Por Felipe Massa Schumacher deixou as pistas e agora retorna para proteger o amigo?
- Foi no dia 10 de setembro de 2006, exatos 22 meses atrás, afirmando o quanto ama o esporte a motor, e agradecendo a todas as pessoas que em algum momento o ajudaram de alguma forma, que Michael Schumacher anunciou sua retirada das pistas após vencer o Grande Prêmio da Itália em Monza.
- Com Raikkonen a seu lado no pódio e na entrevista coletiva que ficamos sabendo que o finlandês de gelo seria piloto da Ferraria partir de 2007 (ano em que seria campeão do mundo) e que Felipe Massa dessa forma continuaria no time.
- Pois bem, rumores fortes diziam que Schumacher estava muito inclinado a parar de correr mas ainda faltava um argumento a mais, algo que que sacramentasse sua decisão, a famosa "gota no copo d´água". Eis que, com a contratação de Raikkonen, Felipe Massa perderia seu emprego.
- Pronto... segundo boatos era esse o argumento que faltava para o heptacampeão. Se ainda restava alguma dúvida quanto a parar ele agora não poderia ver ser amigo em maus lençóis e esse fato teria tido influência em sua decisão. Sim, ele pararia após o Grande Prêmio do Brasil vencido pelo próprio Felipe.
- Agora Massa se acidenta e perderá uma ou algumas provas do campeonato por conta da mola que se soltou do carro de Barrichello. Isso acontece em um momento onde Alonso é dado como certo na equipe italiana em 2010 e pilotos Robert Kubica estão procurando grandes empregos. E se um deles substitui Felipe e agrada? O que fazer?
- Schumacher assim resolveu aceitar o convite da Ferrari para voltar às pistas enquanto estiver ausente, pois sabe-se que o alemão não ameaça a vaga do brasileiro. Afirmando desejar em primeiro lugar a pronta recuperação do brasileiro já há quem diga que o alemão só aceitou o convite para que ninguém ameaçe o brasileiro. Tudo bem, a Ferrari já garantiu que o carro é dele e acho até que nesse ponto o grande recado foi para Kimi Raikkonen.
- Claro que a história talvez não deva ser levada assim ao pé da letra, mas acho que um fundo de verdade há nisso tudo sim. Schumacher é assim, pensa e reflete com muita coerente e paixão sobre as coisas. Aquela "casca dura" de alemão sempre serviu mais para fazer sua imagem do que qualquer outra coisa pois no fim das contas ele já chorou, já deu belas declarações e já agrediu quando achou que devia também, de frio ele não tem nada.
- Agora... com a promessa da Ferrari em entregar um carro à Felipe quando ele estiver em condições e caso, quem sabe, sonhando alto demais, Schumacher queira voltar? Como ficam Raikkonen, Alonso e toda a turma que mira a Ferrari? Alguém palpita? Tá bom, eu sei que ele não vai voltar...
- Em tempos idos eu fui frequentador de reuniões semanais no Partido Comunista do Brasil. Não, eu nunca fui filiado a nenhum partido político mas sempre achei importante conhecer os dois lados da moeda para, aí sim, formar a minha opinião.
- Lembro que nessa época haviam os revolucionários que acreditavam que o socialismo deveria ser implantado à qualquer custo, mesmo que fosse à base de uma revolução armada onde provavalmente os rebeldes se refugiariam nas montanhas para combater os militares, donos de todos os pontos estratégicos do país.
- Não vou lembrar o nome, mas havia um senhorzinho que todos chamavam simplesmente de "tio" que dizia: "A revolução não se faz nacessária, o capitalismo tem como base o dinheiro e é um sistema que se auto engolirá, ou seja, automaticamente, sem que as pessoas percebam, o socialismo tomará seu lugar de direito como consequência natural. O capitalismo não aguentará a pressão criada pelo próprio".
- Pois bem, eis que aos poucos podemos ver algo parecido na Fórmula-1, algo que se confunde com a própria história do mundo. Primeiro foram os feudos, que se pareciam com as equipes dos garagistas, cada um defendendo os seus próprios interesses e em seu lugar.
- Com o passar da primeira batalha (a criação da FISA, em especial, o primeiro boicote) todos se deram conta que o dinheiro era importante demais e deveria mover todo aquele circo, mais ou menos como havia acontecido na primeira guerra mundial. Eis que surgiram as montadoras.
- Em especial após o fim da propaganda tabagista, elas sustentaram o circo e permitiram que as corridas continuassem acontecendo sempre com pelo menos 20 carros no grid. Por outro lado, apoiadas por alguns times que já faziam parte da categoria, elas inflacionaram o mercado de desenvolvimento em torno de uma cobrança corporativa por resultados que as vezes apareciam e as vezes não.
- Nessa toada apareceram Toyota, Renault, BMW, Honda, Mercedez e algumas outras foram ventiladas, como a hoje falida GM e também a Volkswagen. Com o apoio da FIAT, que subsidiava a Ferrari, os gastos extrapolaram facilmente os 300 e as vezes os 400 milhões de dólares.
- E eis que a crise financeira mundial chegou. Grandes corporações fechando as portas, empresas mal das pernas e o mercado automotivo atingido em cheio. A primeira a sentir o baque foi a Honda, que em meio ao pior momento da hecatombe financeira resolveu anunciar a retirada de seus investimentos na categoria, por mais que houvesse assinado o famoso Pacto da Concórdia.
- Aí chegou o momento da entrada do socialismo na Fórmula-1. Todos, até os rivais, fizeram o que podiam para que a equipe não fechasse as portas, mesmo sem o apoio da montadora japonesa. Eis que Ross Brawn, um dos dirigentes do time, assumiu a bronca e herdou a equipe, colocando seu nome e conquistando vitórias.
- Agora é a BMW que anuncia a sua retirada da categoria. Em breve alguém acaba ficando com o espólio do que sobrou da montadora. Ratificando que todos mundo deve andar mais com suas próprias pernas a partir do ano que vem.
- A saída da BMW não significa um grande drama em termos esportivos visto que já temos Manor, Campos e USF1 e talvez uma das equipes não escolhidas por Max Mosley ainda seja eleita para correr no lugar da BMW. O problema é que na sequência quem deve anunciar a saída da Fórmula-1 são a Renault e a Toyota, esvaziando ainda mais o grid.
- Hoje a situação é a seguinte: 12 equipes, sendo que 2 são montadoras (Renault e Toyota) e 2 são sustentadas por montadoras (Ferrari e McLaren). As outras 2 são garantidas pela Red Bull e o restante (6) é garagista, incluindo as novas equipes da Fórmula-1 para a próxima temporada. Com o possível abandono de Toyota e Renault apenas 20% delas estarão dependendo da boa vontade de seus apoiadores, sendo que a FIAT jamais deixará a Ferrari na mão.
- São outros tempos que chegam para tomar conta da principal categoria do automobilismo mundial, mas que podem se tornar um pouco mais satisfatórios. O dinheiro das montadoras levou o desenvolvimento dos carros à um nível de excelência tão grande que as ultrapassagens sumiram e muito do espetáculo foi deixado de lado em nome do showbusiness, ou seja, pra que gosta de corrida de carros o "socialismo da Fórmula-1" pode ser interessante.
Um sábado agitado como há muito não se via na Fórmula-1...
O carro de Felipe Massa após o acidente (Flickr/Autosfera)
- Hoje tudo o que NÃO poderia acontecer aconteceu na Fórmula-1. Os treinos classificatórios para o Grande Prêmio da Hungria transcorriam tranquilamente até que algo estranho aconteceu no final do Q2.
- O novo colocado Felipe Massa apareceu nas imagens de televisão com seu carro cravado de frente na barreira de pneus (de forma similar à Heikki Kovalainen na Espanha ano passado). Mas os replays mostraram algo diferente, o piloto passou reto pela chicane que antecedia a curva e sem exercer nenhuma reação bateu de frente contra a barreira.
- Um drama se seguiu na sequência quando uma ambulância chegou ao local com equipe médica e ele foi levado para o ambulatório do circuito (posteriormente para o hospital). As imagens de TV mostraram que uma peça metálica havia se chocado contra o capacete de Felipe que, provavelmente sem consciência, foi parar na barreira e a terceira parte do treino foi adiada por 15 minutos. Ele foi levado de helicóptero já com informações de que estava consciente.
- O acidente de Felipe foi assustador. A falta de informações, os procedimentos da FIA de não mostrar as imagens, a voz embargada dos que transmitiam o treino, tudo isso foi muito preocupante. A voz de Galvão Bueno dizendo que "eu não queria repetir este momento nunca mais, mas vá com Deus Felipe", lembrando o que já havia sido feito em Ímola/94.
- Foi por muito pouco. A sorte que faltou para Ayrton Senna em 94 (quando um braço de sua suspensão perfurou a viseira de seu capacete) e também para Henry Surtees semana passada (quando um pneu atingiu sua cabeça na F-2) sobrou para Felipe. Claro, ele não saiu ileso e está sendo operado após concussão cerebral, corte profundo na testa e dano num osso do crânio. Sua viseira foi destruída na lateral e o olho esquerdo (que segundo Rubens Barrichello não foi comprometido) foi afetado. A imagem, relativamente forte pode ser vista clicando-se aqui. Não postei diretamente para que ninguém se choque.
- É possível ver no olhar o do piloto o quão ele estava assustado. Rubens Barrichello diz que ele fica desacordado por alguns segundos e bate de frente na barreira. Ele não foi autorizado a chegar perto do Felipe mas pôde ver que ele estava agitado e até mesmo querendo voltar para a pista. O resultado desse momento é que a equipe médica lhe deu um calmante para que ele se tranquilizasse.
- As informações dão conta de que está tudo bem. E aqui, claro, fica a torcida do "Mundo Veloz" para que ele possa se recuperar logo. Amanhã ele não corre, ninguém pode substituí-lo, mas agora a Fórmula-1 entra em férias de cerca de um mês, o que pode ser tempo suficiente para que ele relaxe, descanse e se recupere.
A crono:
- Na sequência o Q3 teve andamento mas com problemas de cronometragem no final da sessão os pilotos, em um misto de preocupação e desorientação, não sabiam sequer quem era o pole. A situação foi resolvida com Alonso na primeira posição com Vettel em segundo e Webber sendo pego de surpresa em terceiro.
- Os pilotos sequer sabiam o tempo que haviam feito e a cena mostrava um bate papo entre Alonso, Vettel, Webber e Hamilton perguntado-se entre si quem teria sido o pole. Bernie Ecclestone apareceu para informá-los de que a posição de honra era de Alonso.
- Um sábado do qual não me lembro nos últimos tempos. O clima era estranho tanto pelo acidente do Felipe quanto pela indefinição quanto à pole. É difícil entender que não se pode ver ninguém comemorando ao final de uma sessão.
Péssimo dia para os brasileiros:
- Rubens Barrichello, além de se envolver indiretamente no acidente de Massa, foi mal, muito mal. Ele parte amanhã da 13ª posição (12º com a ausência confirmada de Felipe Massa), sem passar para o Q3 em uma pista onde as ultrapassagens são praticamente impossíveis.
- Já Nelsinho Piquet além de largar em 15º lugar (14º com a ausência confirmada de Massa) ainda viu seu companheiro de equipe conquistar a pole position. Esse resultado praticamente mina suas chances de continuar na Renault para o restante da temporada pois sua grande reclamação era a falta de um equipamento similar ao do espanhol e de um chefe de equipe que soubesse de alguma coisa. O carro ele teve, mas não conseguiu responder.
Você se lembra quando foi a última vez que um piloto substituiu outro em meio à temporada?
- Sebastién Bourdais perdeu seu emprego na Toro Rosso pelo baixo desempenho. O espanhol Jaime Alguersuari, de apenas 19 anos, entrará em seu lugar no próximo domingo no Grande Prêmio da Hungria. Bourdais vai processar a Toro Rosso, Alguersuari está sendo visto com ceticismo por parte de seus "rivais", mas o assunto não é este.
- Trocas de piloto em meio ao campeonato até são comuns na Fórmula-1, mas você se lembra quando foi a última vez que isso aconteceu?
- Foi no Grande Prêmio do Brasil de 2007, quando o austríaco Alexander Wurz se aposentou da Fórmula-1. Sua última prova havia sido o Grande Prêmio da China daquele ano e o japonês Kazuki Nakajima assumiu o cockpit da Williams em seu lugar e assitiu de dentro da pista o finlandês Kimi Raikkonen tornar-se campeão do mundo em São Paulo.
- Pois bem, para quem gosta de histórias de mau agouro, a foto acima (tirada do Blog-F1, de Felipe Maciel, se alguém encontrar o vídeo eu agradeço, rs) mostra uma, digamos, "bobagem" cometida pelo japonês quando entrou nos boxes e, perdendo o ponto de freada, acertou seus mecânicos. Vale lembrar que Alguersuari tem nula rodagem com carros de Fórmula-1 e será cobrado por isso. Alguns pilotos inclusive temem o que ele pode aprontar.
- Em tempo: a temporada de 2008 marcou a primeira vez na história da Fórmula-1 onde não houve uma substituição sequer de pilotos durante o campeonato. Todos os pilotos que largaram no Grande Prêmio da Austrália largaram também no Grande Prêmio do Brasil, exceto Anthony Davidson e Takuma Sato, que deixaram o campeonato junto com a equipe Super Aguri.- Este ano mais um piloto pode perder seu lugra que é o brasileiro Nelsinho Piquet, que aos poucos admite que a situação é real.
- Barrichello é um nome que provavelmente não sai da cabeça de Ross Brawn. Tanto que o dirigente ao montar sua própria equipe não abriu mão do brasileiro pois precisaria de alguém experiente para desenvolver o carro e toda aquela história que já foi dita por aí.
- Mas ele não contava em passar por alguns problemas recorrentes com o brasileiro. Mais uma vez Barrichello perde para seu companheiro de equipe com Ross como seu superior e o inglês se vê obrigado a dar preferência ao "rival" de Rubens.
- Pois bem... e após a última confusão, onde Rubens afirmou que não queria ouvir mais o "blábláblá" da equipe o clima ficou pesado. Ross Brawn por sua vez deciciu ligar para seu piloto para amenizar a situação e reafirmar seu compromisso com ele.
- Já que é para reafirmar o compromisso eu espero que Barrichello tenha feito o mesmo. Espero que Ross Brawn tenha dito que em situações de pista favoráveis o momento é de beneficiar mesmo o inglês Jenson Button e que Rubens por sua vez tenha dito que entende (e entenda mesmo).
- Ninguém gosta de perder, mas é preciso aceitar as regras do jogo. No embate direto com Button, Barrichello praticamente já perdeu. Ou aceita as regras e continua na equipe no ano que vem (algo que vem se tornando cada vez mais difícil) com a chance de ainda ter um carro vencedor ou não aceita e vai para uma equipe menor (isso se não deixar a categoria).
- É hora de fazer uma escolha, se mantém a ligação ou não.
Couna "Mundo Veloz" trata ainda de Henry Surtees e as consequências de um momento como esse...
- A coluna "Mundo Veloz", disponível todas as terças na "F1 Mania" (com algumas falhas, é verdade) trata hoje do assunto Henry Surtees e minha visão sobre os personagens que nos envolvem na vida. E como pilotos também são personagens ele está presente.
- Como é o nosso tratamento e a visão dessas pessoas? Você já parou para pensar nisso? Pois bem, eu já...
- Faz um tempo que eu não ia à um autódromo sem estar na sala de imprensa. Vou além. A F-Truck é algo que nunca me fez a cabeça e mexeu com minha empolgação. Tendo liberdade de escolher os assuntos que eu abordo em todos os lugares que passei e, claro, também aqui no "Mundo Veloz", nunca havia ido assistir uma prova da categoria.
- Fui mais além ainda quando semana passada cheguei a escrever no Twitter a frase "aos que estão me perguntando se vou na F-Truck a resposta é não." Pois é... eis que dois dias depois recebo um convite de Fernanda Quintão, da Volkswagen Caminhões e Ônibus para o evento, onde tive a oportunidade de ficar na ala reservada à montadora. É, acabei aceitando.
- Foi um domingo de corrida divertido. Primeiro uma volta em Interlagos à bordo de um Constellation, o enorme e confortável caminhão da Volks. Uma volta, sem correria mas com um diferencial interessantíssimo que foi andar no sentido contrário da pista. Sim, descemos do Café até a Junção, subimos o Mergulho, passamos Bico de Pato, Pinheirinho, Laranjinha (que ficou uma curva ainda mais cega), descemos até a Reta Oposta e subimos Curva do Sol e "S" do Senna.
- Na sequência a Top Race, com oa argentinos mais Cacá Bueno e Jacques Villeuneve em um protótipo parecido com o nosso Stock Car antigo (atualmente na Stock Light) e bolhas não muito belas. A corrida foi vencida por Juan Manuel Silva. Cacá Bueno foi o sétimo e Jacques Villeneuve abandonou (para tristeza de alguns presentes). Os argentinos por sinal não devem ter gostado muito do traçado de Interlagos pois muitos andaram mais fora da pista do que dentro dela.
- Na Truck resolvemos deixar a ala vip e partimos para outros locais menos ortodoxos e mais divertidos, como a parte de dentro do "S" do Senna, onde vimos (em boa parte da prova com um bom telão atrás de nós) o domínio de Roberval Andrade, que não foi incomodado um instante sequer por seus rivais. Alí é um ótimo local para se acompanhar as várias disputas durante a prova pois é o grande ponto de ultrapassagem do circuito.
- Mais que isso, pude acompanhar as provas com ótimas companhias, como Anderson Costa, Babi Franzin, Thiago Raposo, Danilo Ferreira, Karol Stutz e Jorge Pezzolo. Um domingo diferente para quem está acostumado à falta de conforto das salas de imprensa.
- Fica aqui o agradecimento aos amigos que estiveram conosco neste ótimo domingo e também à Volkswagen Caminhões e Ônibus pelo convite.
Henry Surtees... filho do campeão, pole da prova em que corria na F-2 perde a vida de bobeira...
- Como é estranho. O automobilismo ao longo dos anos fez as suas muitas vítimas. Decorrência de acidentes com veículos a mais de 200 por hora pilotos, fiscais de pista, espectadores, muitos perderam a vida durante treinos ou corrida.
- O estranho de tudo isso é imaginar que, embora seja trabalho para muitos, para a imensa maioria o automobilismo é entretenimento. E mesmo entre aqueles que fazem do automobilismo o seu ganha-pão, uma boa parcela dessa camada resolveu seguir este caminho por pura opção devido ao amor que sentem pelo esporte a motor.
- E é uma forma de entretenimento muitas vezes perigosa e complicada. Misturar diversão com o perigo não é uma grande novidade (vejamos os esportes radicais, muitos mais perigosos que automobilismo), mas quando chega o momento das inevitáveis fatalidades, que vira e mexe acontecem, a realidade se torna muito dura e nos dá um banho de água gelada por nos mostrar que há uma linha tênue entre diversão e pânico.
- Me lembro do contato mais próximo com a morte que eu tive no trabalho, que foi justamente no automobilismo. Era 9 de dezembro de 2007, decisão da Stock Car Light em Interlagos, quando após bater contra a proteção de pneus e voltar pra pista o paranaense Rafael Sperafico foi acertado em sua lateral por Renato Russo.
- Os momentos seguintes, antes da confirmação de que o piloto falecera, foram muito complicados. Um estranho sentimento tomou conta de todos os presentes e o clima de constante alegria e agitação se transformou em apreensão. Na sequência todos conhecemos o real significado da expressão "o silêncio que fala".
- Pois bem... e mesmo depois de ter vivido esse momento ainda tenho dificuldades de encarar notícias de morte no automobilismo. É possível hoje para mim imaginar como as pessoas que estavam em Brands Hatch voltaram para suas casas após a confirmação da morte de Henry Surtees. Em silêncio... refletindo sobre a própria vida... pensando que por alguns centímetros ele poderia ter escapado (é quase sempre assim no automobilismo)... será que essa pessoas sonharão com o que aconteceu assim como eu mesmo sonhei?
- Não é suficiente desejar sentimentos à família de Surtees (embora, é claro, todos o façam) pois uma perda nesse nível não pode ser reparada. Um momento como esse também é difícil de se esquecer.
Até que ponto o narrador errou ao citar Nelsinho Piquet como carta fora do baralho na Renault?
- A polêmica começou na noite de ontem. Nelsinho Piquet foi dado como demitido da Renault pelo narrador Galvão Bueno em seu programa no Sportv, o Bem Amigos, em um consternado tom de despedida (Veja o vídeo no Plog do Pezzollo). ele diz na matéria que Lucas di Grassi foi chamado para o lugar de terceiro piloto e que Romain Grosjean seria o terceiro piloto (na verdade quem diz não é Galvão e sim o comentarista Renato Maurício Prado).
- Depois de muito esperarmos eis que o piloto aperece no Twitter (onde posta assiduamente, mas estava ausente) disparando seguinte pérola: "Aí Galvão, vc está errado, meu bom! Te vejo na Hungria! E vamo torcer para q o carro esteja melhor lá! Valeu pelo apoio de todo mundo! Abcs!". Foi um momento épico no Twitter e que pessoalmente muito me divertiu.
- Mas o assunto a ser abordado é outro. Desde ontem, após afirmação de Galvão Bueno, eis que algumas pessoas se levantaram contra a afirmação do narrador simplesmente porquê a sua saída ainda não havia sido oficializada (como ainda não o foi e parece que não o será).
- E por que Galvão não pode fazê-lo sendo que tanta gente afirmou que Nelsinho não seria mais piloto da equipe após o Grande Prêmio da Alemanha? Não quero aqui criticar a postura de nenhum colega, mas os boatos se espalharam facilmente na imprensa brasileira e sempre foram dissuadidos veementemente, a Globo, na figura de seu narrador, não o fez.
- Após a afirmação de Galvão Bueno, queira ou não, muitos se prepararam para o pior e principalmente deixaram na "ponta da agulha" a informação para soltá-la quando fossem oficializado, cada um de sua forma é claro, cada um afirmando que um ponto diferente seria decisivo para que o louco Briatore assinasse a carta de demissão do piloto.
- Galvão errou? Sim, errou, como erraram tantos membros da imprensa especializada e eu me incluo entre eles. Como eu mesmo creio que tenho o direito de errar acho que Galvão também o tem e por isso não acho que eu deva agora criticar de forma tão dura o narrador oficial da Fórmula-1 no Brasil.
- Vale lembrar também que há um peso diferente. Eu errando aqui no "Mundo Veloz" ou na "F1 Mania" é uma coisa, ninguém vai falar mal, mas Galvão Bueno tem um peso maior pois ele carrega nas mãos um microfone muito forte... e está lá há muitos anos como principal membro da equipe.
- Não sou fã de Galvão Bueno, e muito menos acho que ele precise de algum tipo de defesa (sequer lerá estas palavras, creio eu), mas acredito que devamos pegar um pouco mais leve e analisar que em nossa profissão cometemos inúmeros erros, grandes e pequenos, sempre orando aos céus para que sejamos perdoados por tais atos. É oque acontece com ele.
- Galvão escreveu uma carta pedindo desculpas ao piloto e dizendo que ainda o quer fazer pessoalmente SE puder. Eu acho que muita gente agora poderia fazer o mesmo, mesmo que esperem até o final do ano se ele chegar até lá. Acho desnecessária essa jornada contra a Rede Globo levantada por parte da imprensa brasileira (do qual fazem parte alguns amigos que eu por sinal muito respeito). Nâo leva a nada, a Globo é sim uma gigante e temos de aceitar isso e respeitar para que, quem sabe, ela também nos respeite um pouco mais já que é isso que tanto cobram da emissora e de seus integrantes.
- Eu da minha parte prefiro apenas curtir o momento engraçadíssimo que foi ler a mensagem de Piquet diretamente ao narrador (o que por sua vez foi jogar para a galera pois ao que se sabe Galvão nem faz parte do Twitter). Eu ri muito, confesso... não levemos a Fórmula-1, a Globo, Galvão Bueno e nem ao menos o Nelsinho Piquet tão a sério...
Em paz com torcida e mídia nas últimas 2 semanas depois de sua bem sucedida entrada no Twitter agora ele vive momento de polêmica...
- Sempre criticado, sempre cobrado, o brasileiro Rubens Barrichello conquistou confiança de torcida e um pouco do carinho da mídia especializada após sua entrada no Twitter. A promessa de que encararia dançar o "Moonwalk" (passo de dança clássico de Michael Jackson) caso subisse ao pódio no Grande Prêmio da Alemanha junto uma torcida imensa para que ele conseguisse e para que a categoria vivesse um raro momento de descontração.
- Pois bem... ele não conseguiu... teve problemas com pneus, no pit e depois ainda teve praticamente de ceder sua posição para que Button conquistasse ainda mais um ponto. O que se viu a seguir foi um festival de estranhas declarações:
"Hoje foi um ótimo show da equipe de como perder uma corrida";
"Estou bem chateado com o jeito que as coisas aconteceram. Eu fiz tudo que tinha que ser feito. Eu fui primeiro no primeiro trecho e eles me fizeram perder a corrida";
"Se isso é realmente o que está acontecendo, nós vamos acabar perdendo ambos campeonatos. Eu sinto muito por mim e pela equipe";
"Para ser bem honesto, eu queria poder entrar no avião e ir para a casa. Eu não quero falar com ninguém da equipe. Vai ser o mesmo blá blá blá e eu não quero ouvir isso".
- Ross Braw rebateu, embora com panos quentes:
“Foi uma frustração do piloto”;
“Quando você sai de um carro pensando que pode deveria ter vencido uma corrida, você não se dá conta de todos os fatos, isto pode acontecer";
“Esta é a paixão que alguns pilotos têm”;
“Uma vez que ele se acalme... sente e olhe para todos os números, ele perceberá que éramos muito lentos. Não havia capacidade de vencermos a corrida”.
- Barrichello não aliviou:
“No final do dia, eu posso sair no final do ano se quiser, mas agora eu quero correr”;
- Pois bem. O brasileiro vive mais uma vez uma situação frustrante na carreira. Relembrando os tempos de Ferrari ele perde para o companheiro de equipe, vê a equipe privilegiar Button e encara problemas muito parecidos.
- O problema estaria em Barrichello ou em Ross Brawn (seu mesmo chefe nos tempos de Maranello)? Fica difícil explicar essa relação entre os dois pois o dirigente depositou muita confiança no brasileiro que perdeu para Jenson na pista simplesmente porque o inglês foi mais rápido que ele e pronto.
- Agora, ao mesmo tempo, eu que sempre fui um crítico das declarações de Rubens entendo que não deva ser fácil mais uma vez se confrontar com a essa situação. Que fique aqui bem claro que Barrichello não foi deliberadamente prejudicado pela Brawn GP (que teve inúmeros problemas com pneus no final de semana) mas são coisas que acontecem (sempre ele).
- Depois ele foi sim orientado a ir para os boxes antes de Button para que, já que o brasileiro não iria mais para o pódio, ele pudesse ao menos conquistar um ponto a mais. Novamente Barrichello acabou sendo preterido pelo time, dessa vez deliberadamente mas de uma forma que não há como não compreender já que é Button que luta agora pelo título (e com Vettel cada vez mais perto).
- Resta saber porque ele sempre aparece na mídia vivendo esse tipo de situação constrangedora, mas sua irritação aos poucos acaba sendo fácil de se compreender. Ele é um obstinado pelo que faz, mas gostaria de ter um pouquinho mais de competência, sorte ou alguma coisa que talvez só ele saiba o que é.
Webber dispara ritmo alucinante e vence de forma brilhante na Alemanha...
- A estratégia definiu o Grande Prêmio da Alemanha? Talvez... mas o certo é que Mark Webber foi o grande nome do dia depois de um ritmo de prova alucinante, quando descontou uma punição sofrida após excesso de vontade na largada e toque em Barrichello, e partiu para sua primeira vitória da carreira.
- Apesar do excelente ritmo não se pode dizer que foi uma vitória tranquila. Barrichello largou bem e assumiu a liderança da prova. Webber tinha mais carro mas teria de escoltar Rubens Barrichello, sua sorte é que Kovalainen também largou muito bem, fazendo uso do KERS, mas depois não tinha ritmo para acompanhá-lo e segurou todo o restante do pelotão. Isso permitiu que o australiano e o brasileiro seguissem tranquilos na frente e, quando Webber pagou a punição, não perdesse tantas posições. Barrichello também tinha ótima vantagem com isso.
- Quando a metade da prova se aproximava Barrichello perdia rendimento, bem como seu companheiro de equipe, tudo isso próximo da hora de parar. Webber já estava em segundo lugar, em ótima recuperação, e tinha tudo para conquistar a posição quando o brasileiro resolveu fazer sua primeira parada. Um problema com a magueira fez com que uma parada que era para ser de 6 segundos se transformasse em 11.4, ou seja, suas chances de brigar pelo pódio estavam se esvaindo. Rubens está neste momento completamente irritado e diz que não quer ouvir o mesmo "blá, blá, blá" da equipe que, segundo ele hoje deu "show de como perder uma corrida".
- Aqui cabe uma reflexão. A equipe o prejudicou? Sim, mas não deliberadamente com o intuito de proteger Button (assunto no qual Rubens está sempre envolvido). Problemas de pneu podem até ser transferidos para a conta do time e principalmente o problema com a mangueira de combustível, que o atrasou completamente. Não creio que algo tenha sido feito em prol de Jenson pois 3 carros estavam entre eles e o prejuízo para a equipe por seus erros hoje foi muito grande.
- Quem pôde comemorar com isso foi não só Webber como também Felipe Massa. As trapalhadas da Brawn GP permitiram que o brasileiro ocupasse um lugar no pódio pela primeira vez desde o Grande Prêmio do Brasil do ano passado, quando perdeu o título em casa para Hamilton. Foi também a primeira vez desde aquela corrida que ele liderou uma prova, a frente de Barrichello que, em seu encalço, acavou também perdendo um tempo que faria diferença para ele no final.
- A Ferrari com isso vai voltando (bem aos poucos, é verdade) à disputa pelas primeiras posições. De qualquer forma, em um momento onde Fernando Alonso é tido como nome praticamente certo na equipe para o ano que vem, vai ficando fácil um pouco fácil descobrir quem seria o escolhido para ser companheiro do espanhol bicampeão do mundo.
- Completando o assunto sobre o vencedor. Enquanto tudo isso acontecia o australiano abria mais uma vez 15 segundos de diferença para seu companheiro de equipe Sebatian Vettel (descontados pelo fato de Mark ter administrado um pouco a prova no final). A comemoração então foi um show a parte com gritos e choro emocionados de um piloto que conquistara sua primeira vitória após 129 GP´s disputados, a maior série da história (o recorde anterior era justamente de Barrichello com 124 provas).
- Destaque para a prova de Adrian Sutil, que largou em sétimo com um dos carros mais pesados do grid, chegou a andar em segundo e pontuaria com certeza se não fosse mais um encontro desastrado com Raikkonen na pista. Em sua saída dos boxes ele tocou o finlandês, quebrou o bico e com mais uma parada ficou sem chances de pontuar. Vale lembrar que o maior momento da carreira de Sutil até então havia acontecido em Mônaco no ano passado quando chegaria em quarto lugar mas o finlandês estragou a corrida dele após rodar e bater na saída do túnel, os dois abandonaram. Para Adrian o melhor mesmo seria que Raikkonen fosse disputar provas de Rali.
- Ele evita falar em disputa pelo título mas já é o terceiro colocado no campeonato, 1 ponto e meio atrás de seu companheiro Sebastian Vettel. Webber tem 45,5, Vettel 47 e Barrichello caiu para quarto com 44.
- A Red Bull tem mais carro no momento (em especial em corridas onde o clima é frio), cuida melhor dos pneus e quando precisa de um ajuste fino em seu carro ainda tem o mago Adrian Newey à disposição. A posição deles no campeonato é melhor, mas Button ainda é líder disparado. Barrichello fica fora da briga pois agora a disputa aperta e o favorito é Button, seria um erro de estratégia da equipe de Ross Brawn deixar os dois pilotos competirem em condições iguais, exceto em casos onde pilotos de outras equipes estejam entre eles.
Ontem em frente ao pódio como vitorioso em Interlagos... hoje reduzido a nada após um banho de fogo...
- Ontem Marcos Gomes conquistou a quinta etapa da Copa Nextel Stock Car em Interlagos depois de encontrar um bom acerto para seu carro mais uma vez na pista paulista. A foto acima com o piloto em cima do bólido, comemoração tradicional na categoria foi a última deste modelo. Infelizmente um acidente com a carreta que transportava os carros e todo o equipamento que o time utilizou nessa prova foi destruído em meio às chamces provacadas pelo acidente.
- A foto seguinte, de Duda Bairros, já mostra os dois carros do time. Não se sabe se o de Marquinhos era o da frente ou o de trás pois ambos estão irreconhecíveis, só se vê a ferragem, o resto derretu.
- É triste ver as cenas de uma equipe que, inclusive, brigava contra o baixo orçamento para permanecer disputando a temporada e fechou sua participação muito em cima da hora para a primeira etapa. O revezamento de pilotos entre Pedro Gomes, Tarso Marques e Fábio Carreira já indicava a crise pelo qual a Action Power passava.
- O prejuízo material foi muito grande. A equipe não disputará a próxima prova em Salvador e tentará encontrar uma solução para que Marcos Gomes dispute com o carro de outro time, provavelmente levando o patrocínio da Dolly com ele, é uma forma de mostrar a marca de quem investe na equipe e manter o piloto vivo na briga pelo playoff.
- Não tenho certeza de como funciona a questão do seguro para esses casos. Recordo-me de Carlos Col, quando perguntado no lançamento do novo modelo sobre um acidente que ocasionasse perda total do bólido, dizer que haviam carros extras disponíveis. Mas e quanto à este tipo de sinistro, como funcionaria a questão?
- Vale lembrar ainda que estes carros provavelmente não chegaram a 1/4 das parcelas que deveriam ser pagas pelos times. Dura e triste situação de uma equipe tradicionalíssima do esporte a motor no Brasil.
Em 140 caracteres acompanhe também aqui no "Mundo Veloz" tudo o que acontece em Interlagos...
- Enquanto as ferramentas de relacionamento, as chamadas redes sociais tomam conta da Internet, você também tem acesso a essas facilidades. Seja do celular ou aqui da Sala de Imprensa, onde o "Mundo Veloz" e a "F1 Mania" acompanham tudo sobre a etapa número 5 da Copa Nextel Stock Car estarei atualizando as novidades via Twitter.
- Mas abaixo, você que ainda não faz parte da rede pode também acompanhar as novidades:
- Agora o mais novo assunto da Fórmula-1, que deve ganhar proporção nos próximos dias até que seja escalercido, é a parceria entre a Manor e o Virgin Group.
- A Virgin é a empresa que patrocina a Brawn GP e que estaria fora da equipe no próximo ano devido ao sucesso do time, que inflacionaria os valores a serem cobrados. Não que sejam talvez tão exorbitantes assim, visto que até agora não assinaram com nenhuma parceira para esta temporada, que o diga em 2010 então, uma incógnita nas mãos de Ross Brawn.
- Já a Manor é uma das três equipes que foi escolhida pela FIA para compor o grupo de equipes para a próxima temporada junto à USF1 e Campos. As duas citadas por último já garantiram que tem seus orçamentos fechados para a próxima temporada e por isso não se preocupam com o fim do limite orçamentário para os times. Já a Manor se demonstra preocupada e assume publicamente que terá dificuldades para fechar a temporada.
- Pois bem, agora circula a informação de que Richard Branson, da Virgin, arrematou 20% das ações da Manor. Nada de errado, a não ser pela informação de que essa negociação já estaria em andamento ainda antes do time ser anunciado como um dos três eleitos para disputar a próxima temporada da Fórmula-1 deixando os favoritos Prodrive e Epsilon Euskadi de fora.
- As ligações estranhas não param por aí. Allan Donnelly, comissário chefe da FIA intermediou as negociações entre Branson e Nick Wirth, que é dono da Manor e esteve envolvido com Max Mosley, o presidente da FIA na extinta equipe Simtek, por onde cerrou Roland Ratzenberger. É meio confuso mas se você juntar os nomes todos eles acabam entrando em um grande círculo vicioso. Allan Donnelly marcou até mesmo reuniões entre empresários da equipe e investidores árabes, tudo isso antes da equipe ser anunciada como participante do próximo mundial. As informações todas vem do jornal "Guardian".
- Parece que está tudo bem, as equipes definiriam mesmo quem seriam seus patrocinadores antes da escolha ser feita e foi isso que definiu quem realmente tinha cacife para disputar a Fórmula-1 em 2010. O problema é o envolvimento de um secretário da FIA envolvido nas intermediações entre o ex-colega do presidente da entidade com investidores.
- Mais um detalhe. Lembram-se que Branson e a Virgin foram procurados por Bernie Ecclestone para adquirir o espólio da Honda, que acabou parando nas mãos de Brawn? Enquanto parecia tudo certo para que o anúncio fosse feito a Virgin recuou dizendo que preferia entrar na Fórmula-1 de uma outra forma, dando a entender que precisava de um projeto onde pudesse gastar menos. Já estariam acontecendo negociações? A Manor já sabia que haveria um vestibular para a entrada de novas equipes? Eu não sabia, e você? Sabia? Essa é uma boa pergunta que fica no ar também.
- Outra boa lembrança é que pelo menos duas equipes preteridas por Mosley, Lola e Epsilon Euskadi, reclamaram muito da falta de transparência nesse processo de seleção. Aguardemos os próximos dias pois seria mais uma para a conta de Max Mosley, mais um capítulo.
- Vamos além. Dias atrás, lendo o blog "F1 Around" sobre o mesmo assunto, a escolha da Manor, ainda sem essa nova descoberta, me lembrei que Nick Wirth foi o responsável por desenvolver o projeto dos carros de Fórmula-1 com asas traseiras duplas (veja ilustração acima retirada do mesmo blog), para estimular as ultrapassagens. O projeto acabou não indo além da prancheta, mas foi a primeira tentativa de Mosley recolocar o projetista na categoria.
- As equipes querem mais é ver o circo pegar fogo pois se anunciaram vitoriosas após o fim do racha na Fórmula-1 mas Max Mosley contra-atacou dizendo que tinham cantado vitória cedo demais e que talvez ele ainda pudesse se candidatar à reeleição da entidade. Se esse caso vier à tona com força é o que a FOTA precisa para convencê-lo do contrário.
- Okay... o automobilismo brasileiro vive mesmo uma crise de indentidade. E em meio a uma crise financeira mundial isso é péssimo. Nossas categorias estão longe de ser uma unanimidade de público e mídia.
- Se por um lado a Stock Car agrada algumas pessoas desagrada outras em especial pelo seu regulamento técnico. A GT3 é uma categoria que poderia agradar todos os envolvidos, mas não consegue levar público para seu "raceday" no autódromo de Interlagos e também não consegue lotar seu grid formado por belos, porém caros, carros.
- E agora chegou a vez da "Historic F1 Cars" sofrer com isso. A principal patrocinadora do evento, a Rede Globo, não acreditou que poderia bancar sozinha o evento, em especial em tempos de crise e por isso decidiu cancelar a etapa que aconteceria em Interlagos em agosto. Uma pena sem tamanho.
- Para você que queria ver algumas March, Shadow, Lotus, Ferrari, McLaren que fizeram a história da principal categoria do automobilismo mundial vamos ter de esperar um pouco mais. E pelo motivo apresentado eu não acredito que seja em 2010.
- A informação chegou até mim via Twitter pelo Thiago Raposo, que já a publicou em seu "Café com F1". A informação pode ser confirmada no site oficial (em inglês).
Equipes que disputam o mundial 2010 são anunciadas... e as novas cadeiras?
- Com o fim da guerra entre FOTA e FIA (apesar a recente aparição de Max Mosley divulgando algo próximo do contrário) as equipes que disputarão o próximo mundial foram anunciadas. Como se esperava são 13 times que disputam o campeonato, incluindo as mais novas agregadas, Manor, Campos e USF1.
- Com isso abre-se o mercado também de pilotos para 2010, afinal de contas pelo menos 6 novas vagas seriam abertas na categoria, caso claro, ninguém deixe o certame... e olha que alguns pilotos estão na berlinda. A saber: Barrichello e Trulli podem se aposentar, Bourdais, Buemi e Piquet podem ficar a pé. A possibilidade de todos ficarem sem vaga é remotíssima, mas caso aconteça seriam 11 cadeiras a mais.
- Não são poucos também os pilotos que estão na fila: Bruno Senna, Lucas di Grassi, Pedro de La Rosa, Gary Paffett, Vitantonio Liuzzi, Giorgio Pantano, Narain Karthikeyan e mais alguns americanos que adorariam bicar as vagas da USF1.
- Nota-se porém que apenas 6 pilotos tem suas vagas confirmadas: Massa, Raikkonen, Hamilton, Vettel, Webber e Button. Outros pilotos tem sua vaga praticamente assegurada mas não confirmada e tantos outros mesmo que ainda não tenham local definido para correr não ficarão de fora do mundial.
- Em quem você aposta?
O cenário hoje é este:
Ferrari: Massa e Raikkonen McLaren:Hamilton e Kovalainen (provável) BMW: Kubica (provável) Heidfeld (provável) Renault: (não sabe sequer se continua na F1) Toyota: Trulli (provável) e Glock (provável) Toro Rosso:(não está contente com os pilotos) Red Bull: Vettel e Webber Williams: Rosberg (provável) Force India: (não se sabe o futuro, Sutil deve ficar) Brawn GP: Button e Barrichello (provável) Campos: (um espanhol estaria garantido) Manor: (incógnita, um espanhol seria o normal) US F1: (um americano estaria garantido, dois prováveis)
Pelo menos por um instante esta bela iguaria da culinária ítalo-brasileira não se vê envolta em uma má comparação...
- Já contei a história de como nasceu a expressão "terminou em pizza" aqui no Mundo Veloz. Tem a ver com uma manchete da "Folha de São Paulo" que dizia que uma reunião no Palestra Itália, sim o estádio do Palmeiras, havia acabado com todos os dirigentes do clube unidos em uma pizzaria.
- A partir daí a expressão desta iguaria ítalo-brasileira (com tantos sabores diferentes já se pode dizer que a pizza é brasileira também... ou até mesmo paulista) foi sempre usada de forma a denegrir algum tipo de acontecimento. Ora bolas, não seria ótimo comer uma pizza depois de qualquer tipo de decisão?
- Pois bem, eis que pela primeira vez podemos gritar em alto e bom som que um evento "acabou em pizza" e ainda assim continuarmos felizes pois dessa vez a guerra acabou em pizza para o bem de todos e felicidade geral da nação (outro clichê muito usado, a história do Brasil explica, leia-se "Dia do Fico").
- Sem mais rodeios acabou a guerra entre FIA e FOTA. Não que seja uma grande surpresa, afinal todos esperavam essa decisão, mas foi mais rápido que todos esperavam. Max Mosley sentiu o peso de sair escurraçado da FIA pois a corda estava ficando frágil demais para seu lado e por isso a única possibilidade foi aceitar o que os times lhe impunham e ainda assim concordar em não disputar a reeleição da FIA, por mais que ele já tenha feito isso outras vezes sem cumprir a promesse.
- Aos times só cabe comemorar. O golpe de estado não foi como esperava, terão de esperar até outubro, mas deu certo. Conseguiram tirar Max Mosley do poder, conseguiram se fortalecer perante a entidade que preside o automobilismo mundial e até mesmo à Bernie Ecclestone, que mostrou que não poderia fazer muito na história e por muito pouco não ficou sem o seu brinquedinho, a Fórmula-1.
- Agora nos resta esquecer essa mancha triste na história recente da categoria? Sim e não, afinal de contas ninguém quer ficar pensando nisso e sim no pouco emocionante campeonato que deve ver um piloto levantar a taça péla primeira vez na categoria, como nos dois últimos anos. Mas é bom não esquecermos ess ahistória por completo pois agora as equipes sempre que quiserem o poderão fazer.
- Ferrari, McLaren e montadoras já sabem agora qual é o caminho das pedras. Ameaçam deixar a categoria, anunciam planos de um campeonato paralelo e o mundo, incluindo nós, assiste aos acontecimentos atônitos com medo de nunca mais vermos a Fórmula-1 como ela é. Infelizmente a Fórmula-1 não é mais forte que tudo isso, como eu gostaria de bradar
- Acabou a briga entre FIA e FOTA e espero que demore uns bons anos para que esse cenário se repita. E mais... que os custos sejam sim doiminuidos para os próximos anos pois as idéias de Max Mosley estavam longe de serem ruins.
- Agora façamos o seguinte... me manda uma de calabresa porque esse assunto meu deu fome.
Universo de links facilita navegação nesse rico mundo dos blogs relacionados ao automobilismo...
- Tem muito blog bom de automobilismo por aí. Se você passar os olhos pela minha "blog roll" ao lado vai encontrar muita coisa legal. Mas aí você que gosta de blogs entra aqui no "Mundo Veloz", vê que na última semana não atualizei muito (o que é verdade) mas não tem paciência para seguir os vários outros que gostaria pois isso demanda tempo.
- Como diria aquele clichê de mídia "seus problemas acabaram" pois entrou no ar ontem o excelente projeto "Autosfera", um agregador de conteúdo de blogs relacionados ao assunto que tanto amamos. Acessando www.autosfera.com.br você vai encontrar em uma interface simples os últimos destaques do "Mundo Veloz", do "Velocidade", do "Café com F1", do "F1 Grand Prix", "Blig Groo", "Pezollo", "Continental Circus" e tantos outros excelentes espaços.
- Fora os últimos vídeos de Fórmula-1 no Youtube e últimas postagens com a tag #F1 na nova febre do momento, o Twitter.
- Parabéns à Barbara Franzin que tocou esse projeto com a maior competência... o que por sinal é a mais pura redundância.
- Para entrar em contato com o pessoal mande seu e-mail para autosfera@velocidade.org
Não adianta agora ninguém querer empurrar a culpa pra cima de outrém...
- Nas relações entre crianças, casais, colegas de trabalho (grupos difíceis de se conduzir), costuma-se dizer a seguinte frase: "quando um não quer, dois não brigam", é preciso ceder. Não que devamos nos deixar envolver simplesmente a qualquer momento por tudo que nos impõem e dizermos "amém" quando nos sentimos prejudicados, mas é assim que as coisas funcionam muitas vezes para que ambos os lados não saiam prejudicados.
- Pois bem, mas agora que a Fórmula-1 rachou é um tal de ver a FOTA dizendo que Max Mosley foi o grande culpado por vários motivos e o presidente da FIA dizer o mesmo da associação das equipes da categoria. Ótimo... isso é uma crítica? Não... afinal de contas todos os lados estão certos.
- A FOTA tem razão em dizer que a FIA foi intransigente, que exagera na tentativa de comandar o campeonato mundial, que tentou sim dividir as equipes que fazer parte do grupo colocando uns contra os outros, etc. Mas por outro lado Max Mosley também é correto ao afirmar que os times foram intransigentes demais, em especial a Ferrari, que sempre teve mais atenção que qualquer outro time enquanto equipe membro da Fórmula-1.
- O que está errado é que ninguém quer assumir a culpa pelo que aconteceu, nem Mosley, nem a FOTA. A impressão é que todos se uniram para definir os rumos da Fórmula-1 à revelia de Bernie Ecclestone, o dono da categoria, e quando viram que havia essa possibilidade cada um tentou trazer a liderança para si.
- Não é de hoje que Max Mosley é combatido e já tentaram de tudo para derrubá-lo de sua cadeira, até mesmo através de notícias de escândalos sexuais, que no fim das contas só dizem respeito ao próprio.
- No ano passado a FOTA foi criada, em meados de setembro para provar que a união dos times poderia trazer benefícios para a categoria e proteção para as equipes, mas nem isso foi capaz de impedir a debandada da Honda e as ameaçãs de Toyota e Renault seguirem pelo mesmo caminho.
- Mosley tem razão quando dizem que as montadoras não podem assumir o controle da categoria pela falta de comprometimento. O que pode fazer BMW, Renault, Toyota, Mercedes e afins se elas nem sequer tem a Fórmula-1 entre suas principais atividades?
- Para essas montadoras se a Fórmula-1 realmente acabar com esse racha nada muda.... elas continuam por lá e mesmo que o campeonato paralelo seja criado e não faça sucesso tudo bem. As vendas de carros não diminuirão, a imagem das empresas não sairá arranhada e muito menos as suas ações nas bolsas de todo o mundo vão cair. A situação é ruim para times como Brawn e Ferrari, que dependem da Fórmula-1 para manter intactas suas imagens.
- A Fórmula-1 é muito importante para nós, fãs, membros da mídia e também para times menores... você já imaginou a Williams sem a Fórmula-1? Não é a toa que a equipe assinou seu compromisso com a FIA, bem como a Force India. Mesmo a Ferrari pode ter dado um tiro em falso pois as declarações de Luca di Montezemolo que seus fãs vão onde a marca for não representam 100% a verdade dos fatos.
- E a Fórmula-1 assim também perde pelos erros de Max Mosley em tentar introduzir à forceps suas idéias. Desde o início do ano quando foi anunciado que o título da temporada seria decidido em favor daquele que tivesse mais vitórias no ano. Alí ele pôde perceber que a vontade dos membros da categoria precisa ser respeitada e agora além de perder marcas importantes para a continuidade da categoria a receita cai drasticamente também com debandada da receita financeira gerada pelos campeonatos.
- E tudo porque faltou humildade de ambas as partes ao assumir que a união das duas correntes é que geraria a equação ideal de idéias para o futuro da categoria. Assunto que por sinal foi discutido em altíssimo nível no início deste ano após a instituição da crise financeira mundial.
- Quem sai prejudicado com isso é Bernie Ecclestone, que até poderia ter sido mais ativos em suas negociações pela paz na Fórmula-1, mas que dessa vez não agiu ativamente para que a crise se instalasse.
- Ainda acredito que os dois lados irão dar as mãos, mas que a discussão não acabará. Todos os envolvidos verão que há algo errado em suas posturas mas tentarão forçar suas idéias como sempre acontecesse. E jogando a culpa para o outro lado.
Para a Fórmula-1 a Inglaterra, onde categoria nasceu, não existe...
Procure aí a bandeira da Inglaterra...
- Muitas pessoas tem o costume de cometer um pequeno erro. Anunciar todos os anos o "Grande Prêmio da Inglaterra". Mas para a Fórmula-1, além do país não constar da lista de nacionalidades, não existe também um GP com esse nome. A federação local de automobilismo é a britânica, que engloba pilotos, circuitos e equipes de Inglaterra, Escócia, Irlanda e País de Gales, o Reino Unido. Pois bem, a prova do próximo final de semana porém é o Grande Prêmio da "Grã-Bretanha".
- Não que ingleses torçam para escoceses e vice-versa, mas é assim que as coisas são. Não fosse isso e inclusive o Brasil seria o país com o maior número de títulos na categoria, com 8 conquistas, empatados com a Inglaterra.
- Sim, caso a categoria contasse os títulos de países e não de federações, o Brasil teria os 2 títulos de Emerson e mais os 3 de Senna e Piquet aos 2 de Graham Hill, 1 de seu filho Damon, 1 de Mike Hawthorn, outro de John Surtees, de James Hunt, de Nigel Mansell e de Lewis Hamilton no ano passado. Teriamos mais um chegando para Jenson Button? Jim Clark e Jackie Stewart transfeririam seus títulos para a Escócia. A Alemanha viria na sequência com os sete títulos de Michael Schumacher.
- Não que isso faça uma grande diferença, mas vale lembrar que "Grande Prêmio da Inglaterra" não existe. Apenas o "British GP".
1958 - Mike Hawthorn 1962 - Graham Hill 1964 - John Surtees 1968 - Graham Hill 1976 - James Hunt 1992 - Nigel Mansell 1996 - Damon Hill 2008 - Lewis Hamilton
Escócia:
1963 - Jim Clark 1965 - Jim Clark 1969 - Jackie Stewart 1971 - Jackie Stewart 1973 - Jackie Stewart