4/22/2009

Barrichello e a eterna pressão

Durante quase toda sua carreira o brasileiro teve de conviver com essa palavra... pressão!!!


- Barrichello começou na Fórmula-1 em 1993, está indo para sua 17ª temporada e hoje é o piloto com o maior número de largadas da história. Durante algum tempo foi tido com o mais promissor piloto da Fórmula-1, tempos depois foi motivo de piada, mas sempre sofreu com a pressão.

- Em 1994 Ayrton Senna faleceu em Tamburello, Barrichello acabou chamando para si a responsabilidade de substituir o tricampeão amado pelos brasileiros e isso o atrapalhou em seu início de carreira, com carros ruins e ausência de resultados sempre cobrados que colocaram o Brasil em um jejum de quase 7 anos sem vitória na categoria onde tem mais títulos (por países, Reino Unido é uma federação).

- Depois que alguns convites para grandes equipes surgiram e não se concretizaram, Rubens chegou na Ferrari em 2000. Lá ele encontrou a grande pedra no sapato de toda sua vida, o alemão Michael Schumacher, que enquanto esteve ao lado do brasileiro conquistou nada mais, nada menos, que 5 títulos de pilotos enquanto Barrichello teve de se contentar com 13 míseras vitórias. Não foi um período fácil e até hoje ele vive o estígma do vice.

- Passado esse período ele assinou com a Honda, um projeto promissor onde ele pôde enfim prometer que seria campeão do mundo pois não tinha a sombra de Michael Schumacher para anular os seus feitos. Nada deu certo pois o carro nunca correspondeu as expectativas e mais uma vez ele conviveu com a pressão de não poder cumprir uma promessa que havia feito.

- - Ainda no final desse período, Rubens viu dois outros brasileiros praticamente tomarem seu lugar na Honda. Bruno Senna e Lucas di Grassi agradaram em seus testes e Senna quase assinou contrato. Quando Barrichello conseguiu virar o jogo eis que sua equipe anunciou a retirada da Fórmula-1 e ele mais uma vez se viu a pé após o fim da temporada sem sequer disputar uma digna prova de despedida.

- Até que tudo mudou. O destino mais uma vez sorriu para Barrichello quando Ross Brawn conseguiu recuperar o espólio do time e o chamou como uma espécie de homem de confiança pra guiar um carro que surpreendentemente apresentou desempenho espetacular e venceu as duas primeiras etapas da temporada... mas com seu companheiro de equipe Jenson Button.

- Rubens Barrichello, como nos tempos em que correu com Schumacher, foi o segundo na primeira prova e quinto na segunda. Na terceira não passou da quarta posição. Ainda como nos tempos de Ferrari é o segundo colocado de um campeonato que está só no início e vai ver muita água passar por debaixo da ponte (espero que não tão cedo nas pistas).

- E claro, como não poderia deixar de ser, ele já responde sobre a pressão que sente em mais um ano. A vida dele definitivamente não é fácil. Leia a matéria completa aqui: Barrichello fala sobre pressão, início da temporada e Bahrein.

3 comentários:

Lucas disse...

Barrichello é um cara foda, admiro demais esse cara...

Ron Groo disse...

Pressão que, diga-se, o proprio boquirroto alimentava com suas delcarações impensadas e atitudes ridiculas.
Infelizmente este não é o piloto que gostariamos de ter.
Será que o Paraguai aceitaria filia-lo a seu automovel clube?

paty_miyahira disse...

Graaaande Ron Groo, eu deveria ter ressaltado esse detalhe no texto. Você tem toda razão!!!