O lançamento da Ford no Brasil foi a atração da última sexta feira...
- Na última semana atendi o convite da Ford do Brasil para conhecer suas instalações em São Bernardo do Campo e também para testar o novo lançamento da montadora, a Transit, específica para transporte de cargas e pessoas e que aparece como a grande concorrente da Sprinter. Que fiquem de olho aqueles que não se prendem às imposições de mercado.
- A chuva ininterrupta não foi capaz de atrapalhar o excelente dia, que começou com a visita à fábrica, um espetáculo. É difícil imaginar como tantas pessoas podem trabalhar juntas na mais perfeita sincronia para construir um caminhão e picapes (setor da fábrica que conhecemos). Mais que isso, além do profissionalismo, é bom ver um lugar onde se constroem veículos automotores primar tanto pela limpeza do local e inteligência no que diz respeito à disposição dos equipamentos.
- Após o almoço fomos até Santo André conhecer a atração do dia, a Ford Transit, que pode ser vista acima. Testamos o maior e mais completo dos modelos, que vinha equipado com direção hidráulica, freios ABS, HLA, controle de tração e afins.
- Foi inevitável não me lembrar de Nelson Piquet. Quando o tricampeão se referia à Mônaco ele dizia que pilotar um Fórmula-1 nas ruas de Monte Carlo era tão incômodo quanto andar de bicicleta no meio da sala. Pois nunca dirigi um carro tão grande assim e as ruas do local são estreitas e curvilíneas.
- Pois bem, desafio feito, desafio aceito, fui o primeiro dos presentes a assumir a direção, na companhia da amiga Barbara Franzin do "Velocidade.org", que assumiu o papel de navegadora.
- Logo de cara, apesar do receio, pude sentir a potência do motor, que trabalha sempre cheio, compensando a maioria dos erros de marcha que se possa cometer, em especial para um iniciante como eu em veículos desse porte. A potência é absurda, é o tipo de carro que logo ao primeiro já manda o aviso que não vai te deixar na mão em momento algum, sair de segunda é algo mais do que tranquilo.
- Na primeira possibilidade pudemos testar uma dos grandes atrativos do veículo, o HLA, sistema de assistência para saída em rampas. Em casos de inclinação de mais de 4% o dispositivo é acionado e com a marcha engatada e pé na embreagem ele se mantém parado por cerca de 4 segundos sem que você precise manter o pé no freio, quer facilidade maior para evitar aquela tradicional "descidinha para trás"? Acostumado a sair rapidamente engatei a primeira e não esperei o dispositivo agir com medo que o carro descesse e ouvi do "Seu Wilson", nosso anjo da guarda: "pode fazer de novo, espera um pouquinho que o carro não desce..." e não é que ele estava certo? Funciona...
- Passeando por Santo André ainda na manha me vi fazendo curvas na ponta dos dedos, morrendo de medo e mais uma vez "Seu Wilson" entrou em cena, me pedindo pra acelerar mais um pouquinho pois o carro é equipado controle de tração, ele equilibra sua freada mas também compensa o excesso de velocidade com o dispositivo agindo independentemente nas quatro rodas em conjunto também com o freio ABS. Vi como era bom ser piloto de Fórmula-1, mesmo em Mônaco, quando os carros dispunham do sistema. A sensação foi de estar dirigindo um pequeno carro em uma auto-estrada, e olha que eu dirigi um Ford KA por muito tempo, o rei das curvas. Ah não, dirigir a Transit é muito mais fácil que um Fórmula-1 em Mônaco, tenho certeza, esqueci Nelson Piquet.
- No fim das contas saí do encontro duplamente contente pois além de ter passado um dia em companhia de excelentes pessoas, desde os convidados aos anfitriões, percebi que posso dirigir uma VAN gigante como aquela sem maiores problemas. Eu que tanto test-drive já fiz, como é possível constatar até mesmo fazendo uma busca pelo histórico do Mundo Veloz, nunca tinha andado em veículos desse porte como motorista.
- Se você pensa em adquirir um desse para sua empresa e colocar na mão de um motorista não pense que ira adquirir tanta tecnologia para que outro utilize pois o grande beneficiado é você mesmo, que é quem investe na carga que a Transit pode tranportar (e não é pouco) e que é paga por nada mais nada menos que a sua própria empresa. Quanto menos gabaritado o motorista mais necessários os dispositivos se mostram, a economia você vai sentir lá na frente na redução com gastos de manutenção e desperdício de carga.
- Por fim quero agradecer à Ford do Brasil pelo convite para a esplêndida sexta feira que vivemos.
- Uma das principais categorias do turismo mundial viveu um final de semana para não mais ser lembrado. ou para ser lembrado e corrigodo em cada detalhe.
- O acidente acima é algo que beira a estupidez. O líder da prova, o francês Franz Engstler se chocou contra o Safety Car recém saído dos boxes logo no início da bateria. Ambos deixaram a prova, seus carros não apresentavam condições de continuar, um disputando e o outro de prontidão para qualquer eventualidade.
- Na sequência, já após o encerramento da conturbada prova, e vitória de Alain Meu, nada mais nada menos que 15 carros não passaram na vistoria técnica. Seus motores não estavam de acordo com o regulamento de emissão de ar para o turbo. Muitos eram os carros envolvidos, o brasileiro Augusto Farfus não estava entre eles, o que fez com que a direção de prova optasse por não penalizá-los e sim chamar atenção dos times.
- Claro, a prova terminou com bandeira vermelha após um acidente sem maiores consequências com Eric Cayrolle, que bateu contra o muro após toque de Nicola Larini. Que coisa.
Okay.... um difusor não é exatamente uma asa, mas não da pra perder o trocadilho...
- Toda vez que se comenta sobre a equipe Red Bull na Fórmula-1, em algum momento o slogan "Red Bull te da asas" vem à mente. Surge aí sempre um trocadilho diferente com relação ao desempenho do time, alguma mudança técnica, administrativa, contratação de pilotos, enfim... eu mesmo já usei algumas vezes algum tipo de trocadilho com este slogan. Tudo isso prova que a equipe Red Bull é um grande projeto de marketing.
- Só que poucos projetos são tão levados a sério como esse. A Red Bull é marketing, sim, mas com gente competente no comando da equipe, todos querem brigar por vitórias. A primeira veio com a filial Toro Rosso na Itália em 2009. A segunda veio este ano na China, com a principal. Em ambas as ocasiões o piloto era Sebastian Vettel.
- Pois bem, em 2009 esse projeto de sucesso que é a RBR - Red Bull Racing - vive um bom capítulo. É considerada por enquanto a única equipe com um carro capaz de fazer frente aos de Ross Brawn, tantoq ue foi a única a vencer além de Button. Tudo isso sem KERS e sem o tão polêmico difusor duplo, que depois de aprovado integralmente pela FIA deixou de ser assunto pois não mais interessava que as manchetes de jornal e sites tentassem derrubá-lo.
- E chegou a hora. Rumo ao processo de conquista do planeta Fórmula-1, a Red Bull estreará em Mônaco o seu difusor. Caso o dispositivo se adapte perfeitamente ao bólido, trabalho considerado difícil pelo projetista Adrian Newey, poderemos ver este carro ganhar alguns décimos de sgeundo por volta, o que a aproximaria ou até mesmo a faria bater a principal equipe da temporada, Brawn GP.
- Logo após a decisão da Federação Internacional de Automobilismo liberando a peça, o projetista Adrian Newey cancelou sua ida aos GPS da China e da Espanha, prometendo que seus desenhos estariam no carro funcionando exatamente no final de semana da prova em Monte Carlo. Prazo cumprido.
- Pode ser um divisor de águas na temporada. Fazer boas voltas no sábado é imprescindível em Mônaco, todos sabem que é quase impossível realizar uma ultrapassagem nessa pista, mesmo com as novas configurações aerodinâmicas, que por sinal já não fizeram efeito na Espanha.
- A Brawn que se cuide. Deve dar certo, projetos de marketing aliados à competência sempre dão certo!!!
A Fórmula-1 parece mais forte que isso... parece...
- Ao que tudo indica faz sentido que, sempre que se mudam as coisas de forma radical na Fórmula-1, todos entram em Pânico. Quando chega a data de início do campeonato todos estão lá felizes e saltitantes, ansiosos para estrearem os novos pacotes e verem o que deu resultado e o que não deu.
- Claro que ninguém imagina que numa dessa vá surgir uma equipe totalmente nova e independente, capaz de vencer todos os concorrentes com sobras, em um carro excepcionalmente bem adaptado às novas condições da Fórmula-1. Foi o que aconteceu esse ano com a Brawn GP. Não fosse isso e o campeonato até estaria equilibrado.
- Com isso, o medo de mais uma mexida drástica nas regras e condições que a Fórmula-1 apresenta para que as equipes disputem o campeonato aumenta. E se nesse meio do caminho surge uma nova Brawn? E se a própria Brawn consegue se manter fazendo frente à McLaren e Ferrari? Isso não é ainda pior se as equipes tem as mesmas condições financeiras?
- A saída padrão é fazer uso de um artifício já usado em tempos idos. Ameaçar que deixa a Fórmula-1. Pois bem, isso sempre acontece quando, principalmente a Ferrari, quer defender-se se algo que pode prejudicá-la.
- Eu não acredito que essa ameaça vá para frente, se bem que a Ferrari tem motivos e argumentos suficientes para se fazer valer de sua decisão. Existe o Pacto da Concórdia que não pode ser quebrado. As equipes se comprometem a não deixar o campeonato e a FIA concorda em não alterar drasticamente as regras. se uma quebra o acordo a outra pode quebrar também.
- E quer saber? Dou razão para a Ferrari. A equipe sempre foi contra redução de testes e orçamentária, no ententanto quando a crise econômioca apareceu usou sua força para ajudar a Fórmula-1 e aqueles que sofriam com a falta de grana.
- Não acredito que a empresa e também aquelas que a apoiam realmente cumpram com a promessa e deixem o mundial, mas é bom ressaltar que as vezes o destino nos prega peças estranhas e há poucas semanas eu também recusava-me a acreditar que uma equipe estreante pudesse estar dominando o campeonhato da forma como está, mais uma vez falo da Brawn.
- Seria estranho, muito estranho, e caso acontecesse poderia significaor sim o fim da Fórmula-1. Seria até engraçado... depois de 17 temporadas Barrichello se despede e a categoria também. Diriam que só assim para ele parar ou que a Fórmula-1 não vive sem ele. Brincadeiras para descontrair que certamente surgirão. Não creio, mas quem sabe... enquanto isso tem um monte de gente querendo entrar...
"Mundo Veloz" abraça parceria com o site "Bella da Semana"...
- Correria é algo complicado. Na última terça feira bem que eu oquis anunciar mas não deu tempo. A coluna "Mundo Veloz", que já vai ao ar toda terça feira pela "F1 Mania", agora também faz parte do conteúdo do site "Bella da Semana".
- No "Bella da Semana", como o próprio nome já diz, toda semana você pode encontrar uma "Bella" diferente, além de colunas de "Paquera", "Personal Trainer", "Jet Set", da Stephany e claro, "Alta Velocidade", que nada mais é que a coluna deste que aqui vos escreve.
- Vale a pena conferir todo o conteúdo do site, que foi elaborado em altíssimo nível para você. Aliás, carros e mulheres tem tudo a ver, certo? Clique aqui e conheça o "Bella da Semana"!
- E isso é o que você pode ler hoje na coluna "Mundo Veloz" na F1 Mania. Afinal de contas eu não creio em favorecimento à Button. O que seria normal, afinal de contas quem briga mais seriamente pelo título é ele. A não ser que a disputa fique restrita aos dois pilotos.
- Leia a coluna clicando aqui: "De volta aos velhos tempos???"
Admitindo que não tem mais chances de ser campeão, Massa desabafa...
- Erros diversos da equipe Ferrari e um carro construído abaixo das expectativas da pré-temporada colocaram Felipe Massa o finlandês Kimi Raikkonen em situação desesperadora no mundial. Sem pontuar até a terceira etapa e com míseros 3 pontos na quarta e na quinta, respectivamente com o finlandês e com o brasileiro, a equipe vermelha é a grande decepção do ano.
- Agora Massa escancarou de vez: "Após cinco corridas ele (Button) ganhou quatro. Mesmo que consiga uma melhora de performance, eles continuarão pontuando. Esqueça!".
- Não deve ser fácil. Após o espetacular final de temporada onde Massa perdeu na última curva o título mundial para Hamilton, ele esperava pelo menos ter a chance de brigar mais uma vez, afinal de contas um de seus maiores problemas, Kimi Raikkonen, parece resolvido.
- Mas não será assim. E mais uma vez o brasileiro terá de amargar um ano no vazio. Em 2007 ele abandonou a briga precocemente, em 2008 foi às últimas consequências e perdeu. Em 2009 já se considera fora. E pior, essas declarações devem fazer com que a Ferrari abandone em breve o desenvolvimento do carro deste ano para se concentrar na próxima temporada.
- Não acredito que a Ferrari abandone a Fórmula-1, portanto Massa terá de aguardar 2010 para aproveitar sua chance de ouro. Um carro bem desenvolvido e um companheiro de equipe desmotivado parecem ser a receita ideal.
- Quando se acreditava que a Fórmula-1 veria dias mais equilibrados, após a vitória de Vettel na China e o bom desempenho de Red Bull e Toyota no Bahrein, eis que Jenson Button vence mais uma prova com relativa facilidade.
- Claro, durante algum tempo a estratégia que a Brawn GP utilizou para seus dois pilotos será questionada. Ambos partiriam para três paradas mas a mudança para duas no caso de Button foi oque possibilitou sua vitória.
- Mas não podemos descartar que Barrichello não foi tão rápido quanto se esperava após seu segundo pit stop. E mais que isso, com Vettel e Massa pela frente naquele momento, seria muito difícil que ele voltasse na frente do inglês.
- Button, esse sim, adaptou-se perfeitamente ao que lhe foi proposto e com isso conseguiu a sua quarta vitória na temporada em cinco corridas. Uma marca digna dos tempos de domínio de Michael Schumacher e da Ferrari, que também tinha Ross Brawn como líder.
- Acho que o título já com meio caminho andado para sua decisão. Como diz Felipe Massa, que se colocou fora da briga: "Qualquer um pode melhorar e vencer corridas, mas eles continuarão pelo menos pontuando...".
- E realmente podemos aqui voltar às estatísticas do tempo de Schumacher. 4 vitórias em 5 corridas é um resultado praticamente impossível de ser revertido e com isso acho que só Barrichello pode bater o inglês. Mas nesse momento, sabiamente, a equipe está com Button.
- Não me digam que a equipe não está apoiando Jenson, mas também não me digam que há uma conspiração contra Barrichello. Button leva vantagem, em especial com as estratégias de pista, por ser o favorito ao título que seria tão importante para a Brawn. A única dúvida é se isso é realmente necessário nesse início de campeonato, mas aí já é outra discussão e eu acredito que não.
- Com 5x0 na disputa interna acho que Barrichello pode se despedir das chances de título, bem como o fez Massa.
Button, Vettel e Barrichello mandam bem... Massa se recupera...
- Escrevi essa semana aqui no "Mundo Veloz" sobre o Grande Prêmio da espanha poder viver sua melhor edição dos últimos anos. Tudo isso devido às alterações na configuração dos carros que possibilitariam um pouco mais de ação à prova na pista que recebeu algumas das piores corridas dos últimos anos.
- Pois bem, as famosas configurações não influiram muito no que eu vou falar, mas este foi o melhor treino do ano até aqui. Três pilotos, Barrichello, Vettel e Button brigaram como leões pela pole, todos a tendo em algum momento, até que a posição ficou com o inglês.
- Isso mostra que, apesar das evoluções que os times apresentaram, Brawn GP e Red Bull continuam dominando as ações na categoria com carros que nasceram muito bem. Barrichello chegou a crer que conseguiria a pole, mas se surpreendeu com a volta de Button, que está mais leve.
- Acredito que pela falta de adaptação ao carro da equipe em Barcelona, Jenson tenha optado por ir com o tanque mais vazio pro Q3, só não esperava que a recuperação seria tão grande. Isso gerou uma certa frustração de seu companheiro de equipe que saiu do carro com uma expressão não muito alegre.
- Já estamos nos acostumando a ver Button e Vettel entre os primeiros, até por isso o que marcou a classificação de hoje foi o desempenho da Ferrari. Felipe Massa foi o mais rápido no Q1, ficou mais uma vez entre os primeiros no Q2 e larga amanhã em quarto lugar após boa volta na Superpole, já que era impossível alcançar o ritmo de Button, Vettel e Barrichello.
- Já que esse desempenho do time italiano não aparece do nada, a equipe apresenta em Barcelona uma evolução de seu carro, pode-se aceditar tranquilamente que a Ferrari está encontrando aos poucos o caminho das pedras nesta temporada. O carro nasceu mal, eles já cometeram erros, mas aos poucos tudo se normaliza. Esse resultado é a luz no fim de túnel que o brasileiro e seu companheiro precisavam para espantar a fase de depressão.
- Vale lembrar que o brasileiro parte com 5 quilos a mais de combustível que o pole Button, ou seja, ele não precisou apelar para a tática de tanque vazio para conseguir melhor posição no grid. Talvez ele esteja apostando em bom ritmo de corrida.
- Pelo menos à frente da McLaren a Ferrari já está. Hamilton é o 10º e Kovalainen, que também ficou no Q1, amarga a 18ª posição.
- Claro, pra deixar o presidente Luca di Montezemolo de cabelo em pé, a Ferrari cometeu mais um erro de cálculo similar ao cometido com Massa na Malásia. Kimi Raikkonen saiu para sua volta no Q1, achou que era suficiente e não voltou pra pista. O resultado é que o finlandês larga amanhã apenas em 16º.
- Sigo com a expectativa de um bom Grande Prêmio da Espanha. Nunca gostei de criar falsas expectativas (quem puder acompanhar o retrospecto do "Mundo Veloz" verá que cito o GP da Espanha como uma prova retirável do calendário), mas desta vez vai ser um pouco melhor. A longa reta e a aerodinâmica que permite aproximação em curvas permitirão aos pilotos se ultrapassarem na abertura das voltas.
- A Brawn deve dominar mais uma vez, mas Massa pode incomodar. Ele é o único piloto entre os ponteiros que usa KERS no seu carro, ou seja, na largada ele deve dar o bote pelo menos em Barrichello e Vettel, o que não significa que ele permanecerá nessa posição. O que pode acontecer é que ele, como piloto mais pesado dos líderes, segure Vettel e Barrichello permitindo que Jenson Button dispare mais uma vez na frente. A não ser que Felipe repita a largada que fez ano passado no GP da Hungria.
- Minha aposta é Button, com essa ajudinha de Massa. Pelo peso eu não diria que teremos dois brasileiros no pódio. Mas a chance é grande.
- Acompanhe amanhã pela Rádio Deka.com a transmissão ao vivo do Grande Prêmio da espanha de F1... narração minha e comentários de Victor Berto e Rodrigo Steigmann.
Aerodinâmica sempre foi o principal problema das provas na Espanha...
- Em 2009 os carros da pincipal categoria do automobilismo sofreram mudanças radicais. Apesar de algumas inovações, da volta dos pneus slicks, introdução do KERS, a mais esperada e que também mais chamou atenção foi a nova aerodinâmica dos carros.
- Asas dianteiras móveis e mais largas e asas traseiras mais finas e baixas garantem maior possibilidade de ultrapassagem devido à redução de turbulência quando um carro está próximo a outro.
- Pois bem. No Grande Prêmio da Austrália as inovações ao que tudo indica funcionaram. Na Malásia e na China a chuva não nos permitiu fazer uma análise mais detalhada e no Bahrein as ultrapassagens voltaram a acontecer.
- Pois bem, mas há de se ressaltar que Meulbourne é um circuito dentro de um parque, ou seja, é considerada uma pista de rua. No Bahrein a pista foi desenhada pelo alemão Hermann Tilke, o que indica que já é uma pista que se adequa às dificuldades de se conquistar uma posição.
- No próximo final de semana a categoria chega ao Grande Prêmio da Espanha. Um dos melhores circuitos do mundo, um dos mais belos também. Porém, nos últimos anos as piores corridas da temporada aconteceram por lá.
- O grande problema é que os carros não eram preparados para as curvas de alta (uma das características da pista de Barcelona) e também o fato dos times sempre testarem por lá o ano todo e por isso aprimoram a aerodinâmica para a pista.
- Agora, com tudo diferente, espera-se que a grande reta dos boxes seja alvo de boas disputas por posição, afinal de contas, os pilotos poderão se aproximar uns dos outros nas curvas anteriores à reta sem sofrerem com a perda de pressão aerodinâmica e com a contribuição do pneu slick.
- Anote aí. Você ouvirá e lerá sobre o assunto e nos comentários estará explícito que domingo acontecerá o melhor GP da Espanha dos últimos anos.
- Fora o equilíbrio que deve ser visto após a ochegada da categoria à Europa... mas isso e outro assunto...
- É, hoje é o dia em que o mundo para. Não, não estou falando de empresas, seus trabalhadores, das necessidades do mundo e etc, etc, e tal. Falo de nós, amantes do automobilismo. Sempre a cada dia 1º de maio a gente para, reflete, tenta se lembrar do que aconteceu, imaginar como seria se "ele" não tivesse partido. Ele é Ayrton.
- Alguns exercícios são inevitáveis. Quais seriam as chances dele não correr e evitar tudo o que aconteceu? Será que o destino existe mesmo e isso tinha de acontecer? Ele seria suspenso se não corresse? Ele sabia que morreria?
- A comunidade blogueira, os editores de diversos sites, os produtores de TV, todo mundo pensa nisso a cada dia 1º de maio. Tenho um tio que aniversaria nesta data que antes era conhecida como o "Dia do Trabalho" e que agora é conhecida com o dia do aniversário da partida dele. Pelo menos para mim. Meu tio há de me desculpar, mas sempre me lembro primeiro desse fato.
- E era na casa deste tio que eu estava há exatos 15 (puxa, quanto tempo, estou mesmo ficando velho). Eu, meu primo e minha avó (que também já se foram). Meu tio não estava, ele trabalha domingo de manhã na mesma profissão que hoje escolhi pra mim, o rádio.
- Como a maioria das pessoas com quem eu conversei até hoje eu não acreditava que aquele forte acidente causaria a morte do tricampeão. Pensei nos pontos que ele perderia no campeonato e no quão difícil seria uma recuperação. Talvez porque no dia anterior eu não tenha assistido o treino de classificação e não tenha visto o acidente que vitimou Roland Ratzenberger. Mesmo no domingo eu não tinha visto o acidente ainda pois coincidentemente quando houve a reprise eu não estava perto da TV.
- E ao comentar o acidente com o austríaco, ainda no sábado, ouvi de minha irmã em frente à pequena TV do quarto: "Já pensou se acontece isso com um Ayrton Senna?". Não, eu juro que não estou inventando, ela disse, não esqueço.
- Ouvindo pelo rádio também não há como esquecer da voz italiana e misteriosa de Cláudio Carsughi pela rádio Jovem Pan exclamando que "Senna é morto", algo que parecia estranho mesmo diante da inegável experiência do comentarista.
- Não da pra medir como minha vida mudou nesses 15 anos, não por isso e sim por diversos outros motivos, afinal 15 anos não são 15 dias. Passei por vários empregos, ingressei em uma profissão, conheci músicas, tive minhas bandas de rock, me integrei à várias redes de amigos, vi projetos, vi presidentes entrarem e saírem, prefeitos, tenho uma noiva. É muita coisa. Tudo isso regado à Fórmula-1 nos finais de semana pois eu não consegui parar de seguir aquela paixão.
- Na Fórmula-1 eu acompanhei depois disso toda a era Schumacher. Vi sacanearem Rubens Barrichello (não a equipe e sim a própria imprensa brasileira), vi nascer Alonso, o azar de Raikkonen e sua incrível sorte no GP do Brasil de 2007, vi nascer Massa, a decisão de título mais espetacular de todos os tempos, uma corrida com 6 carros, brigas e mais brigas, mudanças e mais mudanças nos regulamentos, comentei Fórmula-1 em rádio, enfim...
- E mesmo assim, após passar 15 anos, é impossível não parar nesse dia 1º de maio para lembrar o que aconteceu, para comparar como seria o brasileiro correndo hoje, o que ele estaria fazendo nos dias atuais e até ouvir a eterna disputa entre quem era melhor, Senna ou Schumacher?
- 15 anos é uma marca especial. Nós, seres humanos, damos valor a alguns números. 10 anos, 15, 20, 25 e por aí vai. A passagem dos anos, como diria Drummond, é ideal para que nós possamos renovar as nossas energias, valores e afins.
- E é assim que funciona. Cada passagem de ano nos ajuda a aceitar melhor o rumo que as coisas devem tomar até que a próxima geração, aquela que conhece Senna através dos túneis, estradas e avenidas que levam seu nome, possa apenas respeitá-lo como um grande nome do passado e deixá-lo, enfim, descansar em paz.
- Recomendo o excelente texto escrito pelo Rianov Albinov, que me fez relembrar em detalhes aquele final de semana. Clique aqui.
Estamos vivendo a terceira geração depois "dele"...
- Hoje coloquei no ar a coluna "Fórmula-1 3G? Estamos ficando velhos?". O título meio maluco remete à terceira geração que estamos vivendo contando aquela que me despertou para o mundo da Fórmula-1 e que enterrou o desejo de acordar cedo para assistir corridas em tanta gente.
- Leia os detalhes na coluna, mas entenda abaixo um pouco do que quero dizer após a divisão que em fiz e seus mais conhecidos nomes. Quer ajudar a completar a lista? Fique a vontade e conte comigo para preencher os nomes.
- A histórica foto representa o que foi a primeira das gerações que eu acompanhei com atenção e força.
Button vence e Trulli, o melhor da equipe japonesa, chega apenas em terceiro...
- Confesso que eu estava cercado de boas expectativas. Na Fórmula-1, ocasiões e momentos conquistam mais minha torcida do que pilotos ou equipes. Pois hoje eu torcia particularmente pela equipe que, quando estreou na Fórmula-1, conquistou de cara minha simpatia, perdida anos depois pela ausência de resultados mesmo como exagero de investimentos.
- Pois coo 2009 começou diferente, não poderia haver condição melhor para que a equipe vencesse uma corrida, o que ainda se faz possível. Hoje porém, era a melhor oportunidade para que o resultado fosse conquistado. A Toyota tinha seus dois pilotos na primeira fila.
- Glock conquistou posição de Trulli na largada. Melhor ainda, diriam alguns, afinal o alemão aparenta ser mais consistente que o italiano. Os dois seguiam dominando a prova até que Timo fez sua parada na volta 11, relativamente cedo mas é normal. Trulli fez sua parada na volta seguinte.
- Enquando o piloto que liderava demorou 9,8 segundos para realizar o trabalho, Trulli levou 8,9, quase um segundo mais rápido. O taliano não só tomou a posição de volta como também colocou Raikkonen e Alonso entre eles.
- A equipe errou nas palavras de Trulli: "Foi um erro colocar pneus duros naquele momento, vamos sentar com os engenheiros e conversar". De fato ele passou a ser o segundo colocado enquanto o iluminado Button já era o líder. Mas apesar do bom carro que Jarno tinha, ele teve de se contentar em segurar Vettel e Hamilton enquanto o primeiro piloto da Brawn GP disparava na frente rumo à vitória sonhada pela Toyota.
- Parece ter sido mesmo um erro de estratégia com Trulli e algum outro problema de perda de rendimento com Glock que impediu a conquista. Estratégia pe algo que se corrige tranquilamente, a Toyota vai conseguir. E em 2009.
E mais...
- A Ferrari, que se apoiava na possibilidade de conquistar pontos para não obter a marca d epior início de temporada de sua história os conseguiu. Mas mesmo assim este ela conseguiu a marca. Anteriormente o pior início de ano havia sido 1980 e 1981 onde também não pontuara nas 3 primeiras provas mas conquistara um 5º lugar na quarta etapa. Hoje Raikkonen foi o 6º;
- E a Brawn GP acende o sinal amarelo. Talvez o mesmo amarelo que ela usava fortemente na lateral de seus carros. Não domina mais a categoria como nas primeiras provas. O que o gênio Ross Brawn pode fazer desta vez? Prometer alterações para o GP da Espanha ele promete, mas o que será que vem por aí?
- Nelsinho Piquet teria se redimido dos erros cometidos ontem e também do mau início de temporada? Seu ritmo na corrida hoje foi bom e ele ficou apenas 2 posições atrás de Alonso. No caso dele é lucro;
- Foi o primeiro GP normal da temporada. E vimos que há ultrapassagens (muitas motivadas pela briga dos que tem KERS contra os que não tem) no início de depois tudo fica normal. O box continua sendo a grande opção, até mesmo porque ninguém quer arriscar.
- Nunca a chance foi tão grande. Não que a Toyota nunca tenha largado na pole position, mas nunca a chance de conquistar a primeira vitória (que asseguraria de vez a permanência do time na categoria) foi tão iminente. Trulli em primeiro e Glock em segundo com um detalhe muito mais importante que tudo isso: O carro é bom.
- Foi o que se prometeu no início do ano, que o carro era bom. E mais que isso, a equipe japonesa chegou a cogitar sim segiur os passos de sua concorrente Honda a abanonar a categoria, mas ao contrário do que pensaram os desistentes, ao ver que tinham um bom projeto em mãos decidiram continuar. A promessa ao que tudo indica é que deixem a categoria no final do ano caso a primeira vitória não se faça acontecer.
- Não é fácil para a equipe de maior orçamento da Fórmula-1 nunca ter vencido e pior, ver um time que chegou outro dia na categoria sob o espólio da Honda já ter conquistado duas vitórias. Agora chegou a vez da Toyota que semana passda viu outra equipe mais nova vencer, a Red Bull com Vettel.
- Uma dobradinha no grid nunca havia acontecido, ou seja, caso Trulli tenha problemas Glock está lá para garantir a proteção. Vettel que vem em terceiro é o grande perigo. Dos pilotos de frente ele é o mais pesado e mesmo assim por pouco não conseguiu vaga na primeira fila. Sua parada nos boxes será tardia e a estratégia se fará valer. De qualquer forma, nenhum dos dois times usa o KERS e, apesar de não ter o difusor traseiro duplo, a Red Bull tem um carro equilibrado a ponto de se poder dizer que é possível andar no mesmo ritmo. Trulli e Glock mais leves devem desgarrar no início e largar com pneus macios para a janela menor.
- Quem não apresenta mais o mesmo ritmo (algo assim já aconteceu na Malásia) é a Brawn GP. Será que a fraqueza de um time iniciante se faz presente agora que o fator surpresa não afeta mais os outros times? Button e Barrichello largam em 4º e 6º lugares respectivamente, intercalados por Lewis Hamilton da McLaren, em iminente recuperação, pelo menos melhor que a Ferrari os ingleses estão.
- A Ferrari também encontra inúmeras dificuldades. Massa larga mais uma vez a frente de Raikkonen mas essa briga interna não diz muito já que os dois pesadões (largam com bastante gasolina) partem em 8º e 10º lugares. Entre eles o alemão Nico Rosberg que tem ido bem mesmo somente nas sextas feiras.
- Na Renault Nelsinho Piquet precisa depositar todas as suas fichas em um bom desempenho na prova de amanhã pois enquanto Alonso é o 7º colocado o brasileiro errou em sua tentativa de partir para o Q3 e parte apenas em 15º. Grosjean e Di Grassi estão de olho na vaga.
- O palpite do "Mundo Veloz" desde a semana passada é de vitória da Toyota, não importa o piloto, vai dar Japão amanhã na Fórmula-1. Para a alegria deste que aqui escreve e tanto criticou a equipe por gastar, gastar e nunca capitalizar. Chegou a vez.
- O sagaz Victor Berto foi atrás de matar sua curiosidade sobre as logomarcas da Volkswagen comumente expostas em boxes da Toro Rosso. Segundo o apurado por ele há mesmo um acordo entre as partes que envolve cessão de veículos para funcionários e pilotos. Nada a ver com motores que, diga-se de passagem, são da Ferrari.
- Os envolvidos na transação não admitem nenhuma negociação para que Toro Rosso use qualquer tipo de equipamento da montadora em seus trabalhos na Fórmula-1.
- De qualquer forma sabemos que no mundo dos negócios as coisas começam assim, com uma simples e pequena parceria. Quando algo grande estiver para acontecer os velhos amigos serão lembrados.
- Não nos esqueçamos de duas coisas: A Toro Rosso é uma equipe oficialmente colocada a venda por sua proprietária, a Red Bull, que a comprou do antigo sócio Gherard Berger. Segundo, a Volkswagem vira e mexe está envolvida em rumores que falam sobre sua entrada na Fórmula-1. Nada mais natural...
- Tá tudo bem, tem a crise no meio disso tudo, mas aí já são outros 500...
- Não se esqueça de entrar no site oficial da categoria e ver que a montadora está na lista de patrocinadores oficiais ao lado de Bridgestone, Puma, Advanti e USAG.
Durante quase toda sua carreira o brasileiro teve de conviver com essa palavra... pressão!!!
- Barrichello começou na Fórmula-1 em 1993, está indo para sua 17ª temporada e hoje é o piloto com o maior número de largadas da história. Durante algum tempo foi tido com o mais promissor piloto da Fórmula-1, tempos depois foi motivo de piada, mas sempre sofreu com a pressão.
- Em 1994 Ayrton Senna faleceu em Tamburello, Barrichello acabou chamando para si a responsabilidade de substituir o tricampeão amado pelos brasileiros e isso o atrapalhou em seu início de carreira, com carros ruins e ausência de resultados sempre cobrados que colocaram o Brasil em um jejum de quase 7 anos sem vitória na categoria onde tem mais títulos (por países, Reino Unido é uma federação).
- Depois que alguns convites para grandes equipes surgiram e não se concretizaram, Rubens chegou na Ferrari em 2000. Lá ele encontrou a grande pedra no sapato de toda sua vida, o alemão Michael Schumacher, que enquanto esteve ao lado do brasileiro conquistou nada mais, nada menos, que 5 títulos de pilotos enquanto Barrichello teve de se contentar com 13 míseras vitórias. Não foi um período fácil e até hoje ele vive o estígma do vice.
- Passado esse período ele assinou com a Honda, um projeto promissor onde ele pôde enfim prometer que seria campeão do mundo pois não tinha a sombra de Michael Schumacher para anular os seus feitos. Nada deu certo pois o carro nunca correspondeu as expectativas e mais uma vez ele conviveu com a pressão de não poder cumprir uma promessa que havia feito.
- - Ainda no final desse período, Rubens viu dois outros brasileiros praticamente tomarem seu lugar na Honda. Bruno Senna e Lucas di Grassi agradaram em seus testes e Senna quase assinou contrato. Quando Barrichello conseguiu virar o jogo eis que sua equipe anunciou a retirada da Fórmula-1 e ele mais uma vez se viu a pé após o fim da temporada sem sequer disputar uma digna prova de despedida.
- Até que tudo mudou. O destino mais uma vez sorriu para Barrichello quando Ross Brawn conseguiu recuperar o espólio do time e o chamou como uma espécie de homem de confiança pra guiar um carro que surpreendentemente apresentou desempenho espetacular e venceu as duas primeiras etapas da temporada... mas com seu companheiro de equipe Jenson Button.
- Rubens Barrichello, como nos tempos em que correu com Schumacher, foi o segundo na primeira prova e quinto na segunda. Na terceira não passou da quarta posição. Ainda como nos tempos de Ferrari é o segundo colocado de um campeonato que está só no início e vai ver muita água passar por debaixo da ponte (espero que não tão cedo nas pistas).
Segunda dobradinha da temporada encerra a fase difícil para as equipes...
- Nos últimos anos foi assim. Quem começou mal o campeonato assim permaneceu até o início da fase européia. E no próximo final de semana acontece a quarta etapa do mundial, o Grande Prêmio do Bahrein, última etapa dessa "primeira fase" do campeonato. Depois vem o Grande Prêmio da Espanha e é aí que tudo muda de figura.
- Claro que não é bom disputar posições no pelotão intermediário para algumas equipes que não esperam nada diferente da vitória, mas esse início de ano muitas vezes é justificado pela distância que as equipes estão de suas sedes.
- Tomemos o exemplo da Ferrari: Enquanto disputa provas na Austrália, Malásia, China e Bahrein, a comunicação com sua sede em Maranello, na Itália, é muito difícil. Atualização do carro então é mais ainda.
- Tá, tudo bem, as equipes não poderão testar em pista durante a temporada, mas mesmo para os estudos que são feitos em pranchetas ou então no computador, tudo de vento, etc; É muito mais fácil mexer em um carro e corrigir problemas estando mais próximos de sua sede.
- Portanto teremos mais um final de semana sem grandes surpresas (ou COM grandes surpresas, a julgar por 2008). Brawn, Red Bull e Toyota (principalmente) devem andar muito bem. A equipe japonesa testou nessa pista na pré-temporada e seu desempenho pode chamar atenção mais uma vez. Trulli ou Glock devem voltar ao pódio.
- Aí depois sim, com a volta à Europa, equipes como McLaren, Ferrari e Renault devem levar a coisa mais a sério.
- A Ferrari precisa melhorar o rendimento ou começar a se concentrar no carro de 2010 para que aí não dê chance a mais ninguém.
- A McLaren até agora não deu indícios de que poderia fazer isso. Parece disposta a melhorar o atual carro até mesmo porque seus problemas não parecem tão sérios quanto os do início do ano.
- E a Renault, ou melhor, Flávio Briatore quer a cabeça de Nelsinho Piquet e seu contrato de performance prevê a possibilidade de demissão a partir de Barcelona. Por que Europa? Porque é lá que tudo começa.
Mas que título batido escolhi para este post... por mais que ele seja verdadeiro...
- Desde o ano passado a "F1 Mania" tem parceria com o site "F1 Technical", que aborda em detalhes a parte técnica dos carros de Fórmula-1. A tradução para o português pode ser conferida no site.
- Este semana três detalhes chamam bastante atenção da equipe. As novas asas dianteiras de Renault e McLaren e a administração do fluxo de ar na dianteira da Toyota. Confira:
- Chama atenção que duas das equipes (McLaren e Renault) vivem situação de desespero. Ganharam títulos nos últimos anos e não conseguem andar sob a adoção das novas regras para 2009. A Toyota por sua vez fez um bom carro mas não contava com a atuação da Brawn GP e por isso inova ainda mais na perseguição da prometida primeira vitória.
- A McLaren melhorou sim um pouco, mas talvez seja a adoção do difusor genérico instalado nos carros pois Kovalainen não quis usar o novo bico.
- A Renault colocou Fernando Alonso em segundo lugar no grid, embora ajudado pela pouca gasolina em seu tanque. Não da pra comparar Alonso com Nelsinho (que não usa o item) pois o espanhol vence constantemente o brasileiro que tem sérias dificuldades com treinos de classificação.
- Já Toyota segundo Jarno Trulli foi acometida por uma estranha "ausência de aderência" na classificação de ontem, mas não da pra dizer se foi a introdução do novo sistema de fluxo de ar.
Nas mãos dele, não poderia ser diferente, vai Vettel...
- Eu já sentia o cheiro de que algo assim poderia acontecer desde o Grande Prêmio da China. Uma fera precoce ao volante de um carro que nasceu bem não tem como não dar resultado. Ao final do Grande Prêmio da Austrália eu dizia que o desempenho que mais haia me surpreendido não era o da Brawn, que apontou o domínio já nos testes, e sim o da Red Bull, que hoje conquistou nas mãos do jovem alemão suas primeira pole position.
- Vettel venceria aquela prova se não fosse a presença incômoda da Kubica, e mesmo que chegasse em terceiro lugar sua corrida foi espetacular. Oras, mas vão dizer que desta vez os dois carros das latinhas voadoras estão com pouca gasolina. Sim, a tática é essa mesmo, se o pneu mole dura pouco então é melhor que se faça uma janela curta, com pouca gasolina o que, se quebra, ainda pode render uma pole position. Que assim seja. Viva Vettel, o meu piloto preferido entre aoquelas da nova geração.
- Ontem mesmo no Twitter eu dizia que a Fórmula-1 é sempre o "Mais do mesmo" até com alteração de forças e que a Brawn seguia passeando. Não foi o que aconteceu. A foto acima representa uma mudança de forças não só bonita como também dramática, afinal equipes como McLarem e Ferrari não mereciam viver situação tão dramática assim, dada a importância de cada uma e também os seus feitos recentes. Mas fazer o que? A Fórmula-1 agora resolveu premiar apenas os competentes...
- E fica a poergunta. Se Mark Webber ia bem no treino e mal no corrida e agora foi superado por Vettel na classificação, o que será dele durante a prova desta madrugada?
Mundo Veloz chegou lá... é estranho, mas é legal...
- Após o evento do "Maiors Barbeiro do Brasil", organizado pela Mapfre na última quarta feira (sim, eu ganhei a corrida de Kart, mas os prêmios eram para os últimos colocados... os barbeiros) eu fui convencido pelos colegas a invadir o mundo do twitter, deixando meus preconceitos de lado.
- A primeira impressão foi ótima devido ao poder da ferramenta como instrumento de relacionamento. Mas outra coisa descobri esta noite, acompanhar os treinos da Fórmula-1. São excelentes os comentários durante a realização das sessões. Opiniões, informações e até debates. Tô gostando disso.
- Prometo comentários um pouco mais profundos sobre os resultados desta madrugada, mas enquanto isso acompanhe: www.twitter.com/mvgarcia. MV, sim, é "Mundo Veloz".