anunciadas... e as novas cadeiras?

- Com o fim da guerra entre FOTA e FIA (apesar a recente aparição de Max Mosley divulgando algo próximo do contrário) as equipes que disputarão o próximo mundial foram anunciadas. Como se esperava são 13 times que disputam o campeonato, incluindo as mais novas agregadas, Manor, Campos e USF1.

- Com isso abre-se o mercado também de pilotos para 2010, afinal de contas pelo menos 6 novas vagas seriam abertas na categoria, caso claro, ninguém deixe o certame... e olha que alguns pilotos estão na berlinda. A saber: Barrichello e Trulli podem se aposentar, Bourdais, Buemi e Piquet podem ficar a pé. A possibilidade de todos ficarem sem vaga é remotíssima, mas caso aconteça seriam 11 cadeiras a mais.


- Não são poucos também os pilotos que estão na fila: Bruno Senna, Lucas di Grassi, Pedro de La Rosa, Gary Paffett, Vitantonio Liuzzi, Giorgio Pantano, Narain Karthikeyan e mais alguns americanos que adorariam bicar as vagas da USF1.


- Nota-se porém que apenas 6 pilotos tem suas vagas confirmadas: Massa, Raikkonen, Hamilton, Vettel, Webber e Button. Outros pilotos tem sua vaga praticamente assegurada mas não confirmada e tantos outros mesmo que ainda não tenham local definido para correr não ficarão de fora do mundial.


- Em quem você aposta?

O cenário hoje é este:


Ferrari: Massa e Raikkonen
McLaren:
Hamilton e Kovalainen (provável)

BMW:
Kubica (provável) Heidfeld (provável)

Renault:
(não sabe sequer se continua na F1)

Toyota:
Trulli (provável) e Glock (provável)

Toro Rosso:
(não está contente com os pilotos)

Red Bull:
Vettel e Webber

Williams:
Rosberg (provável)

Force India:
(não se sabe o futuro, Sutil deve ficar)

Brawn GP:
Button e Barrichello (provável)
Campos: (um espanhol estaria garantido)
Manor: (incógnita, um espanhol seria o normal)
US F1: (um americano estaria garantido, dois prováveis)

6/24/2009

Acabou em pizza.... que bom!!!

Pelo menos por um instante esta bela iguaria da culinária ítalo-brasileira não se vê envolta em uma má comparação...


- Já contei a história de como nasceu a expressão "terminou em pizza" aqui no Mundo Veloz. Tem a ver com uma manchete da "Folha de São Paulo" que dizia que uma reunião no Palestra Itália, sim o estádio do Palmeiras, havia acabado com todos os dirigentes do clube unidos em uma pizzaria.

- A partir daí a expressão desta iguaria ítalo-brasileira (com tantos sabores diferentes já se pode dizer que a pizza é brasileira também... ou até mesmo paulista) foi sempre usada de forma a denegrir algum tipo de acontecimento. Ora bolas, não seria ótimo comer uma pizza depois de qualquer tipo de decisão?

- Pois bem, eis que pela primeira vez podemos gritar em alto e bom som que um evento "acabou em pizza" e ainda assim continuarmos felizes pois dessa vez a guerra acabou em pizza para o bem de todos e felicidade geral da nação (outro clichê muito usado, a história do Brasil explica, leia-se "Dia do Fico").

- Sem mais rodeios acabou a guerra entre FIA e FOTA. Não que seja uma grande surpresa, afinal todos esperavam essa decisão, mas foi mais rápido que todos esperavam. Max Mosley sentiu o peso de sair escurraçado da FIA pois a corda estava ficando frágil demais para seu lado e por isso a única possibilidade foi aceitar o que os times lhe impunham e ainda assim concordar em não disputar a reeleição da FIA, por mais que ele já tenha feito isso outras vezes sem cumprir a promesse.

- Aos times só cabe comemorar. O golpe de estado não foi como esperava, terão de esperar até outubro, mas deu certo. Conseguiram tirar Max Mosley do poder, conseguiram se fortalecer perante a entidade que preside o automobilismo mundial e até mesmo à Bernie Ecclestone, que mostrou que não poderia fazer muito na história e por muito pouco não ficou sem o seu brinquedinho, a Fórmula-1.

- Agora nos resta esquecer essa mancha triste na história recente da categoria? Sim e não, afinal de contas ninguém quer ficar pensando nisso e sim no pouco emocionante campeonato que deve ver um piloto levantar a taça péla primeira vez na categoria, como nos dois últimos anos. Mas é bom não esquecermos ess ahistória por completo pois agora as equipes sempre que quiserem o poderão fazer.

- Ferrari, McLaren e montadoras já sabem agora qual é o caminho das pedras. Ameaçam deixar a categoria, anunciam planos de um campeonato paralelo e o mundo, incluindo nós, assiste aos acontecimentos atônitos com medo de nunca mais vermos a Fórmula-1 como ela é. Infelizmente a Fórmula-1 não é mais forte que tudo isso, como eu gostaria de bradar

- Acabou a briga entre FIA e FOTA e espero que demore uns bons anos para que esse cenário se repita. E mais... que os custos sejam sim doiminuidos para os próximos anos pois as idéias de Max Mosley estavam longe de serem ruins.

- Agora façamos o seguinte... me manda uma de calabresa porque esse assunto meu deu fome.

6/23/2009

Da blogosfera nasce a Autosfera

Universo de links facilita navegação nesse rico mundo dos blogs relacionados ao automobilismo...

- Tem muito blog bom de automobilismo por aí. Se você passar os olhos pela minha "blog roll" ao lado vai encontrar muita coisa legal. Mas aí você que gosta de blogs entra aqui no "Mundo Veloz", vê que na última semana não atualizei muito (o que é verdade) mas não tem paciência para seguir os vários outros que gostaria pois isso demanda tempo.

- Como diria aquele clichê de mídia "seus problemas acabaram" pois entrou no ar ontem o excelente projeto "Autosfera", um agregador de conteúdo de blogs relacionados ao assunto que tanto amamos. Acessando www.autosfera.com.br você vai encontrar em uma interface simples os últimos destaques do "Mundo Veloz", do "Velocidade", do "Café com F1", do "F1 Grand Prix", "Blig Groo", "Pezollo", "Continental Circus" e tantos outros excelentes espaços.

- Fora os últimos vídeos de Fórmula-1 no Youtube e últimas postagens com a tag #F1 na nova febre do momento, o Twitter.

- Parabéns à Barbara Franzin que tocou esse projeto com a maior competência... o que por sinal é a mais pura redundância.

- Para entrar em contato com o pessoal mande seu e-mail para autosfera@velocidade.org

6/19/2009

Todos são culpados

Não adianta agora ninguém querer empurrar a culpa pra cima de outrém...


- Nas relações entre crianças, casais, colegas de trabalho (grupos difíceis de se conduzir), costuma-se dizer a seguinte frase: "quando um não quer, dois não brigam", é preciso ceder. Não que devamos nos deixar envolver simplesmente a qualquer momento por tudo que nos impõem e dizermos "amém" quando nos sentimos prejudicados, mas é assim que as coisas funcionam muitas vezes para que ambos os lados não saiam prejudicados.

- Pois bem, mas agora que a Fórmula-1 rachou é um tal de ver a FOTA dizendo que Max Mosley foi o grande culpado por vários motivos e o presidente da FIA dizer o mesmo da associação das equipes da categoria. Ótimo... isso é uma crítica? Não... afinal de contas todos os lados estão certos.

- A FOTA tem razão em dizer que a FIA foi intransigente, que exagera na tentativa de comandar o campeonato mundial, que tentou sim dividir as equipes que fazer parte do grupo colocando uns contra os outros, etc. Mas por outro lado Max Mosley também é correto ao afirmar que os times foram intransigentes demais, em especial a Ferrari, que sempre teve mais atenção que qualquer outro time enquanto equipe membro da Fórmula-1.

- O que está errado é que ninguém quer assumir a culpa pelo que aconteceu, nem Mosley, nem a FOTA. A impressão é que todos se uniram para definir os rumos da Fórmula-1 à revelia de Bernie Ecclestone, o dono da categoria, e quando viram que havia essa possibilidade cada um tentou trazer a liderança para si.

- Não é de hoje que Max Mosley é combatido e já tentaram de tudo para derrubá-lo de sua cadeira, até mesmo através de notícias de escândalos sexuais, que no fim das contas só dizem respeito ao próprio.

- No ano passado a FOTA foi criada, em meados de setembro para provar que a união dos times poderia trazer benefícios para a categoria e proteção para as equipes, mas nem isso foi capaz de impedir a debandada da Honda e as ameaçãs de Toyota e Renault seguirem pelo mesmo caminho.

- Mosley tem razão quando dizem que as montadoras não podem assumir o controle da categoria pela falta de comprometimento. O que pode fazer BMW, Renault, Toyota, Mercedes e afins se elas nem sequer tem a Fórmula-1 entre suas principais atividades?

- Para essas montadoras se a Fórmula-1 realmente acabar com esse racha nada muda.... elas continuam por lá e mesmo que o campeonato paralelo seja criado e não faça sucesso tudo bem. As vendas de carros não diminuirão, a imagem das empresas não sairá arranhada e muito menos as suas ações nas bolsas de todo o mundo vão cair. A situação é ruim para times como Brawn e Ferrari, que dependem da Fórmula-1 para manter intactas suas imagens.

- A Fórmula-1 é muito importante para nós, fãs, membros da mídia e também para times menores... você já imaginou a Williams sem a Fórmula-1? Não é a toa que a equipe assinou seu compromisso com a FIA, bem como a Force India. Mesmo a Ferrari pode ter dado um tiro em falso pois as declarações de Luca di Montezemolo que seus fãs vão onde a marca for não representam 100% a verdade dos fatos.

- E a Fórmula-1 assim também perde pelos erros de Max Mosley em tentar introduzir à forceps suas idéias. Desde o início do ano quando foi anunciado que o título da temporada seria decidido em favor daquele que tivesse mais vitórias no ano. Alí ele pôde perceber que a vontade dos membros da categoria precisa ser respeitada e agora além de perder marcas importantes para a continuidade da categoria a receita cai drasticamente também com debandada da receita financeira gerada pelos campeonatos.

- E tudo porque faltou humildade de ambas as partes ao assumir que a união das duas correntes é que geraria a equação ideal de idéias para o futuro da categoria. Assunto que por sinal foi discutido em altíssimo nível no início deste ano após a instituição da crise financeira mundial.

- Quem sai prejudicado com isso é Bernie Ecclestone, que até poderia ter sido mais ativos em suas negociações pela paz na Fórmula-1, mas que dessa vez não agiu ativamente para que a crise se instalasse.

- Ainda acredito que os dois lados irão dar as mãos, mas que a discussão não acabará. Todos os envolvidos verão que há algo errado em suas posturas mas tentarão forçar suas idéias como sempre acontecesse. E jogando a culpa para o outro lado.

6/18/2009

Inglaterra não... Grã-Bretanha

Para a Fórmula-1 a Inglaterra, onde categoria nasceu, não existe...

Procure aí a bandeira da Inglaterra...

- Muitas pessoas tem o costume de cometer um pequeno erro. Anunciar todos os anos o "Grande Prêmio da Inglaterra". Mas para a Fórmula-1, além do país não constar da lista de nacionalidades, não existe também um GP com esse nome. A federação local de automobilismo é a britânica, que engloba pilotos, circuitos e equipes de Inglaterra, Escócia, Irlanda e País de Gales, o Reino Unido. Pois bem, a prova do próximo final de semana porém é o Grande Prêmio da "Grã-Bretanha".

- Não que ingleses torçam para escoceses e vice-versa, mas é assim que as coisas são. Não fosse isso e inclusive o Brasil seria o país com o maior número de títulos na categoria, com 8 conquistas, empatados com a Inglaterra.

- Sim, caso a categoria contasse os títulos de países e não de federações, o Brasil teria os 2 títulos de Emerson e mais os 3 de Senna e Piquet aos 2 de Graham Hill, 1 de seu filho Damon, 1 de Mike Hawthorn, outro de John Surtees, de James Hunt, de Nigel Mansell e de Lewis Hamilton no ano passado. Teriamos mais um chegando para Jenson Button? Jim Clark e Jackie Stewart transfeririam seus títulos para a Escócia. A Alemanha viria na sequência com os sete títulos de Michael Schumacher.

- Não que isso faça uma grande diferença, mas vale lembrar que "Grande Prêmio da Inglaterra" não existe. Apenas o "British GP".

Confira a lista:

Brasil:

1972 - Emerson Fittipaldi
1974 - Emerson Fittipaldi
1981 - Nelson Piquet
1983 - Nelson Piquet
1987 - Nelson Piquet
1988 - Ayrton Senna
1990 - Ayrton Senna
1991 - Ayrton Senna

Inglaterra:

1958 - Mike Hawthorn
1962 - Graham Hill
1964 - John Surtees
1968 - Graham Hill
1976 - James Hunt
1992 - Nigel Mansell
1996 - Damon Hill
2008 - Lewis Hamilton

Escócia:

1963 - Jim Clark
1965 - Jim Clark
1969 - Jackie Stewart
1971 - Jackie Stewart
1973 - Jackie Stewart

6/15/2009

Dias de Livina no QRX

Sexta feira foi um bom dia de Livina em Interlagos...



- Sexta feira, antepenúltimo dia do Quatro Rodas Experience e o blogueiro Cris Dias, responsável pelo excelente "Dias de Livina" (sério, dêem uma olhadinha) convidou a mim e também à Glauco Augusto do "Autocustom", Ricardo Moriel do "Notícias Automotivas" e ao Eduardo Hoffmann do "Motor SA" para irmos ao evento no novo "Nissan Livina", uma bela Minivan.

- Foi um dia muito agradável onde estivemos em companhia de ótimas pessoas e, claro, como abelhudos que somos, aproveitamos para dirigir o carrinho... que de "inho" não tem nada. Gostei muito, valeu Cris!!!

- Não vou falar muito sobre como foi a visita pois excelente vídeo que o "Cris Dias" disponibilou acima, e que pode ser encontrado no "Dias de Livina" fala muito mais pdo que minhas palavras.

QRX 2009 - Fiat Punto T-Jet

Ainda potente, e com uma brasilidade a mais no câmbio...


- No ano passado, quem pôde acompanhar os testes do "Mundo Veloz" no Quatro Rodas Experience viu que o carro que mais me empolgou foi o Punto Turbo que estava disponível no evento. Pois bem, meses se passaram e o carro enfim deixou de ser protótipo e se transformou no novo lançamento da montadora, o "Punto T-Jet", 1.4 turbinado que tanto me encantou em 2008.

- Se no ano passado eu fui para o teste sem muito esperar, em 2009 eu fui esperando demais do carro, e talvez esse detalhe tenha sido um problema. Claro, o carro continua lindo e extremamente confortável, de ergonomia invejável para um modelo do seu tamanho.

- Não, o carro não é ruim. Continua o mesmo leão de 2008, embora dessa vez não tenha podido passar dos 120Km/h. A estabilidade também é um ponto forte pois o carro responde muito bem a qualquer comando da direção. A turbina continua compensando a potência de um motor 1.4.

- Um dos elogios feito ao carro no ano passado foi a maciez do câmbio. Não gosto muito dos modelos da Fiat mas o turbo de 2008 me colocou em posição de desfazer essa impressão. Ledo engano, fiquei com a impressão que foi só o carro chegar ao Brasil para que o câmbio "endurecesse" como de costume. Deve ser cultural, mas na cidade isso desgasta.

- Com relação ao test drive em si fica um pouco mais complicado me aprofundar pois não pude passar de 120km/h. Para se ter uma idéia o instrutor me solicitou que fizesse uma volta inteira em 4ª marcha. Sim, em uma mesma marcha a turbina segura tudo. Conforto de carro automático para se dirigir bem na estrada.

- É um belo carro, sem dúvida.

Conforto: 7
Estabilidade: 8,5
Potência: 9
Média: 8,1

QRX 2009 - Volkswagen Tiguan

Grande, leve e potente... mesmo quando escorrega...


- Hoje começo com as minhas impressões sobre os modelos que dirigi em Interlagos na edição 2009 do Quatro Rodas Experience. Foram 3 no circuito e mais um na pista "Off Road" desenhada nas dependências internas do autódromo. A Tiguan foi o carro dirigido por mim nas duas pistas e é por ela que começo.

- Foi o primeiro teste do dia. Carro grande sempre me deixa um pouco arredio por gostar dos campactos, em especial pela ergonomia dos modelos menores. Pode-se dizer que a Tiguan tem ergonomia de carro pequeno, no bom sentido é claro. A confortável posição dentro do carro tem como companhia o fácil acesso a todos os controles do veículo.

- Não consigo também não reclamar quando vou dirigir um carro com câmbio automático. Simplesmente não gosto, prefiro saber que ao pisar no acelerador o carro responderá ao meu modo, por estar posicionado na minha marcha de preferência. De qualquer forma, dirigir uma Tiguan em Interlagos (que exige aceleração) no modo esportivo é interessante, é o famoso "Ponto S" do câmbio. Na saída do "Pinheirinho" ouvi do instrutor o pedido para pisar de leve no acelerador e na sequência também fui chamado atenção em tom de brincadeira: "eu disse para pisar de leve". É, esse carro responde.

- São 200 cv de potência em um carro com 1622kg. Um carro grande, leve e sensível à pilotagem sob diversos aspectos.

- Se por um lado ele sobe o trecho que compreende a "Curva da Junção" até o "Café" alcançando facilmente os 160Km/h em um despejo surpreendente de potência, por outro a estabilidade em curvas as vezes fica um pouco comprometida. O carro tende a balançar ao mínimo exagero de pilotagem, em especial na saída de trechos sinuosos que exigem aceleração.

- De qualquer forma a impressão do carro é muito boa e a direção soa confortável no modo de "marcha normal", o "Ponto D". Um belo carro.

Off Road:

- A mesma potência do carro pôde ser observada por mim no circuito "Of Road". Andando em trechos extremamente acidentados pude julgar como excelente a suspensão da Tiguan, que em momento nenhum ameaçou sair do controle ou sequer me colocou em posição incômoda na direção.

- Os trechos de forte aclive mais uma vez me permitiram comprovar a qualidade do motor de 200 cv que equipa o carro. O mesmo aconteceu no lamaçal a qual somos levados, onde a força da Tiguan a impede de atolar.

Conforto: 9
Potência: 8
Estabilidade: 6
Média: 7,6

Conheça Campos, Manor e USF1

Um resumo da história das 3 novas equipes da Fórmula-1...

- Na última sexta feira a FIA anunciou quais são as 3 novas equipes da Fórmula-1. O anúncio acabou sendo deixado levemente de lado pela mídia após protesto de Ferrari, Red Bull e Toro Rosso, que afirmam não terem feito inscrição definitiva para a próxima temporada.

- Enfim, aqui nesse link da "F1 Mania" você pode ler um pouco sobre as três equipe, a Campos, a Manor e a USF1, que ainda pode ter seu nome alterado para USGPE. Um detalhe sinistro sobre Campos e USF1 é que ambas tendem a contratar pilotos de seus países de origem, a primeira com os espanhóis e a segunda com americanos.

- Com isso o universo de vagas, que esperava-se ia aumentar, cai para apenas duas novas cadeiras.

Campos Grand Prix
Manor F1 Team
Team US F1

6/10/2009

Renault já deu o que tinha de dar

E agora seu rumo é deixar a categoria...


- De volta à Fórmula-1 depois de uma boa passagem nas décadas de 70 e 80, a Renault voltou para ser campeã do mundo com a Williams em uma execelente geração dos motores franceses. Não contente com esse cenário, e após mais uma saída e volta da categoria, eles voltaram comprando a Benetton e montando novamente um time próprio.

- Pois bem, com um trabalho muito competente e pouco dinheiro, eles levaram o espanhol Fernando Alonso a duas conquistas seguidas, 2006 e 2007, com um belo carro feito pelos bons engenheiros do time.

- Pois bem, o dinheiro acabou, a Renault enfrentou alguns percalços (o fim do amortecedor de Massa, que guiaria o desenvolvimento dos carros do time), a saída de Alonso, a falta de dinheiro, incertezas do presidente da montadora e agora a crise econômica mundial (que não quebrou a empresa mas a fez refletir sobre suas economias).

- Agora a Renault envia uma carta a seus patrocinadores avisando que é remota a possibilidade de permanecer no próximo mundial. Ao que tudo indica é sério e a justificativa seria o teto orçamentário da categoria e as indecisões acerca do regulamento para o próximo campeonato.

- Tudo isso na verdade não passa de uma boa desculpa para o time que há alguns anos enfrenta pressão de seu presidente, o brasileiro Carlos Ghosn, que não gosta de Fórmula-1, não acredita na categoria como ferramenta de desenvolvimento ou de marketing e acredita que a única vantagem de permanecer na categoria é conquistar títulos, algo que a Renault está longe de conseguir.

- Outro indício forte é a tranquilidade do time com relação aos boatos de Fernando Alonso na Ferrari e até mesmo os consequentes elogios feitos pelo espanhol à equipe italiana. Tudo isso vem acontecendo de forma muito clara e sem pudor, com direito à ganhar as manchetes de todos os jornais. Durante muito tempo relutei mas hoje acredito até mesmo que o destino de Alonso seja a Ferrari.

- Já o destino da atual Renault pode ser na mão de Flávio Briatore, o diretor da equipe. Seria ele o Ross Brawn da vez que adquiriria o espólio do time, que deve levar seu nome, após tanto criticar as vitórias do dono da equipe de Button e Barrichello.

- É mais um capítulo da "Fórmula-1 da novíssima geração"... a "nova" já foi...

6/09/2009

Acabou?

O campeonato 2009 não deve trazer mais emoções... o que fazer?

- Se você não aguenta mais ver o domínio de Jenson Button no atual campeonato de Fórmula-1 comente. Agora é hora de apostar em algo diferente.

- Leia a coluna "Mundo Veloz" de hoje: Aqui

6/05/2009

Mclaren e Petrobras próximas de acordo?

Ao que tudo indica sim...


- Segundo o colunista Lauro Jardim da sessão "Radar On Line" do site da Revista Veja, a Petrobras estaria próxima de um acordo com a McLaren e a Mercedez para ser assinado e executado já na próxima temporada. A minuta de contrato estaria nas mãos dos executivos da empresa brasileira neste momento para ser analisada.

- Isso recoloca a empresa na principal categoria do automobilismo e faz com que ela possa retomar o programa com a Fórmula-1, deixado de lado após fim do duradouro casamento com a Williams e posterior assinatura de contrato com a Honda que deixou a Fórmula-1 e também este contrato.

- Era muito mais fácil, teoricamente, que a Brawn GP - que se apoderou do espólio da equipe - desse continuidade ao acordo, mas por usar os mesmos motores Mercedes da McLarem o combustível também teve de ser mantido, algo normal devido às especificações técnicas de cada unidade e necessidade de adaptá-las ao combustível.

- Duas dúvidas porém pairam no ar. A primeira é saber se Force India e Brawn GP também seguiriam utilizando o combustível brasileiro para se adequarem às mesmas especificações da McLaren e se, caso o fizessem, seria por patrocínio ou fornecimento? A Petrobras nunca cedeu combustível para mais de um time ao mesmo tempo e teria de fazê-lo a três: McLaren, Brawn GP e Force India, que de quebra ainda nos proporcionaria acompanhar uma interessante união entre a principal empresa brasileira e a bandeira indiana no automobilismo.

- A segunda dúvida é sobre a extensão dessa parceria com a Mercedes-Benz. Entre Ferrari e Shell a parceria é forte e todo carro sai de fábrica com recomendações de utilização deste combustível. Mais que isso, as empresas vivem um clima de intensa cooperação técnica.

- A Petrobras sempre tentou também incluir um piloto brasileiro em um dos carros da Williams para aumentar o seu poder de marketing interno mas nunca obteve sucesso. O amazonense Antonio Pizzonia chegou a guiar o carro da equipe sempre substituindo algum piloto alemão, no caso Ralf Schumacher e Nick Heidfeld. Os germânicos eram imposições da outra parceira do time, a BMW, que cedia os motores.

- Teria agora a empresa algum poder para empurrar um brasileiro no time? Quando o acordo com a Honda estava assinado, Bruno Senna tinha a vaga praticamente assegurada e a empresa pretendia inclusive renomear sua gasolina "Pódium" para gasolina "Senninha Petrobras" em uma campanha de marketing que se auto-explica. Na McLaren as coisas são um pouco mais complicadas.

- E vale lembrar que a Mercedes não é só parceira da McLaren e sim dona de boa parte das ações da equipe.

6/04/2009

O conhoto

Não, ele não escreve com a mão esquerda, mas pode ser considerado como tal...


- Na Fórmula-1 dos 17 circuitos que atualmente compõem o calendário, 15 tem a maioria das curvas pro lado direito. Analisando a "força G" que os carros exercem sobre os pilotos não é difícil imaginar o quanto a musculatura do pescoço não é mais forte deste lado. Pois bem, aí chegam os Grandes Prêmios do Brasil, de Cingapura e da Turquia e os pilotos sofrem com a inversão da gravidade sobre sues pescoços.

- Pois bem. Hoje Massa brincou com relação a isso e disse que provavelmente ele seja melhor que os outros guiando para esse lado. Brincadeiras a parte é um dado que se deve prestar muita atenção.

Vejamos o que ele aprontou até aqui desde que chegou na Ferrari:

2006:

San Marino: Foi sua primeira experiência com um carro da Ferrari em um circuito anti-horário. Massa ultrapassou Barrichello na largada e terminou a corrida em quarto lugar sem ser muito combativo. Foi o quarto GP de Felipe com a nova equipe e o único onde ele não brigou pela vitória. A vitória ficou com Michael Schumacher;

Turquia: Fez a pole position e na corrida contou com uma bandeira amarela que colocou Fernando Alonso entre ele e Schumacher. Isso apenas impediu o jogo de equipe pois ele foi sempre o mais rápido durante todo o final de semana;

Brasil: Na decisão do título sobrou no sábado e conquistou a pole position de forma tranquila. No domingo ninguém foi capaz de ameaçá-lo e ele ficou com a vitória;

2007:

Turquia: Largando mais uma vez em primeiro Massa sobrou na prova e venceu tranquilamente de ponta a ponta. Apenas um piloto poderia talvez incomodá-lo, o que de qualquer forma seria muito improvável, que é o inglês Lewis Hamilton. Este porém teve um furo de pneu e ficou completamente fora da briga;

Brasil: Mais uma vez o sábado foi todo seu e apole foi confirmada. Na corrida o domínio mais uma vez apareceu e ninguém seria capaz sequer de fazer com que Massa mudasse seu ritmo por se sentir incomodado. Porém seu companheiro de equipe Kimi Raikkonen estava disputando o título e precisava da vitória para confirmá-lo. Massa abriu e o finlandês passou, mas a vitória era sua;

2008:

Turquia: Massa, confirmando a "ladainha" de sempre foi pole e venceu. Seu maior rival foi Hamilton que, com uma estratégia de 3 paradas, esteve sempre mais lais leve e rápido. Sua parada a mais no box porém foi decisiva para que o imbatível Massa o passasse mais uma vez, tanto que o brasileiro sequer batalhou por posição quando foi ultrapassado;

Cingapura: Como surgimento de mais um circuito de sentido anti-horário lá vai o rapaz conquistar mais uma vez uma pole position com uma boa dose de tranquilidade. No sábado a corrida seria sua, mas um erro da Ferrari fez com que o piloto saísse dos boxes com a mangueira pendurada em seu carro. O reparo do erro lhe custou a vitória, que ficou com Alonso;

Brasil: Na decisão do título mundial e na maior derrota de sua carreira é bom ressaltar que Felipe foi soberano como poucas vezes um piloto foi em um final de semana. No sábado, no domingo, ninguém sequer o incomodou mais uma vez e, mesmo perdendo o título mais uma vez, ele pôde comemorar pelo menos mais uma vitória no Grande Prêmio do Brasil.

- Como se pode ver, Massa apenas não ganharia o Grande Prêmio de San Marino de 2006, sua primeira experiência do tipo com um carro da Ferrari. Em todas as outras ele venceu ou perdeu a vitória por fatores externos. Ele falou de brincadeira, mas faz sentido ou não?

- A declaração de Felipe Massa saiu no site Grande Prêmio!!!

6/03/2009

Mais equipes

Orçamento baixo garante infinidade de times na "nova Fórmula-1"...


- Contrariando o meu próprio último e longímquo post, talvez venha a aparecer no próximo ano uma nova Fórmula-1. Uma Fórmula-1 com inúmeros interessados a ingressar na categoria. E não é de pilotos que estou falando, esses sempre estão interessados, estou falando de equipes.

- Antes havia uma caução de 48 milhões de dólares para que uma equipe interessada pudesse sequer pensar em conseguir um lugar, hoje a FIA resolveu ajudar esses times com o teto orçamentário que tanto causou polêmica, incluindo a ameaça da Ferrari.

- Agora que tudo parece bem, que todos chegaram a um acordo, inscrições começaram a brotar de todos os lugares do planeta. Além das 10 equipes que participam do mundial (todas inscritas), três eqiupes serão escolhidas entre Campos Meta 1, USGPE, Prodrive (que havia vencido a última concorrência da categoria mas não utilizou a vaga), Lola (de muita história no automobilismo e decidida a voltar à Fórmula-1), Litespeed, March (quem não se lembra dos carros azuis de Capelli e Gugelmin?), Team Superfund (nas mãos do ex-piloto Alexander Wurz) e agora a Brabham.

- E chega o momento de pensar quem serão os escolhidos, que terá decisão anunciada em junho. Algumas dessas organizações prometem apresentar bons projetos, como é o caso de Brabham. Não se engane, é uma empresa que detém o nome do time e também o espólio da falida Super Aguri, que até outro dia era a subsidiária da Honda na Fórmula-1.

- A Epsilon Euskadi que, caso entre mesmo, espero ver uma mudança do nome, é uma equipe que escondeu até onde pôde que havia feito inscrição. Seu proprietário, o espanhol Joan Villaldeprat afirma que não admitia a inscrição pois queria viabilizar a questão financeira que, segundo ele, será segura pelos próximos quatro anos.

- Isso apenas para citar duas equipes, vem mais por aí, todas elas provavelmente empurradas por um bom motor Cosworth que a categoria deve viabilizar para os novos times. E mais que isso, com a entrada de três novos times teremos 6 cadeiras a mais para serem preenchidas.

- Vamos pensar na entrada quase sempre garantida de pilotos campeões da GP-2, outros pilotos pagantes e algumas figurinhas carimbadas. Eu apostaria que na próxima temporada veremos nomes como Bruno Senna, Vitantonio Liuzzi, Giorgio Pantano e até a permanência de Nelsinho Piquet caso este perca a vaga na Renault, o que é praticamente certo.

- Devemos voltar a acompanhar algumas cenas comuns nos anos 80, quando havia um rodízio muito grande de pilotos em algumas equipes, especialmente entre aqueles que terão a incumbência de levar patrocínio para conquistar uma cadeira, fora outros "causos" que passarão a ser comuns nos autódromos do mundo inteiro.

- O ambiente será mais de corrida e menos de negócio, é quase certo que isso aconteça. A Fórmula-1 e seus integrantes talvez diminuam um pouco da empáfia tão comum nos últimos anos. Novas e criativas ações de marketing devem aparecer e mais emoção nos treinos classificatórios também serão normais, em especial com os pilotos que devem ficar de fora do grid. Aliás, espero que não haja grid protegido, se o carro do campeão mundial quebrar na classificação e este não der uma volta sequer que fique de fora.

- Enfim... as próximas semanas devem dizer um pouco mais o que deve acontecer com nossa querida Fórmula-1. É cedo e prematuro afirmar até mesmo que as mudanças devem vir para o bem ou para o mal da categoria, mas uma coisa é certa... vem aí sim uma nova Fórmula-1.

5/26/2009

Acabou da "F1 da nova geração"

E o mérito é mais uma vez dele... Jenson Button...


- Pois é... nos dois últimos anos, em campeonatos muito emocionantes na Fórmula-1, nos acostumamos com a expressão utilizada pelo locutor Galvão Bueno de que esta é a "Fórmula-1 da nova geração".

- Essa Fórmula-1 dividiu vitórias entra Lewis Hamilton, Kimi Raikkonen, Fernando Alonso, Felipe Massa, Robert Kubica, Heikki Kovalainen e Sebastian Vettel. Mas tudo isso acabou, só da Button...

- Leia na coluna "Mundo Veloz" de hoje no "F1 Mania", acesse aqui: "Button acabou com a Fórmula-1 da nova geração".

- Obrigado a todos os amigos que estão sempre acompanhando o "Mundo Veloz" que chega hoje à sua postagem de número 700.

5/24/2009

De novo

Quem venceu? Button, claro...


- Vi um comentário parecido no "Jornal Nacional" onte,. A apresentadora pergunta para o apresentador: "adivinha quem conquistou a pole position na Fórmula-1?" e ele: "Jenson Button, claro.

- Depois de duas temporadas extremamante disputadas entre Raikkonen, Massa, Hamilton e Alonso, e de dois títulos anteriores do espanhol em campeonatos equilibrados, a Fórmula-1 se desacostumou de ver a soberania de algum piloto ou equipe.

- Tome por base:
  • Em 2005 Raikkonen e Alonso brigaram como leões pelo título, sendo que o finlandês só o perdeu por ter sofrido com inúmeras quebras de seu motor Mercedes. A Ferrari estava fora da briga por não se adaptar aos pneus para aquela temporada;
  • Em 2006 a briga foi entre Alonso em Schumacher, sendo que os dois brigaram até a última prova pelo título. A decisão aconteceu no Brasil com o espanhol conquistando seu segundo campeonato;
  • 2007 viu a briga entre Raikkonen, Hamilton, Alonso e Massa, com o brasileiro ficando de fora antes do tempo. As vitórias foram distribuidas entre os outros três, que decidiram no Brasil e Raikkonen levou;
  • 2009 viu vitórias de Hamilton, Massa (que decidiram de forma espetacular o título no Brasil em favor do inglês), Raikkonen, Kovalainen, Vettel, Kubica e Alonso. Nâo há mais nada o que comentar.
- Mas a atual temporada vê Jenson Button e a recém-criada Brawn GP destruir os adversários a cada prova. Button estreou vencendo na Austrália, Malásia, Bahrein, Espanha e Mônaco, tenho seu domínio quebrado apenas por Vettel na China. Estávamos mal acostumados, mas talvez seja essa a Fórmula-1 dos tempos atuais, e assim tudo deve continuar.

- Isso acontece principalmente porque tudo da certo para o inglês. Os pneus macios foram o drama no principado, mas Barrichello teve problemas e ele não, após isso o resto é história, Button dominou o restante da corrida sem maiores problemas com Barrichello em segundo.

- A disputa legal da prova (que teve boas alternativas no início) ficou entre os pilotos da Ferrari, que viravam boas voltas, as vezes Raikkonen, outras vezes Massa, sendo que ambos arriscaram deixar pneus macios para a última janela, sem maiores problemas.

- Pneus que mexeram com o resultado final da prova. Além de Barrichello, Sebastian Vettel acusou fortes problemas com o composto e perdeu logo no início posições para Massa, Rosberg, Kovalainen e Webber, batendo e abandonando logo em seguida, após sua parada nos boxes.

- Também bateram Nakajima (na última volta), Kovalainen e Buemi, que atropelou Nelsinho Piquet e o levou junto para fora da corrida.

- Hamilton também bateu de leve na BMW de Heidfeld, isso após cruzar a linha amarela dos boxes, onde há o trecho de segurança para que não haja colisão. Não só Hamilton cometeu a infração de não respeitar o caminho correto, como também pôde mostrar para que ele existe já que houve a colisão.O mais engraçado é que não houve punição, por que? Hamilton ainda será punido?

- Com relação ao campeonato Button agora dispara na frente e, lugar comum, segue tranquilo rumo a conquista do campeonato. A Ferrari esta de volta, mas sem tempo hábil para que esse piloto que não erra e não abandona (nem com problemas) deixe de seguir tranquilo pelo menos marcando pontos suficientes para se manter na frente.

- Daí para frente é só perguntar "quem é o favorito ao título" e o apresentador do jornal responde: "Button, claro".

5/23/2009

Button pela quarta vez

Não se fala em outra coisa nos sábados de F1...


- O assunto já não é nenhuma novidade nas manchetes de Fórmula-1 espalhadas pelos mais diversos veículos: Button é pole. O que é curioso é que mais uma vez ele começou mal o final de semana, reclamou do carro o tempo todo e na hora da decisão conquistou a posiççao de honra no grid. Isso se chama regularidade e poder de decisão, não tem outro nome. Falar bem da Brwan é chover no molhado, Rubens Barrichello vê o companheiro cada vez mais se consolidando como o virtual campeão do mundo, embora ele não admita.

- De diferente o que vimos hoje de manhã foi a volta da Ferrari à briga pelas primeiras posições. Kimi Raikkonen foi muito bem, esteve forte o tempo todo e dessa forma larga amanhã em segundo lugar. Massa é o quinto e garante que poderia ter brigado pelas três primeiras posição não fosse o tráfego (sempre ele).

- É possivel que a equipe italiana brigue sim pela vitória amanhã. Sabemos que em Mônaco tudo pode acontecer, um Safety Car pode aparecer e assim as posições se embaralhem. Tanto Raikkonen quanto Massa podem se considerar na briga pelo pódio, é a grande chance de saírem dos três pontos.

- Massa que aliás bateu logo em sua primeira saída à pista, perdeu a traseira e em uma tentativa de recuperação acabou batendo de frente no guard rail do lado de dentro da pista. Por sorte teve ele tempo de trocar o bico e voltar à pista.

- Mesma sorte não teve Hamilton. Ele bateu também e perdeu a grande chance de conseguir um bom resultado este ano, afinal de contas Mônaco equilibrou as coisas. Não é a toa que ele ficou um bom tempo sem sequer tirar o capacete após o acidente. Como não poderia deixar de ser ele já abriu mão da vitória.

- E o Nakajima, hein? Brigou o tempo todo pelas posições de cima, andou tão bem quanto Rosberg e se classificou para o Q3. Provavelmente parte com tanque cheio e por isso não conseguiu boa posição de largada.

- Rosberg também... por pouco acreditei que ele deixaria de ser o blefador, brigou o tempo todo pela pole e pegou tráfego no final. Foi muito bem o alemão.

- BMW coloca seus dois pilotos na penúltima fila, um resultado que só não é mais ridículo porque a última fila ficou com os dois pilotos da Toyota.

- A equipe alemã vive um ano terrível e a japonesa caiu muito de produção, a primeira viória vai ficando distante, ao que tudo indica o carro não se desenvolve.

- Force India também vai bem e coloca Fisichella em 13º e Sutil em 15º, um belo resultado para a equipe. Eu apostaria nos primeiros pontos do time amanhã.

- Quanto ao tráfego, que todos reclamam, Trulli protestou contra Alonso que protestou contra Massa por terem sido atrapalhados em suas voltas. No fim das contas acho que não vai dar em nada.

- Já a vigilância que está sendo feita nas chicanes abertas (sem proteção de guard-rail) fez sua primeira vítima no treino livre. Giancarlo Fisichella teve suas primeiras voltas rápidas no Q2 canceladas por ter cortado o trecho na saída do túnel. A organização d eprova já avisou: "Teremos fiscais nas áreas cruciais da pista, para um controle imediato". Pelo menos não deixaram pro fim do treino pra depois concelarem sua posição pos ele teve assim a chance de se recuperar após a punição e larga em 13º.

- Outro fato importante: Nos últimos 10 anos apenas Trulli, Raikkonen e Alonso (2 vezes) ganharam como pole em Mônaco. Monte Carlo não é Barcelona, é importante estar na frente pois é muito difícil se ultrapassar no principado, mas tudo muda o tempo todo e o imprevisível sempre ronda as provas que por lá acontecessem. Logo, o melhor que s epode fazer é apostar em Button, mas com cautela.

- Outro detalhe importante é o novo design dos carros. Não, não serão responsáveis por ultrapassagens nessa travada pista, mas chegou a hora dos pilotos se tocarem e perderem os bicos na largada. Muito se falou sobre isso na pré-temporada pelo fato das peças serem bem maiores, dimiuindo a área d eação dos pilotos, mas até agora nada aconteceu. Como diz Victor Berto, "se não acontecer em Mônaco não vai acontecer em lugar nenhum".

5/20/2009

Força de grande com agilidade de pequeno

O lançamento da Ford no Brasil foi a atração da última sexta feira...


- Na última semana atendi o convite da Ford do Brasil para conhecer suas instalações em São Bernardo do Campo e também para testar o novo lançamento da montadora, a Transit, específica para transporte de cargas e pessoas e que aparece como a grande concorrente da Sprinter. Que fiquem de olho aqueles que não se prendem às imposições de mercado.

- A chuva ininterrupta não foi capaz de atrapalhar o excelente dia, que começou com a visita à fábrica, um espetáculo. É difícil imaginar como tantas pessoas podem trabalhar juntas na mais perfeita sincronia para construir um caminhão e picapes (setor da fábrica que conhecemos). Mais que isso, além do profissionalismo, é bom ver um lugar onde se constroem veículos automotores primar tanto pela limpeza do local e inteligência no que diz respeito à disposição dos equipamentos.

- Após o almoço fomos até Santo André conhecer a atração do dia, a Ford Transit, que pode ser vista acima. Testamos o maior e mais completo dos modelos, que vinha equipado com direção hidráulica, freios ABS, HLA, controle de tração e afins.

- Foi inevitável não me lembrar de Nelson Piquet. Quando o tricampeão se referia à Mônaco ele dizia que pilotar um Fórmula-1 nas ruas de Monte Carlo era tão incômodo quanto andar de bicicleta no meio da sala. Pois nunca dirigi um carro tão grande assim e as ruas do local são estreitas e curvilíneas.

- Pois bem, desafio feito, desafio aceito, fui o primeiro dos presentes a assumir a direção, na companhia da amiga Barbara Franzin do "Velocidade.org", que assumiu o papel de navegadora.

- Logo de cara, apesar do receio, pude sentir a potência do motor, que trabalha sempre cheio, compensando a maioria dos erros de marcha que se possa cometer, em especial para um iniciante como eu em veículos desse porte. A potência é absurda, é o tipo de carro que logo ao primeiro já manda o aviso que não vai te deixar na mão em momento algum, sair de segunda é algo mais do que tranquilo.

- Na primeira possibilidade pudemos testar uma dos grandes atrativos do veículo, o HLA, sistema de assistência para saída em rampas. Em casos de inclinação de mais de 4% o dispositivo é acionado e com a marcha engatada e pé na embreagem ele se mantém parado por cerca de 4 segundos sem que você precise manter o pé no freio, quer facilidade maior para evitar aquela tradicional "descidinha para trás"? Acostumado a sair rapidamente engatei a primeira e não esperei o dispositivo agir com medo que o carro descesse e ouvi do "Seu Wilson", nosso anjo da guarda: "pode fazer de novo, espera um pouquinho que o carro não desce..." e não é que ele estava certo? Funciona...

- Passeando por Santo André ainda na manha me vi fazendo curvas na ponta dos dedos, morrendo de medo e mais uma vez "Seu Wilson" entrou em cena, me pedindo pra acelerar mais um pouquinho pois o carro é equipado controle de tração, ele equilibra sua freada mas também compensa o excesso de velocidade com o dispositivo agindo independentemente nas quatro rodas em conjunto também com o freio ABS. Vi como era bom ser piloto de Fórmula-1, mesmo em Mônaco, quando os carros dispunham do sistema. A sensação foi de estar dirigindo um pequeno carro em uma auto-estrada, e olha que eu dirigi um Ford KA por muito tempo, o rei das curvas. Ah não, dirigir a Transit é muito mais fácil que um Fórmula-1 em Mônaco, tenho certeza, esqueci Nelson Piquet.

- No fim das contas saí do encontro duplamente contente pois além de ter passado um dia em companhia de excelentes pessoas, desde os convidados aos anfitriões, percebi que posso dirigir uma VAN gigante como aquela sem maiores problemas. Eu que tanto test-drive já fiz, como é possível constatar até mesmo fazendo uma busca pelo histórico do Mundo Veloz, nunca tinha andado em veículos desse porte como motorista.

- Se você pensa em adquirir um desse para sua empresa e colocar na mão de um motorista não pense que ira adquirir tanta tecnologia para que outro utilize pois o grande beneficiado é você mesmo, que é quem investe na carga que a Transit pode tranportar (e não é pouco) e que é paga por nada mais nada menos que a sua própria empresa. Quanto menos gabaritado o motorista mais necessários os dispositivos se mostram, a economia você vai sentir lá na frente na redução com gastos de manutenção e desperdício de carga.

- Por fim quero agradecer à Ford do Brasil pelo convite para a esplêndida sexta feira que vivemos.

5/18/2009

Momento bizarro do final de semana

WTCC vive momento pra esquecer...



- Uma das principais categorias do turismo mundial viveu um final de semana para não mais ser lembrado. ou para ser lembrado e corrigodo em cada detalhe.

- O acidente acima é algo que beira a estupidez. O líder da prova, o francês Franz Engstler se chocou contra o Safety Car recém saído dos boxes logo no início da bateria. Ambos deixaram a prova, seus carros não apresentavam condições de continuar, um disputando e o outro de prontidão para qualquer eventualidade.

- Segundo o site da revista portuguesa Autosport um comissário de pista afirmou que o Safety não havia sido autorizado a sair dos pits, apenas deveria ter ficado de prontidão. Okay, pode ser verdade, embora seja apenas a palavra de um anônimo fiscal, mas pode-se observar que antes do acidente o líder da prova também havia recebido bandeira amarela, o que significa que no mínimo a batida não poderia ter sido tão forte. Fica a dúvida.

- Na sequência, já após o encerramento da conturbada prova, e vitória de Alain Meu, nada mais nada menos que 15 carros não passaram na vistoria técnica.
Seus motores não estavam de acordo com o regulamento de emissão de ar para o turbo. Muitos eram os carros envolvidos, o brasileiro Augusto Farfus não estava entre eles, o que fez com que a direção de prova optasse por não penalizá-los e sim chamar atenção dos times.

- Claro, a prova terminou com bandeira vermelha após um acidente sem maiores consequências com Eric Cayrolle, que bateu contra o muro após toque de Nicola Larini. Que coisa.

Red Bull... dupla asa

Okay.... um difusor não é exatamente uma asa, mas não da pra perder o trocadilho...


- Toda vez que se comenta sobre a equipe Red Bull na Fórmula-1, em algum momento o slogan "Red Bull te da asas" vem à mente. Surge aí sempre um trocadilho diferente com relação ao desempenho do time, alguma mudança técnica, administrativa, contratação de pilotos, enfim... eu mesmo já usei algumas vezes algum tipo de trocadilho com este slogan. Tudo isso prova que a equipe Red Bull é um grande projeto de marketing.

- Só que poucos projetos são tão levados a sério como esse. A Red Bull é marketing, sim, mas com gente competente no comando da equipe, todos querem brigar por vitórias. A primeira veio com a filial Toro Rosso na Itália em 2009. A segunda veio este ano na China, com a principal. Em ambas as ocasiões o piloto era Sebastian Vettel.

- Pois bem, em 2009 esse projeto de sucesso que é a RBR - Red Bull Racing - vive um bom capítulo. É considerada por enquanto a única equipe com um carro capaz de fazer frente aos de Ross Brawn, tantoq ue foi a única a vencer além de Button. Tudo isso sem KERS e sem o tão polêmico difusor duplo, que depois de aprovado integralmente pela FIA deixou de ser assunto pois não mais interessava que as manchetes de jornal e sites tentassem derrubá-lo.

- E chegou a hora. Rumo ao processo de conquista do planeta Fórmula-1, a Red Bull estreará em Mônaco o seu difusor. Caso o dispositivo se adapte perfeitamente ao bólido, trabalho considerado difícil pelo projetista Adrian Newey, poderemos ver este carro ganhar alguns décimos de sgeundo por volta, o que a aproximaria ou até mesmo a faria bater a principal equipe da temporada, Brawn GP.

- Logo após a decisão da Federação Internacional de Automobilismo liberando a peça, o projetista Adrian Newey cancelou sua ida aos GPS da China e da Espanha, prometendo que seus desenhos estariam no carro funcionando exatamente no final de semana da prova em Monte Carlo. Prazo cumprido.

- Pode ser um divisor de águas na temporada. Fazer boas voltas no sábado é imprescindível em Mônaco, todos sabem que é quase impossível realizar uma ultrapassagem nessa pista, mesmo com as novas configurações aerodinâmicas, que por sinal já não fizeram efeito na Espanha.

- A Brawn que se cuide. Deve dar certo, projetos de marketing aliados à competência sempre dão certo!!!