A FIA quer que a Fórmula-1 volte a ser o que era... para isso precisava fazer sua parte...
- A Fórmula-1 quase deixou de existir após uma intensa briga de bastidores neste ano de 2009. A Federação Internacional de Automobilismo, na figura do contestado presidente Max Mosley, queria que os custos da categoria voltassem a ser como eram na década de 90. Ele sonha em ver de volta a categoria que ele pegou quando assumiu a FIA.
- O problema inicial para ele era dinheiro, afinal de contas os times gastam demais e isso afugente os menores e, principalmente, lhes tira a possibilidade de vencer. Os times não gostaram e a aconteceu, com vitória da FIA, porém.
- Ok, as equipes serão obrigadas a fazer sua parte e reduzirão gradativamente seus custos com projetos, ações de makreting e inúmeros outros "artefatos" que demandam dinheiro. Faltava agora a parte da FIA.
- E eis que o pacote de regras anunciado ontem pela entidade nos remete novamente à uma categoria que existiu na década anterior e que só não deu mais certo pois a Fórmula-1 vivia uma transição com investimentos em segurança. O final da década já viu a Ferrari e a McLaren gastando mais do que qualquer um podia e inflacionando a Fórmula-1. À elas então:
Campeão segue sendo decido pela pontuação: Nada de maior número de vitórias ou qualquer outra gincana promovida por Mosley, Ecclestone e cia. A vontade das equipes foi respeitada nesse quesito, a do público também;
Eliminados na classificação: Com 26 carros no grid o número de eliminados agora é diferente. Os 8 piores são degolados no Q1 e no Q2, continuando com 10 participando do Q3, que agora ganha mais ares de superpole;
Reabastecimento proibido: Não adianta mexer na configuração dos carros se não pudermos mudar a postura dos pilotos. O reabastecimento sendo proibido acaba com as inúmeras estratégias de box para definir o vencedor da prova e demais posições. Nada d epiloto largando pesado para 1 parada apenas e muito menos pilotos saindo com tanque vazio no treino para conquistar a pole e se dar mal na corrida. Até mesmo porque as estratégias já estão mais do que manjadas.
Mais que isso, será possível agora em todos os treinos ver os carros disputando a pole position com o mesmo combustível. É nos braços... e que as flying laps sejam bem vindas de volta.
Peso mínimo dos carros: O peso mínimo até o fim de 2009 é de 605Kg, mas com o advento do KERS, que pesa cerca de 15, as equipes tiveram certa dificuldade em equilibrar o peso de seus carros (que dependendo do acerto pode ser reforçado atrás ou, na frente ou no meio). A partir do ano que vem, esses 15 Kg fazem parte do peso total e as equipes podem voltar a fazer oq ue faziam até o ano passado e mesmo assim usar o equipamento, caso queiram.
- Parece ou não uma Fórmula-1 mais anos 90? Uma corrida sem abastecimento e com pit stops voadores será legal de se ver. E mais que isso, quer vencer a prova? Quer conquistar posições? Ande rápido e tente ultrapassar na pista. Não, eu não me iludo que os pneus não possam decidir uma posição, mas agora as coisas são diferentes e as próprias equipes terão de trabalhar soluções em seus carros que permitam ultrapassagens.
8/20/2009
8/17/2009
FIA mostra ao mundo seu oportunismo
Punição à Renault é revertida em multa, agora que tudo está bem...
Foto retirada de www.estadao.com.br
- Não havia melhor forma de mostrar ao mundo que a FIA zela pela segurança dos pilotos. Uma semana após a morte de Henry Surtees na GP2 por ter sido atingido por um pneu em plena pista e apenas um dia após Felipe Massa ser internado em estado grave por ter sido atingido por uma mola que se soltou do carro de Barrichello, eis que Fernando Alonso perdeu seu pneu em pleno Grande Prêmio da Hungria. O resultado? A FIA puniu a Renault "exemplarmente", tirando a equipe da etapa seguinte, o Grande Prêmio da Europa, que acontecerá em Valência no próximo domingo.
- Tudo bem, a equipe errou, inclusive admite isso, mas a punição foi muito pesada e estranhamente anunciada pouquíssimas horas após a corrida. Okay, com isso a imprensa tratou de declarar em suas linhas que "após os acidentes de Massa e Surtees a FIA agiu contra a equipe francesa". Quer forma mais oportunda de agir após dois traumas?
- Agora que os assuntos arrefeceram eis que a punição pôde ser revertida em uma "leve" multa de 50 mil dólares ao time. Tudo bem, até aí já é mais justo mesmo, mas a entidade mandatária do automobilismo mundial perdeu uma boa oportunidade de não passar vergonha... e por puro oportunismo.
Foto retirada de www.estadao.com.br- Não havia melhor forma de mostrar ao mundo que a FIA zela pela segurança dos pilotos. Uma semana após a morte de Henry Surtees na GP2 por ter sido atingido por um pneu em plena pista e apenas um dia após Felipe Massa ser internado em estado grave por ter sido atingido por uma mola que se soltou do carro de Barrichello, eis que Fernando Alonso perdeu seu pneu em pleno Grande Prêmio da Hungria. O resultado? A FIA puniu a Renault "exemplarmente", tirando a equipe da etapa seguinte, o Grande Prêmio da Europa, que acontecerá em Valência no próximo domingo.
- Tudo bem, a equipe errou, inclusive admite isso, mas a punição foi muito pesada e estranhamente anunciada pouquíssimas horas após a corrida. Okay, com isso a imprensa tratou de declarar em suas linhas que "após os acidentes de Massa e Surtees a FIA agiu contra a equipe francesa". Quer forma mais oportunda de agir após dois traumas?
- Agora que os assuntos arrefeceram eis que a punição pôde ser revertida em uma "leve" multa de 50 mil dólares ao time. Tudo bem, até aí já é mais justo mesmo, mas a entidade mandatária do automobilismo mundial perdeu uma boa oportunidade de não passar vergonha... e por puro oportunismo.
Agora sim Felipe está bem
Eu temi pelo pior, como todos, e não acreditei na evolução absurda que foi apresentada...
- E aconteceu ontem a primeira bateria de entrevistas de Felipe Massa à imprensa. Enfim ele apareceu lúcido, recuperado e agora sim é possível confiar 100% na sua recuperação. A entrevista me deixou finalmente muito otimista.
- Fiquei com a pulga atrás da orelha, confesso, após o vídeo feito pela própria Ferrari para o mundo em que Massa parece um pouco disconexo na formação de seu raciocínio.
- Me preocupou também a agilidade da imprensa brasileira e também de seu médico em desmentir as declarações dos responsáveis pelo tratamento de Felipe, que diziam que ele corria risco de morte (o que por sinal é natural em casos de pancadas na cabeça até mais fracas do que esta).
- Enfim ele voltou ao Brasil e muito me estranhou que ele não fosse capturado por nenhum microfone brasileiro. Nem mesmo o da poderosa Rede Globo. Nem mesmo para dizer um "oi Brasil, tô bem", algo que não causaria exposição indevida e muito menos forçaria seu raciocínio. Aqui cabe um parênteses, pois não concordo que ninguém seja obrigado a dar nenhum tipo de entrevista, mas sabemos como funciona e o normal nesses casos seria que ele falasse.
- Pois bem, e eis que agora ele concede entrevistas para a imprensa brasileira, com destaque para a exibida no Fantástico da Rede Globo, a que assisti com maior atenção.
- Como já era esperado ele não lembra do que aconteceu, lembra apenas de sua saída para a segunda volta que faria no Q2 do Grande Prêmio da Hungria, lembra que acordou com 3 sondas, uma delas bem desagradável como Galvão Bueno fez questão de o lembrar e que a vista não está 100%, talvez uns 90, está melhorando muito bem.
- Sua memória já está tranquila, embora ela admita que no início as coisas misturavam um pouco, mas mesmo assim ele não pensa de forma alguma em ficar longe das pistas e confirmou que assim que receber alta médica a primeira atitude que ele tomará é andar de kart.
- Mas o que mais me impressionou foi a frieza dele ao ver o próprio acidente e até mesmo tentar explicar como tudo aconteceu. Ele é capaz de narrar em detalhes tudo que se passou naquele fatídico momento e quando perguntado reafirmou que não há problema em ver o vídeo. Esse é o típico caso onde o piloto volta com a mesma velocidade e coragem necessárias para guiar um carro de Fórmula-1. Ou como ele mesmo diria, um doido como eu talvez volte mais rápido ainda.
- E aconteceu ontem a primeira bateria de entrevistas de Felipe Massa à imprensa. Enfim ele apareceu lúcido, recuperado e agora sim é possível confiar 100% na sua recuperação. A entrevista me deixou finalmente muito otimista.
- Fiquei com a pulga atrás da orelha, confesso, após o vídeo feito pela própria Ferrari para o mundo em que Massa parece um pouco disconexo na formação de seu raciocínio.
- Me preocupou também a agilidade da imprensa brasileira e também de seu médico em desmentir as declarações dos responsáveis pelo tratamento de Felipe, que diziam que ele corria risco de morte (o que por sinal é natural em casos de pancadas na cabeça até mais fracas do que esta).
- Enfim ele voltou ao Brasil e muito me estranhou que ele não fosse capturado por nenhum microfone brasileiro. Nem mesmo o da poderosa Rede Globo. Nem mesmo para dizer um "oi Brasil, tô bem", algo que não causaria exposição indevida e muito menos forçaria seu raciocínio. Aqui cabe um parênteses, pois não concordo que ninguém seja obrigado a dar nenhum tipo de entrevista, mas sabemos como funciona e o normal nesses casos seria que ele falasse.
- Pois bem, e eis que agora ele concede entrevistas para a imprensa brasileira, com destaque para a exibida no Fantástico da Rede Globo, a que assisti com maior atenção.
- Como já era esperado ele não lembra do que aconteceu, lembra apenas de sua saída para a segunda volta que faria no Q2 do Grande Prêmio da Hungria, lembra que acordou com 3 sondas, uma delas bem desagradável como Galvão Bueno fez questão de o lembrar e que a vista não está 100%, talvez uns 90, está melhorando muito bem.
- Sua memória já está tranquila, embora ela admita que no início as coisas misturavam um pouco, mas mesmo assim ele não pensa de forma alguma em ficar longe das pistas e confirmou que assim que receber alta médica a primeira atitude que ele tomará é andar de kart.
- Mas o que mais me impressionou foi a frieza dele ao ver o próprio acidente e até mesmo tentar explicar como tudo aconteceu. Ele é capaz de narrar em detalhes tudo que se passou naquele fatídico momento e quando perguntado reafirmou que não há problema em ver o vídeo. Esse é o típico caso onde o piloto volta com a mesma velocidade e coragem necessárias para guiar um carro de Fórmula-1. Ou como ele mesmo diria, um doido como eu talvez volte mais rápido ainda.
8/11/2009
Para Rubens é mais que um simples pescoço
O brasileiro da Brawn GP acredita que não é só o pescoço que tirou Schumacher do GP da Europa...

- E você? Tem alguma opinião sobre o assunto? Clique no print do "Twitter" do piloto para ampliar...

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Schumacher nunca mais
O alemão não mais substituirá Felipe Massa em Valência... e provavelmente em nenhum outro lugar...

- Mesmo na cabeça do mais crédulo fã da Ferrari e de Schumacher havia uma leve ponta de dúvida acerca de sua participação no mundial 2009 de Fórmula-1 no lugar do acidentado Felipe Massa. Seu acidente de moto no primeiro semestre do ano levantou suspeitas, já na época, acerca de seu estado físico, que não teria sido recomposto. Algumas provas sem viajar com a Ferrari (ainda em seu cargo de consultor) foram suficientes para que ele virasse alvo de suspeitas a respeito do tema.
- À época alguns veículos afirmaram que ele teria fraturado costelas. As queixas do alemão seriam de dores no pescoço e no punho, mas sua assessoria afirmou que ele não sofrera nada grave.
- E eis que ele foi confirmado pela Ferrari para o Grande Prêmio da Europa, aceitou o convite, falou como substituto, treinou com um carro de 2007, andou de kart com Badoer e jurou lealdade à equipe. Faltando quase 2 semanas para a corrida Schumacher anuncia que não correrá pois seu pescoço sofreu com os treinamentos e não aguentaria a corrida. Sequelas do acidente de moto em Cartagena com uma CBR 1000 de sua propriedade.
- Por que confirmar a presença do piloto antes dos testes físicos? Por que Schumacher confirmou ter aceitado o convite? Por que se justificou? A dupla Ferrari/Schumacher não tinha a mínima necessidade de fazer o anúncio da forma tão antecipada. Poderia ter esperado um pouco mais e respeitado seus fãs, os fãs do alemão e os fãs da Fórmula-1 em geral, que tanto vislumbraram como seria a volta do principal vencedor da categoria.
- Era mais fácil ter deixado o público ansioso sobre quem seria o substituto e até mesmo buscar um piloto em maiores condições que o italiano Luca Badoer, escolhido para a função em detrimento de Schumacher e Marc Gené, o outro piloto de testes do time, espanhol como Valência. Nelson Piquet, Sebastién Bourdais são dois exemplos de pilotos que até outro dia estavam guiando um carro de Fórmula-1 em corridas e em plena forma, em que pese o baixo rendimento (que também deverá ser apresentado por Badoer).
- Mais que isso. É de se pensar que além da idade avançada para um piloto de Fórmula-1, já que Schumacher tem hoje 40 anos de idade, as dores no pescoço sejam impeditivo para que ele nunca mais volte a guiar na categoria. Nenhum outro motivo me faria acreditar que ele pudesse disputar uma corrida. E é melhor que isso não aconteça pois o público não merece passar por uma situação como essa novamente.
- E os que compraram ingressos em Valência e Spa? A busca pelas entradas foi absurda para as duas próximas corridas devido à presença de Michael Schumacher. E o pior... se seu nome não foi usado nas campanhas publicitárias o dinheiro do ingresso não poderá ser devolvido. Mais marketing negativo.
- Um pouco de paciência poderia ter evitado esse anti-clímax, sem que as pessoas tivessem sequer cogitado o nome de Schumacher com um pouco mais de seriedade. Seria uma boa forma de evitar mais uma página negativa na carreira daquele que dentro das pistas foi imbatível e fora delas as vezes nos criou algumas dúvidas.
- Parece que Schumacher, infelizmente, nunca mais.

- Mesmo na cabeça do mais crédulo fã da Ferrari e de Schumacher havia uma leve ponta de dúvida acerca de sua participação no mundial 2009 de Fórmula-1 no lugar do acidentado Felipe Massa. Seu acidente de moto no primeiro semestre do ano levantou suspeitas, já na época, acerca de seu estado físico, que não teria sido recomposto. Algumas provas sem viajar com a Ferrari (ainda em seu cargo de consultor) foram suficientes para que ele virasse alvo de suspeitas a respeito do tema.
- À época alguns veículos afirmaram que ele teria fraturado costelas. As queixas do alemão seriam de dores no pescoço e no punho, mas sua assessoria afirmou que ele não sofrera nada grave.
- E eis que ele foi confirmado pela Ferrari para o Grande Prêmio da Europa, aceitou o convite, falou como substituto, treinou com um carro de 2007, andou de kart com Badoer e jurou lealdade à equipe. Faltando quase 2 semanas para a corrida Schumacher anuncia que não correrá pois seu pescoço sofreu com os treinamentos e não aguentaria a corrida. Sequelas do acidente de moto em Cartagena com uma CBR 1000 de sua propriedade.
- Por que confirmar a presença do piloto antes dos testes físicos? Por que Schumacher confirmou ter aceitado o convite? Por que se justificou? A dupla Ferrari/Schumacher não tinha a mínima necessidade de fazer o anúncio da forma tão antecipada. Poderia ter esperado um pouco mais e respeitado seus fãs, os fãs do alemão e os fãs da Fórmula-1 em geral, que tanto vislumbraram como seria a volta do principal vencedor da categoria.
- Era mais fácil ter deixado o público ansioso sobre quem seria o substituto e até mesmo buscar um piloto em maiores condições que o italiano Luca Badoer, escolhido para a função em detrimento de Schumacher e Marc Gené, o outro piloto de testes do time, espanhol como Valência. Nelson Piquet, Sebastién Bourdais são dois exemplos de pilotos que até outro dia estavam guiando um carro de Fórmula-1 em corridas e em plena forma, em que pese o baixo rendimento (que também deverá ser apresentado por Badoer).
- Mais que isso. É de se pensar que além da idade avançada para um piloto de Fórmula-1, já que Schumacher tem hoje 40 anos de idade, as dores no pescoço sejam impeditivo para que ele nunca mais volte a guiar na categoria. Nenhum outro motivo me faria acreditar que ele pudesse disputar uma corrida. E é melhor que isso não aconteça pois o público não merece passar por uma situação como essa novamente.
- E os que compraram ingressos em Valência e Spa? A busca pelas entradas foi absurda para as duas próximas corridas devido à presença de Michael Schumacher. E o pior... se seu nome não foi usado nas campanhas publicitárias o dinheiro do ingresso não poderá ser devolvido. Mais marketing negativo.
- Um pouco de paciência poderia ter evitado esse anti-clímax, sem que as pessoas tivessem sequer cogitado o nome de Schumacher com um pouco mais de seriedade. Seria uma boa forma de evitar mais uma página negativa na carreira daquele que dentro das pistas foi imbatível e fora delas as vezes nos criou algumas dúvidas.
- Parece que Schumacher, infelizmente, nunca mais.
8/07/2009
Stock em Salvador, vai dar certo?
As críticas são normais, mas precisam ser feitas com consciência...
- Todo início de trabalho tem problemas. Seja de adaptação, falta de estrutura ou aquela boa garibada (conhecida como gambiarra) para ficar tudo pronto à tempo, mesmo que não fique lá muito próximo do ideal.
- A Stock Car na Bahia não foge à regra. Descobriu-se de última hora que a pista é apertada, não parece ser lá muito segura, que era preciso de duas chicanes para aumentar a segurança e mais alguns detalhes que passarão mais despercebidos. Já se acredita que a corrida de domingo será uma boa procissão pois ninguém passará ninguém. Eu já acredito que o pessoal do pelotão intermediário poderá provocar problemas maiores ao andamento da prova.
- Mas é assim mesmo. Como bem me lembrou o colega Betto Delboux, o Brasil havia perdido a tradição das corridas de rua, que se restringiram nos últimos anos à provas isoladas de F-Renault em Vitória, Floripa e a própria Salvador. Todas em pistas complicadas, sem muita estrutura, mas que geraram espetáculos interessantíssimos ao público local, que não tem contato com corridas de carro e gera um dos motivos para que o automobilismo esteja sendo esquecido no nosso país.
- E foi assim que nasceu a paixão por carros no Brasil. Com corridas realizadas nas ruas, no Rio de Janeiro era na Gávea, em São Paulo era Pinheiros, e mais outros lugares, não só nessas cidades como em outros locais do Brasil.
- Aos poucos voltamos a falar sobre o assunto, até mesmo devido ao descaso com nossos autódromos. A visita confirmada da Fórmula Indy em 2010 acontecerá em um circuito de rua, em Riberão Preto, Brasília ou Rio (já se fala que Salvador entra na disputa). O que é uma ótima notícia, Salvador é um ótimo balão de ensaio.
- Estou dizendo isso apenas para alertar o amigo leitor que alguns problemas serão vistos na prova da Stock Car no próximo domingo em Salvador. Talvez até problemas "nunca antes vistos na história desse país", como diria o nosso presidente.
- Mas isso não é motivo para alarde e sim para que eles simplesmente sejam corrigidos para a próxima visita da categoria à capital do espetacular estado da Bahia. Não esperem de mim uma postura sensacionalista nem com relação ao que acontecer de errado, nem com o que acontecer de certo, são coisas da vida.
- Tenho algumas restrições à Stock Car de uns tempos para cá e tinha tudo para criticar muito essa etapa de Salvador. Mas isso ñao refletiria o meu pensamento com relação aos problemas que ocorreram e ocorrerão.
- Chicanes de pneus serão um grande problema? Sim, serão... pois que se corrija esse problema. Se não der tempo para a etapa de domingo vamos fazer o que? Pedir o cancelamento da prova? Creio que não... vamos dar tempo para que a categoria possa repensar a etapa para 2010 e torcer para que ela ocorra novamente. Essa é minha torcida sincera.
- Os pilotos, admitindo ou não, não estão gostando de alguns detalhes da pista, em especial às chicanes e à aderência (o que é normal para uma pista de rua). Mas sei que gostaram da idéia de ir para Salvador e também sei que compreenderão não só a importância de estarem lá como também irão querer voltar. E esses sim precisam ter seus pedidos atendidos.
- Precisamos as vezes ser um pouco mais otimistas mesmo com relação à quem menos esperarmos. Acredito na iniciativa de se fazer a prova em Salvador e apoio, mesmo com os problemas que, sim, ocorrerão.
- Aproveite e confira a volta da sessão "Diários de Bordo" aqui no "Mundo Veloz", pois o Thiago Raposo, do Café com F1 foi chamado para cobrir a prova "in loco".
Confira também os 10 primeiros do dia:
Resultado dos treinos do GP Bahia Stock Car:
1º) 18 Allam Khodair (SP, Peugeot), 1:10.378
2º) 20 Ricardo Sperafico (PR, Peugeot), 1:10.711
3º) 11 Nonô Figueiredo (SP, Chevrolet), 1:10.789
4º) 90 Ricardo Mauricio (SP, Chevrolet), 1:10.883
5º) 0 Cacá Bueno (RJ, Peugeot ), 1:10.960
6º) 51 Átila Abreu (SP, Chevrolet), 1:11.169
7º) 21 Thiago Camilo (SP, Chevrolet), 1:11.256
8º) 55 Paulo Salustiano (SP, Chevrolet ), 1:11.257
9º) 23 Duda Pamplona (RJ, Chevrolet), 1:11.344
10º) 15 Antonio Jorge Neto (SP, Peugeot ), 1:11.43
- Todo início de trabalho tem problemas. Seja de adaptação, falta de estrutura ou aquela boa garibada (conhecida como gambiarra) para ficar tudo pronto à tempo, mesmo que não fique lá muito próximo do ideal.
- A Stock Car na Bahia não foge à regra. Descobriu-se de última hora que a pista é apertada, não parece ser lá muito segura, que era preciso de duas chicanes para aumentar a segurança e mais alguns detalhes que passarão mais despercebidos. Já se acredita que a corrida de domingo será uma boa procissão pois ninguém passará ninguém. Eu já acredito que o pessoal do pelotão intermediário poderá provocar problemas maiores ao andamento da prova.
- Mas é assim mesmo. Como bem me lembrou o colega Betto Delboux, o Brasil havia perdido a tradição das corridas de rua, que se restringiram nos últimos anos à provas isoladas de F-Renault em Vitória, Floripa e a própria Salvador. Todas em pistas complicadas, sem muita estrutura, mas que geraram espetáculos interessantíssimos ao público local, que não tem contato com corridas de carro e gera um dos motivos para que o automobilismo esteja sendo esquecido no nosso país.
- E foi assim que nasceu a paixão por carros no Brasil. Com corridas realizadas nas ruas, no Rio de Janeiro era na Gávea, em São Paulo era Pinheiros, e mais outros lugares, não só nessas cidades como em outros locais do Brasil.
- Aos poucos voltamos a falar sobre o assunto, até mesmo devido ao descaso com nossos autódromos. A visita confirmada da Fórmula Indy em 2010 acontecerá em um circuito de rua, em Riberão Preto, Brasília ou Rio (já se fala que Salvador entra na disputa). O que é uma ótima notícia, Salvador é um ótimo balão de ensaio.
- Estou dizendo isso apenas para alertar o amigo leitor que alguns problemas serão vistos na prova da Stock Car no próximo domingo em Salvador. Talvez até problemas "nunca antes vistos na história desse país", como diria o nosso presidente.
- Mas isso não é motivo para alarde e sim para que eles simplesmente sejam corrigidos para a próxima visita da categoria à capital do espetacular estado da Bahia. Não esperem de mim uma postura sensacionalista nem com relação ao que acontecer de errado, nem com o que acontecer de certo, são coisas da vida.
- Tenho algumas restrições à Stock Car de uns tempos para cá e tinha tudo para criticar muito essa etapa de Salvador. Mas isso ñao refletiria o meu pensamento com relação aos problemas que ocorreram e ocorrerão.
- Chicanes de pneus serão um grande problema? Sim, serão... pois que se corrija esse problema. Se não der tempo para a etapa de domingo vamos fazer o que? Pedir o cancelamento da prova? Creio que não... vamos dar tempo para que a categoria possa repensar a etapa para 2010 e torcer para que ela ocorra novamente. Essa é minha torcida sincera.
- Os pilotos, admitindo ou não, não estão gostando de alguns detalhes da pista, em especial às chicanes e à aderência (o que é normal para uma pista de rua). Mas sei que gostaram da idéia de ir para Salvador e também sei que compreenderão não só a importância de estarem lá como também irão querer voltar. E esses sim precisam ter seus pedidos atendidos.
- Precisamos as vezes ser um pouco mais otimistas mesmo com relação à quem menos esperarmos. Acredito na iniciativa de se fazer a prova em Salvador e apoio, mesmo com os problemas que, sim, ocorrerão.
- Aproveite e confira a volta da sessão "Diários de Bordo" aqui no "Mundo Veloz", pois o Thiago Raposo, do Café com F1 foi chamado para cobrir a prova "in loco".
Confira também os 10 primeiros do dia:
Resultado dos treinos do GP Bahia Stock Car:
1º) 18 Allam Khodair (SP, Peugeot), 1:10.378
2º) 20 Ricardo Sperafico (PR, Peugeot), 1:10.711
3º) 11 Nonô Figueiredo (SP, Chevrolet), 1:10.789
4º) 90 Ricardo Mauricio (SP, Chevrolet), 1:10.883
5º) 0 Cacá Bueno (RJ, Peugeot ), 1:10.960
6º) 51 Átila Abreu (SP, Chevrolet), 1:11.169
7º) 21 Thiago Camilo (SP, Chevrolet), 1:11.256
8º) 55 Paulo Salustiano (SP, Chevrolet ), 1:11.257
9º) 23 Duda Pamplona (RJ, Chevrolet), 1:11.344
10º) 15 Antonio Jorge Neto (SP, Peugeot ), 1:11.43
8/06/2009
Raio-X: Stock Car em Salvador
Na Bahia, em um curioso circuito de rua, a Stock Car volta ao Nordeste depois de 30 anos...
Vídeo retirado do www.autobrasil.wordpress.com
- E uma das principais categorias do automobilismo nacional chega à Bahia, terra de todos os santos, terra da alegria e da felicidade, terra do grande Carnaval do Brasil, terra de festa, bem do jeito que a Stock Car gosta.
- Não é a toa que a volta da categoria depois de 30 anos ao Nordeste será em Salvador. A auto-proclamada "família Stock Car" gosta mesmo é de bagunça, no bom sentido. As corridas melhoram aos poucos, mas há muita importância para o quanto o evento representa para a cidade por onde passa.
- E não é diferente em Salvador, muito pelo contrário, só se fala no assunto durante os últimos dias na capital baiana. Os soteropolitanos estão em polvorosa com a corrida que será realizada no Centro Administrativo da Bahia, o CAB, que fica no bairro Sussuarana 2. Sim, um circuito de rua com 2724 metros de extensão, sem áreas de escape, relativamente estreita por motivos de segurança e com muros de ambos os lados.
- Será uma corrida difícil, que colocará os pilotos à prova durante os pouco mais de 50 minutos de sua duração. Safety Car é esperado em especial pelos combates que geralmente são vistos no pelotão intermediário, onde pilotos comumente se tocam e vão parar fora da pista, ou no caso de Salvador, no muro.
- Faz um tempo também que uma pista não marca sua estréia no calendário, a última foi Buenos Aires em 2005, ou seja, será necessário se investir pesado nos treinos livres que começam amanhã as 10h20m da manhã. O treino será fechado ao público (o que não foi completamente explicado) e será uma espécie de treino extra para reconhecimento do traçado.
- Carlos Montagner aprovou a pista, parabenizou a Vicar por sua elaboração (torcemos todos para que, caso tudo dê certo, outras categorias possam utilizarem-na) mas ressaltou a necessidade das chicanes: "Serão montadas duas chicanes ao longo do circuito, o que deixará ainda mais segura a prova”, comentou Montagner, que ainda disse que a única preocupação é com relação ao tempo disponível para os últimos detalhes. "Precisamos fazer os últimos ajustes, como a sinalização, com a pista já fechada. Por isso estamos pensando em quanto tempo teremos para fazer isso”, encerrou.
- Hoje houve a tradicional carreata da categoria pelas cidades onde passa, em Salvador a festa foi ainda maior. O evento teve participação dos pilotos Ricardo Maurício, Paulo Salustiano, Daniel Serra e do baiano Diego Freitas. A concentração foi no Farol da Barra e, de lá, os pilotos seguiram por um trajeto de aproximadamente 5 km, que passa pela Avenida Oceânica, Casa de Iemanjá (Rua da Paciência) até chegar à Igreja de Santana do Rio Vermelho, na praia do Rio Vermelho, em frente ao Ponto de Acarajé da Cira, onde terminou a carreata.
- Fazia mais de 30 anos que a categoria não passava pelo Nordeste. A última prova naquela região do país foi em julho de 1979 no Autódromo Virgílio Távora, em Eusébio, na Grande Fortaleza, foi o palco da vitória do goiano Alencar Junior. Além disso é a primeira corrida da Stock Car brasileira em um circuito de rua.
- Com o fim da Action Power, que teve seus carros destruídos após incêndio na Regis Bittencourt, um dia após a prova vencida por Marcos Gomes em São Paulo, a prova terá apenas 30 carros. A RCM se fundiu à Action Power e cada equipe terá um carro, Peugeot para a primeira e Vectra para a segunda. Caso Marcos Gomes trocasse de montadora perderia os pontos que conquistou até aqui no campeonato, um regulamento pra lá de estranho por sinal.
- Aos poucos os pilotos vão fazendo os primeiros comentários sobre a prova que acontecerá no próximo domingo na capital baiana.
Giuliano Losacco:
- Ele já andou em circuitos de rua no Brasil e nos EUA com carros de fórmula e não está apreensivo: “todos dizem que o asfalto está muito bom, e será bom para a categoria correr numa praça nova, numa situação nova e de casa cheia. As corridas de rua podem representar um passo importante na evolução da Stock Car e é legal fazer parte deste crescimento”.
Thiago Camilo:
- O paulista não acredita que a corrida em um circuito de rua possa transformar a categoria numa loteria: “é claro que se você está com bons acertos para os circuitos que já conhece, não vai torcer para andar numa situação desconhecida, mas isto pode ser uma vantagem para mim, porque o Mauro Vogel (chefe de sua equipe) já mostrou várias vezes que é um dos caras mais rápidos em acertar o carro vindo do zero”.
Luciano Burti:
- Burti é um dos pilotos com mais experiência nesse tipo de circuito: "na rua, já disputei corridas em Macau, Coréia do Sul e Mônaco. Cada uma tem sua particularidade, por isso acho que quem já correu em pista de rua não leva nenhum tipo de vantagem”, acredita o piloto que ainda diz que "qualquer corrida em circuito de rua já é muito diferente. A proximidade com o público cria um clima de festa. No Nordeste, que possui um povo caloroso e ainda mais festeiro, com certeza será ainda mais especial. Acho que tem tudo para ser a melhor corrida da temporada”, conta o piloto Luciano Burti, que também fará sua estréia em uma corrida na região.
- Mas ele também aproveitou para elogiar o circuito: "por ser uma pista de rua possui um espaço muito bom. Tem características de um traçado de autódromo mesmo, com curvas de raio longo, de alta e baixa velocidade, mas só saberemos como ela realmente é depois de colocarmos o carro para andar”, acrescenta o piloto da Boettger Competições.
Popó Bueno:
- O piloto carioca usará da arte para comemorar a prova em Salvador. O renomado artista plástico Menelaw reestilizou o capacete do piloto (que não aparece para o público, mas deve aparecer na TV) e também a asa traseira de seu carro. Ambos serão leiloados com o dinheiro revertido para instituições da caridade.
Ricardo Zonta:
- Não estará presente pois disputará a 9ª etapa da temporada da Grand-Am nos EUA, em Watkins Glen, onde já conquistou uma vitória e um 2º lugar na temporada. Seu substituto será o paranaense Rodrigo Sperafico, irmão de Ricardo, o outro piloto do time.
Thiago Marques:
- O piloto paranaense preferiu apostar na parte técnica para analisar a próxima etapa do campeonato: "correr em circuito de rua vai ser uma novidade para todo mundo, e o vencedor vai ser aquele que conseguir o melhor acerto do carro com seu engenheiro. A vitória será decidida para quem conseguir a melhor tração e o melhor toque, porque, na pista, todos os pilotos da atual Stock são muito rápidos”.
- Atentando para outros detalhes importantes, Thiago Marques ainda alertou para outro fator importante: "por ser um circuito aberto, vamos ter muita sujeita e não será uma pista emborrachada. Cada detalhe vai ser muito importante em Salvador”, acredita o paranaense que também parabenizou os idealizadores da prova. "Acho muito bacana a iniciativa de fazer uma prova em um circuito de rua e o pessoal da Vicar está de parabéns. Tenho certeza de que a prova de Salvador vai chamar a atenção de muita gente e vai fazer história na Stock Car.”, completou Thiago Marques.
João Marcelo (líder da STock Jr.):
- "A prova de Salvador vai ser disputada em um circuito de rua e isso será uma novidade para todos, mas os pilotos da Bahia vão levar um pouco de vantagem, pois já andaram pelo local onde será disputada a corrida e têm um pouco de favoritismo por causa disso.”
- João Marcelo ainda afirmou que o segredo para fazer uma boa corrida em Salvador é saber conciliar velocidade e prudência: "por ser uma prova em circuito de rua, não existe área de escape. Se você erra vai para o muro. Acho que será uma prova na qual vai ser preciso aliar cautela e velocidade. Quem fizer isso melhor vai ganhar.”
- João Marcelo além de tudo é pessimista no que diz respeito às ultrapassagens: "é preciso conseguir uma boa colocação no grid de largada, pois não haverá muitas ultrapassagens em Salvador. Vamos correr em um circuito de rua e a organização já avisou que colocará duas chicanes na pista. Largar bem colocado será 80% do segredo para vencer a prova.”
Cássio Homem de Mello (Stock Jr.):
- O piloto que vinha disputando a Copa Vicar retorna à Stock Jr.: "não tenho experiência em circuitos de rua, mas acho que quase nenhum dos pilotos da Stock Jr. têm. Por isso, não será uma desvantagem”, afirma. "Minha desvantagem será em ter de me readaptar aos carros da categoria. As máquinas da Copa Vicar são muito maiores e mais pesadas e, além disso, corremos com pneus slick e na Jr. voltarei a andar com o radial. Espero manter o bom desempenho que tive anteriormente”
Vídeo retirado do www.autobrasil.wordpress.com
- E uma das principais categorias do automobilismo nacional chega à Bahia, terra de todos os santos, terra da alegria e da felicidade, terra do grande Carnaval do Brasil, terra de festa, bem do jeito que a Stock Car gosta.
- Não é a toa que a volta da categoria depois de 30 anos ao Nordeste será em Salvador. A auto-proclamada "família Stock Car" gosta mesmo é de bagunça, no bom sentido. As corridas melhoram aos poucos, mas há muita importância para o quanto o evento representa para a cidade por onde passa.
- E não é diferente em Salvador, muito pelo contrário, só se fala no assunto durante os últimos dias na capital baiana. Os soteropolitanos estão em polvorosa com a corrida que será realizada no Centro Administrativo da Bahia, o CAB, que fica no bairro Sussuarana 2. Sim, um circuito de rua com 2724 metros de extensão, sem áreas de escape, relativamente estreita por motivos de segurança e com muros de ambos os lados.
- Será uma corrida difícil, que colocará os pilotos à prova durante os pouco mais de 50 minutos de sua duração. Safety Car é esperado em especial pelos combates que geralmente são vistos no pelotão intermediário, onde pilotos comumente se tocam e vão parar fora da pista, ou no caso de Salvador, no muro.
- Faz um tempo também que uma pista não marca sua estréia no calendário, a última foi Buenos Aires em 2005, ou seja, será necessário se investir pesado nos treinos livres que começam amanhã as 10h20m da manhã. O treino será fechado ao público (o que não foi completamente explicado) e será uma espécie de treino extra para reconhecimento do traçado.
- Carlos Montagner aprovou a pista, parabenizou a Vicar por sua elaboração (torcemos todos para que, caso tudo dê certo, outras categorias possam utilizarem-na) mas ressaltou a necessidade das chicanes: "Serão montadas duas chicanes ao longo do circuito, o que deixará ainda mais segura a prova”, comentou Montagner, que ainda disse que a única preocupação é com relação ao tempo disponível para os últimos detalhes. "Precisamos fazer os últimos ajustes, como a sinalização, com a pista já fechada. Por isso estamos pensando em quanto tempo teremos para fazer isso”, encerrou.
- Hoje houve a tradicional carreata da categoria pelas cidades onde passa, em Salvador a festa foi ainda maior. O evento teve participação dos pilotos Ricardo Maurício, Paulo Salustiano, Daniel Serra e do baiano Diego Freitas. A concentração foi no Farol da Barra e, de lá, os pilotos seguiram por um trajeto de aproximadamente 5 km, que passa pela Avenida Oceânica, Casa de Iemanjá (Rua da Paciência) até chegar à Igreja de Santana do Rio Vermelho, na praia do Rio Vermelho, em frente ao Ponto de Acarajé da Cira, onde terminou a carreata.
- Fazia mais de 30 anos que a categoria não passava pelo Nordeste. A última prova naquela região do país foi em julho de 1979 no Autódromo Virgílio Távora, em Eusébio, na Grande Fortaleza, foi o palco da vitória do goiano Alencar Junior. Além disso é a primeira corrida da Stock Car brasileira em um circuito de rua.
- Com o fim da Action Power, que teve seus carros destruídos após incêndio na Regis Bittencourt, um dia após a prova vencida por Marcos Gomes em São Paulo, a prova terá apenas 30 carros. A RCM se fundiu à Action Power e cada equipe terá um carro, Peugeot para a primeira e Vectra para a segunda. Caso Marcos Gomes trocasse de montadora perderia os pontos que conquistou até aqui no campeonato, um regulamento pra lá de estranho por sinal.
- Aos poucos os pilotos vão fazendo os primeiros comentários sobre a prova que acontecerá no próximo domingo na capital baiana.
Giuliano Losacco:
- Ele já andou em circuitos de rua no Brasil e nos EUA com carros de fórmula e não está apreensivo: “todos dizem que o asfalto está muito bom, e será bom para a categoria correr numa praça nova, numa situação nova e de casa cheia. As corridas de rua podem representar um passo importante na evolução da Stock Car e é legal fazer parte deste crescimento”.
Thiago Camilo:
- O paulista não acredita que a corrida em um circuito de rua possa transformar a categoria numa loteria: “é claro que se você está com bons acertos para os circuitos que já conhece, não vai torcer para andar numa situação desconhecida, mas isto pode ser uma vantagem para mim, porque o Mauro Vogel (chefe de sua equipe) já mostrou várias vezes que é um dos caras mais rápidos em acertar o carro vindo do zero”.
Luciano Burti:
- Burti é um dos pilotos com mais experiência nesse tipo de circuito: "na rua, já disputei corridas em Macau, Coréia do Sul e Mônaco. Cada uma tem sua particularidade, por isso acho que quem já correu em pista de rua não leva nenhum tipo de vantagem”, acredita o piloto que ainda diz que "qualquer corrida em circuito de rua já é muito diferente. A proximidade com o público cria um clima de festa. No Nordeste, que possui um povo caloroso e ainda mais festeiro, com certeza será ainda mais especial. Acho que tem tudo para ser a melhor corrida da temporada”, conta o piloto Luciano Burti, que também fará sua estréia em uma corrida na região.
- Mas ele também aproveitou para elogiar o circuito: "por ser uma pista de rua possui um espaço muito bom. Tem características de um traçado de autódromo mesmo, com curvas de raio longo, de alta e baixa velocidade, mas só saberemos como ela realmente é depois de colocarmos o carro para andar”, acrescenta o piloto da Boettger Competições.
Popó Bueno:
- O piloto carioca usará da arte para comemorar a prova em Salvador. O renomado artista plástico Menelaw reestilizou o capacete do piloto (que não aparece para o público, mas deve aparecer na TV) e também a asa traseira de seu carro. Ambos serão leiloados com o dinheiro revertido para instituições da caridade.
Ricardo Zonta:
- Não estará presente pois disputará a 9ª etapa da temporada da Grand-Am nos EUA, em Watkins Glen, onde já conquistou uma vitória e um 2º lugar na temporada. Seu substituto será o paranaense Rodrigo Sperafico, irmão de Ricardo, o outro piloto do time.
Thiago Marques:
- O piloto paranaense preferiu apostar na parte técnica para analisar a próxima etapa do campeonato: "correr em circuito de rua vai ser uma novidade para todo mundo, e o vencedor vai ser aquele que conseguir o melhor acerto do carro com seu engenheiro. A vitória será decidida para quem conseguir a melhor tração e o melhor toque, porque, na pista, todos os pilotos da atual Stock são muito rápidos”.
- Atentando para outros detalhes importantes, Thiago Marques ainda alertou para outro fator importante: "por ser um circuito aberto, vamos ter muita sujeita e não será uma pista emborrachada. Cada detalhe vai ser muito importante em Salvador”, acredita o paranaense que também parabenizou os idealizadores da prova. "Acho muito bacana a iniciativa de fazer uma prova em um circuito de rua e o pessoal da Vicar está de parabéns. Tenho certeza de que a prova de Salvador vai chamar a atenção de muita gente e vai fazer história na Stock Car.”, completou Thiago Marques.
João Marcelo (líder da STock Jr.):
- "A prova de Salvador vai ser disputada em um circuito de rua e isso será uma novidade para todos, mas os pilotos da Bahia vão levar um pouco de vantagem, pois já andaram pelo local onde será disputada a corrida e têm um pouco de favoritismo por causa disso.”
- João Marcelo ainda afirmou que o segredo para fazer uma boa corrida em Salvador é saber conciliar velocidade e prudência: "por ser uma prova em circuito de rua, não existe área de escape. Se você erra vai para o muro. Acho que será uma prova na qual vai ser preciso aliar cautela e velocidade. Quem fizer isso melhor vai ganhar.”
- João Marcelo além de tudo é pessimista no que diz respeito às ultrapassagens: "é preciso conseguir uma boa colocação no grid de largada, pois não haverá muitas ultrapassagens em Salvador. Vamos correr em um circuito de rua e a organização já avisou que colocará duas chicanes na pista. Largar bem colocado será 80% do segredo para vencer a prova.”
Cássio Homem de Mello (Stock Jr.):
- O piloto que vinha disputando a Copa Vicar retorna à Stock Jr.: "não tenho experiência em circuitos de rua, mas acho que quase nenhum dos pilotos da Stock Jr. têm. Por isso, não será uma desvantagem”, afirma. "Minha desvantagem será em ter de me readaptar aos carros da categoria. As máquinas da Copa Vicar são muito maiores e mais pesadas e, além disso, corremos com pneus slick e na Jr. voltarei a andar com o radial. Espero manter o bom desempenho que tive anteriormente”
8/03/2009
Nelsinho fora, apenas 1 brasileiro na pista
Com ausência de Piquet e Massa, Grande Prêmio da Europa terá apenas 1 brasileiro no grid...

- Eis que a nada surpreendente notícia que dá conta que Nelsinho Piquet estaria fora da Renault foi confirmada hoje pelo próprio piloto. Declarações do tipo "Briatore foi meu algoz" podem ser lidas na declaração oficial do piloto aqui.
- Era uma relação complicada que, sinceramente, não entendo como sobreviveu ao final da temporada 2008. Nelsinho melhorou no final do ano, é verdade, mas enquanto Alonso conquistou duas vitórias (Cingapura e Fuji) o brasileiro não passou de um segundo lugar em Hockenheim. Na visão de Flávio Briatore isso é terrível, independentemente do espanhol ter regalias dentro da equipe.
- No ano de 2009 a briga entre os dois só fez esquentar. A mudança radical das regras atrasou o cronograma d edesenvolvimento de alguns times, entre eles a Renault, e por isso as vezes não era possível entregar atualizações em dois carros ao mesmo tempo. Na única prova onde teve um bólido igual ao do companheiro ele definitivamente não foi bem. Destaque para declarações de Nelsinho do tipo "Briatore não entende porra nenhuma de corrida". Isso enquanto ainda era funcionário do time.
- Não tinha jeito. Diz-se por aí que Piquet chegou a ser demitido da equipe após o Grande Prêmio da Alemanha mas após negociações ele teve mais uma chance (o que provavalmente explica sua ausência no Twitter, onde é sempre tão presente). Agora ele emitiu seu comunicado e, mais uma vez via Twitter, confirmou para seu público que não é mais piloto da Renault mas continua trabalhando por sua continuidade na Fórmula-1.
- Continuidade que deve acontecer, afinal de contas as tais 6 novas vagas para o ano que vem estão praticamente confirmadas com a entrada de Campos, USF1 e Manor. A BMW saiu, mas deve ser incorporada por alguém e já se fala até na possibilidade de se tornar "Piquet Sports". Nelson Piquet, o pai, que goza de prestigio com a BMW, pode entrar em negociações com Peter Sauber para aquisição do time e Nelsinho mais uma vez estaria incluso nos planos, como aconteceu nas categorias de base.
- E eis que, com a ausência do demitido Piquet e do acidentado Massa, veremos apenas um brasileiro na pista, Rubens Barrichello. Não fosse o advento da Brawn GP para impedir a aposentadoria de Rubens e não teriamos um piloto tupiniquim em Valência. Ou como me lembra Leonardo Murgel, não fosse a Brawn GP e sua "mola voadora" e Massa não desfalcaria a Ferrari no Grande Prêmio da Europa.
- A última vez que tivemos apenas um brasileiro na pista foi no Grande Prêmio dos Estados Unidos de 2005, quando os pilotos de carros equipados com pneus Michelin boicotaram a largada. Okay, eles chegaram a realizar a volta de apresentação, então voltemos ao Grande Prêmio da San Marino de 1987 quando Piquet bateu nos treinos e Ayrton Senna foi o último a participar da prova. A lembrança me foi feita via Twitter pelo atento Ivan Capelli.
- Não menos atentos, os amigos Alexander Grunwald, Speeder e William citaram o GP dos EUA de 2002, quando a Sauber deixou Felipe uma prova de fora em detrimento à Heinz Harald Frentzen.
Eu havia citado o Grande Prêmio da Itália de 1984 quando Ayrton Senna não conseguiu qualificar sua Toleman para a prova em Monza e apenas Nelson Piquet participou da corrida.

- Eis que a nada surpreendente notícia que dá conta que Nelsinho Piquet estaria fora da Renault foi confirmada hoje pelo próprio piloto. Declarações do tipo "Briatore foi meu algoz" podem ser lidas na declaração oficial do piloto aqui.
- Era uma relação complicada que, sinceramente, não entendo como sobreviveu ao final da temporada 2008. Nelsinho melhorou no final do ano, é verdade, mas enquanto Alonso conquistou duas vitórias (Cingapura e Fuji) o brasileiro não passou de um segundo lugar em Hockenheim. Na visão de Flávio Briatore isso é terrível, independentemente do espanhol ter regalias dentro da equipe.
- No ano de 2009 a briga entre os dois só fez esquentar. A mudança radical das regras atrasou o cronograma d edesenvolvimento de alguns times, entre eles a Renault, e por isso as vezes não era possível entregar atualizações em dois carros ao mesmo tempo. Na única prova onde teve um bólido igual ao do companheiro ele definitivamente não foi bem. Destaque para declarações de Nelsinho do tipo "Briatore não entende porra nenhuma de corrida". Isso enquanto ainda era funcionário do time.
- Não tinha jeito. Diz-se por aí que Piquet chegou a ser demitido da equipe após o Grande Prêmio da Alemanha mas após negociações ele teve mais uma chance (o que provavalmente explica sua ausência no Twitter, onde é sempre tão presente). Agora ele emitiu seu comunicado e, mais uma vez via Twitter, confirmou para seu público que não é mais piloto da Renault mas continua trabalhando por sua continuidade na Fórmula-1.
- Continuidade que deve acontecer, afinal de contas as tais 6 novas vagas para o ano que vem estão praticamente confirmadas com a entrada de Campos, USF1 e Manor. A BMW saiu, mas deve ser incorporada por alguém e já se fala até na possibilidade de se tornar "Piquet Sports". Nelson Piquet, o pai, que goza de prestigio com a BMW, pode entrar em negociações com Peter Sauber para aquisição do time e Nelsinho mais uma vez estaria incluso nos planos, como aconteceu nas categorias de base.
- E eis que, com a ausência do demitido Piquet e do acidentado Massa, veremos apenas um brasileiro na pista, Rubens Barrichello. Não fosse o advento da Brawn GP para impedir a aposentadoria de Rubens e não teriamos um piloto tupiniquim em Valência. Ou como me lembra Leonardo Murgel, não fosse a Brawn GP e sua "mola voadora" e Massa não desfalcaria a Ferrari no Grande Prêmio da Europa.
- A última vez que tivemos apenas um brasileiro na pista foi no Grande Prêmio dos Estados Unidos de 2005, quando os pilotos de carros equipados com pneus Michelin boicotaram a largada. Okay, eles chegaram a realizar a volta de apresentação, então voltemos ao Grande Prêmio da San Marino de 1987 quando Piquet bateu nos treinos e Ayrton Senna foi o último a participar da prova. A lembrança me foi feita via Twitter pelo atento Ivan Capelli.
- Não menos atentos, os amigos Alexander Grunwald, Speeder e William citaram o GP dos EUA de 2002, quando a Sauber deixou Felipe uma prova de fora em detrimento à Heinz Harald Frentzen.
Eu havia citado o Grande Prêmio da Itália de 1984 quando Ayrton Senna não conseguiu qualificar sua Toleman para a prova em Monza e apenas Nelson Piquet participou da corrida.
7/30/2009
Schumacher: Por Massa ele saiu... e volta!!!
Por Felipe Massa Schumacher deixou as pistas e agora retorna para proteger o amigo?

- Foi no dia 10 de setembro de 2006, exatos 22 meses atrás, afirmando o quanto ama o esporte a motor, e agradecendo a todas as pessoas que em algum momento o ajudaram de alguma forma, que Michael Schumacher anunciou sua retirada das pistas após vencer o Grande Prêmio da Itália em Monza.
- Com Raikkonen a seu lado no pódio e na entrevista coletiva que ficamos sabendo que o finlandês de gelo seria piloto da Ferraria partir de 2007 (ano em que seria campeão do mundo) e que Felipe Massa dessa forma continuaria no time.
- Pois bem, rumores fortes diziam que Schumacher estava muito inclinado a parar de correr mas ainda faltava um argumento a mais, algo que que sacramentasse sua decisão, a famosa "gota no copo d´água". Eis que, com a contratação de Raikkonen, Felipe Massa perderia seu emprego.
- Pronto... segundo boatos era esse o argumento que faltava para o heptacampeão. Se ainda restava alguma dúvida quanto a parar ele agora não poderia ver ser amigo em maus lençóis e esse fato teria tido influência em sua decisão. Sim, ele pararia após o Grande Prêmio do Brasil vencido pelo próprio Felipe.
- Agora Massa se acidenta e perderá uma ou algumas provas do campeonato por conta da mola que se soltou do carro de Barrichello. Isso acontece em um momento onde Alonso é dado como certo na equipe italiana em 2010 e pilotos Robert Kubica estão procurando grandes empregos. E se um deles substitui Felipe e agrada? O que fazer?
- Schumacher assim resolveu aceitar o convite da Ferrari para voltar às pistas enquanto estiver ausente, pois sabe-se que o alemão não ameaça a vaga do brasileiro. Afirmando desejar em primeiro lugar a pronta recuperação do brasileiro já há quem diga que o alemão só aceitou o convite para que ninguém ameaçe o brasileiro. Tudo bem, a Ferrari já garantiu que o carro é dele e acho até que nesse ponto o grande recado foi para Kimi Raikkonen.
- Claro que a história talvez não deva ser levada assim ao pé da letra, mas acho que um fundo de verdade há nisso tudo sim. Schumacher é assim, pensa e reflete com muita coerente e paixão sobre as coisas. Aquela "casca dura" de alemão sempre serviu mais para fazer sua imagem do que qualquer outra coisa pois no fim das contas ele já chorou, já deu belas declarações e já agrediu quando achou que devia também, de frio ele não tem nada.
- Agora... com a promessa da Ferrari em entregar um carro à Felipe quando ele estiver em condições e caso, quem sabe, sonhando alto demais, Schumacher queira voltar? Como ficam Raikkonen, Alonso e toda a turma que mira a Ferrari? Alguém palpita? Tá bom, eu sei que ele não vai voltar...

- Foi no dia 10 de setembro de 2006, exatos 22 meses atrás, afirmando o quanto ama o esporte a motor, e agradecendo a todas as pessoas que em algum momento o ajudaram de alguma forma, que Michael Schumacher anunciou sua retirada das pistas após vencer o Grande Prêmio da Itália em Monza.
- Com Raikkonen a seu lado no pódio e na entrevista coletiva que ficamos sabendo que o finlandês de gelo seria piloto da Ferraria partir de 2007 (ano em que seria campeão do mundo) e que Felipe Massa dessa forma continuaria no time.
- Pois bem, rumores fortes diziam que Schumacher estava muito inclinado a parar de correr mas ainda faltava um argumento a mais, algo que que sacramentasse sua decisão, a famosa "gota no copo d´água". Eis que, com a contratação de Raikkonen, Felipe Massa perderia seu emprego.
- Pronto... segundo boatos era esse o argumento que faltava para o heptacampeão. Se ainda restava alguma dúvida quanto a parar ele agora não poderia ver ser amigo em maus lençóis e esse fato teria tido influência em sua decisão. Sim, ele pararia após o Grande Prêmio do Brasil vencido pelo próprio Felipe.
- Agora Massa se acidenta e perderá uma ou algumas provas do campeonato por conta da mola que se soltou do carro de Barrichello. Isso acontece em um momento onde Alonso é dado como certo na equipe italiana em 2010 e pilotos Robert Kubica estão procurando grandes empregos. E se um deles substitui Felipe e agrada? O que fazer?
- Schumacher assim resolveu aceitar o convite da Ferrari para voltar às pistas enquanto estiver ausente, pois sabe-se que o alemão não ameaça a vaga do brasileiro. Afirmando desejar em primeiro lugar a pronta recuperação do brasileiro já há quem diga que o alemão só aceitou o convite para que ninguém ameaçe o brasileiro. Tudo bem, a Ferrari já garantiu que o carro é dele e acho até que nesse ponto o grande recado foi para Kimi Raikkonen.
- Claro que a história talvez não deva ser levada assim ao pé da letra, mas acho que um fundo de verdade há nisso tudo sim. Schumacher é assim, pensa e reflete com muita coerente e paixão sobre as coisas. Aquela "casca dura" de alemão sempre serviu mais para fazer sua imagem do que qualquer outra coisa pois no fim das contas ele já chorou, já deu belas declarações e já agrediu quando achou que devia também, de frio ele não tem nada.
- Agora... com a promessa da Ferrari em entregar um carro à Felipe quando ele estiver em condições e caso, quem sabe, sonhando alto demais, Schumacher queira voltar? Como ficam Raikkonen, Alonso e toda a turma que mira a Ferrari? Alguém palpita? Tá bom, eu sei que ele não vai voltar...
7/29/2009
O socialismo na Fórmula-1
Chegou o momento de todos voltarem a dividir o osso roído por todos...
- Em tempos idos eu fui frequentador de reuniões semanais no Partido Comunista do Brasil. Não, eu nunca fui filiado a nenhum partido político mas sempre achei importante conhecer os dois lados da moeda para, aí sim, formar a minha opinião.
- Lembro que nessa época haviam os revolucionários que acreditavam que o socialismo deveria ser implantado à qualquer custo, mesmo que fosse à base de uma revolução armada onde provavalmente os rebeldes se refugiariam nas montanhas para combater os militares, donos de todos os pontos estratégicos do país.
- Não vou lembrar o nome, mas havia um senhorzinho que todos chamavam simplesmente de "tio" que dizia: "A revolução não se faz nacessária, o capitalismo tem como base o dinheiro e é um sistema que se auto engolirá, ou seja, automaticamente, sem que as pessoas percebam, o socialismo tomará seu lugar de direito como consequência natural. O capitalismo não aguentará a pressão criada pelo próprio".
- Pois bem, eis que aos poucos podemos ver algo parecido na Fórmula-1, algo que se confunde com a própria história do mundo. Primeiro foram os feudos, que se pareciam com as equipes dos garagistas, cada um defendendo os seus próprios interesses e em seu lugar.
- Com o passar da primeira batalha (a criação da FISA, em especial, o primeiro boicote) todos se deram conta que o dinheiro era importante demais e deveria mover todo aquele circo, mais ou menos como havia acontecido na primeira guerra mundial. Eis que surgiram as montadoras.
- Em especial após o fim da propaganda tabagista, elas sustentaram o circo e permitiram que as corridas continuassem acontecendo sempre com pelo menos 20 carros no grid. Por outro lado, apoiadas por alguns times que já faziam parte da categoria, elas inflacionaram o mercado de desenvolvimento em torno de uma cobrança corporativa por resultados que as vezes apareciam e as vezes não.
- Nessa toada apareceram Toyota, Renault, BMW, Honda, Mercedez e algumas outras foram ventiladas, como a hoje falida GM e também a Volkswagen. Com o apoio da FIAT, que subsidiava a Ferrari, os gastos extrapolaram facilmente os 300 e as vezes os 400 milhões de dólares.
- E eis que a crise financeira mundial chegou. Grandes corporações fechando as portas, empresas mal das pernas e o mercado automotivo atingido em cheio. A primeira a sentir o baque foi a Honda, que em meio ao pior momento da hecatombe financeira resolveu anunciar a retirada de seus investimentos na categoria, por mais que houvesse assinado o famoso Pacto da Concórdia.
- Aí chegou o momento da entrada do socialismo na Fórmula-1. Todos, até os rivais, fizeram o que podiam para que a equipe não fechasse as portas, mesmo sem o apoio da montadora japonesa. Eis que Ross Brawn, um dos dirigentes do time, assumiu a bronca e herdou a equipe, colocando seu nome e conquistando vitórias.
- Agora é a BMW que anuncia a sua retirada da categoria. Em breve alguém acaba ficando com o espólio do que sobrou da montadora. Ratificando que todos mundo deve andar mais com suas próprias pernas a partir do ano que vem.
- A saída da BMW não significa um grande drama em termos esportivos visto que já temos Manor, Campos e USF1 e talvez uma das equipes não escolhidas por Max Mosley ainda seja eleita para correr no lugar da BMW. O problema é que na sequência quem deve anunciar a saída da Fórmula-1 são a Renault e a Toyota, esvaziando ainda mais o grid.
- Hoje a situação é a seguinte: 12 equipes, sendo que 2 são montadoras (Renault e Toyota) e 2 são sustentadas por montadoras (Ferrari e McLaren). As outras 2 são garantidas pela Red Bull e o restante (6) é garagista, incluindo as novas equipes da Fórmula-1 para a próxima temporada. Com o possível abandono de Toyota e Renault apenas 20% delas estarão dependendo da boa vontade de seus apoiadores, sendo que a FIAT jamais deixará a Ferrari na mão.
- São outros tempos que chegam para tomar conta da principal categoria do automobilismo mundial, mas que podem se tornar um pouco mais satisfatórios. O dinheiro das montadoras levou o desenvolvimento dos carros à um nível de excelência tão grande que as ultrapassagens sumiram e muito do espetáculo foi deixado de lado em nome do showbusiness, ou seja, pra que gosta de corrida de carros o "socialismo da Fórmula-1" pode ser interessante.
- Em tempos idos eu fui frequentador de reuniões semanais no Partido Comunista do Brasil. Não, eu nunca fui filiado a nenhum partido político mas sempre achei importante conhecer os dois lados da moeda para, aí sim, formar a minha opinião.
- Lembro que nessa época haviam os revolucionários que acreditavam que o socialismo deveria ser implantado à qualquer custo, mesmo que fosse à base de uma revolução armada onde provavalmente os rebeldes se refugiariam nas montanhas para combater os militares, donos de todos os pontos estratégicos do país.
- Não vou lembrar o nome, mas havia um senhorzinho que todos chamavam simplesmente de "tio" que dizia: "A revolução não se faz nacessária, o capitalismo tem como base o dinheiro e é um sistema que se auto engolirá, ou seja, automaticamente, sem que as pessoas percebam, o socialismo tomará seu lugar de direito como consequência natural. O capitalismo não aguentará a pressão criada pelo próprio".
- Pois bem, eis que aos poucos podemos ver algo parecido na Fórmula-1, algo que se confunde com a própria história do mundo. Primeiro foram os feudos, que se pareciam com as equipes dos garagistas, cada um defendendo os seus próprios interesses e em seu lugar.
- Com o passar da primeira batalha (a criação da FISA, em especial, o primeiro boicote) todos se deram conta que o dinheiro era importante demais e deveria mover todo aquele circo, mais ou menos como havia acontecido na primeira guerra mundial. Eis que surgiram as montadoras.
- Em especial após o fim da propaganda tabagista, elas sustentaram o circo e permitiram que as corridas continuassem acontecendo sempre com pelo menos 20 carros no grid. Por outro lado, apoiadas por alguns times que já faziam parte da categoria, elas inflacionaram o mercado de desenvolvimento em torno de uma cobrança corporativa por resultados que as vezes apareciam e as vezes não.
- Nessa toada apareceram Toyota, Renault, BMW, Honda, Mercedez e algumas outras foram ventiladas, como a hoje falida GM e também a Volkswagen. Com o apoio da FIAT, que subsidiava a Ferrari, os gastos extrapolaram facilmente os 300 e as vezes os 400 milhões de dólares.
- E eis que a crise financeira mundial chegou. Grandes corporações fechando as portas, empresas mal das pernas e o mercado automotivo atingido em cheio. A primeira a sentir o baque foi a Honda, que em meio ao pior momento da hecatombe financeira resolveu anunciar a retirada de seus investimentos na categoria, por mais que houvesse assinado o famoso Pacto da Concórdia.
- Aí chegou o momento da entrada do socialismo na Fórmula-1. Todos, até os rivais, fizeram o que podiam para que a equipe não fechasse as portas, mesmo sem o apoio da montadora japonesa. Eis que Ross Brawn, um dos dirigentes do time, assumiu a bronca e herdou a equipe, colocando seu nome e conquistando vitórias.
- Agora é a BMW que anuncia a sua retirada da categoria. Em breve alguém acaba ficando com o espólio do que sobrou da montadora. Ratificando que todos mundo deve andar mais com suas próprias pernas a partir do ano que vem.
- A saída da BMW não significa um grande drama em termos esportivos visto que já temos Manor, Campos e USF1 e talvez uma das equipes não escolhidas por Max Mosley ainda seja eleita para correr no lugar da BMW. O problema é que na sequência quem deve anunciar a saída da Fórmula-1 são a Renault e a Toyota, esvaziando ainda mais o grid.
- Hoje a situação é a seguinte: 12 equipes, sendo que 2 são montadoras (Renault e Toyota) e 2 são sustentadas por montadoras (Ferrari e McLaren). As outras 2 são garantidas pela Red Bull e o restante (6) é garagista, incluindo as novas equipes da Fórmula-1 para a próxima temporada. Com o possível abandono de Toyota e Renault apenas 20% delas estarão dependendo da boa vontade de seus apoiadores, sendo que a FIAT jamais deixará a Ferrari na mão.
- São outros tempos que chegam para tomar conta da principal categoria do automobilismo mundial, mas que podem se tornar um pouco mais satisfatórios. O dinheiro das montadoras levou o desenvolvimento dos carros à um nível de excelência tão grande que as ultrapassagens sumiram e muito do espetáculo foi deixado de lado em nome do showbusiness, ou seja, pra que gosta de corrida de carros o "socialismo da Fórmula-1" pode ser interessante.
7/25/2009
Hungaroring: Susto, medo e outras sensações
Um sábado agitado como há muito não se via na Fórmula-1...
- Hoje tudo o que NÃO poderia acontecer aconteceu na Fórmula-1. Os treinos classificatórios para o Grande Prêmio da Hungria transcorriam tranquilamente até que algo estranho aconteceu no final do Q2.
- O novo colocado Felipe Massa apareceu nas imagens de televisão com seu carro cravado de frente na barreira de pneus (de forma similar à Heikki Kovalainen na Espanha ano passado). Mas os replays mostraram algo diferente, o piloto passou reto pela chicane que antecedia a curva e sem exercer nenhuma reação bateu de frente contra a barreira.
- Um drama se seguiu na sequência quando uma ambulância chegou ao local com equipe médica e ele foi levado para o ambulatório do circuito (posteriormente para o hospital). As imagens de TV mostraram que uma peça metálica havia se chocado contra o capacete de Felipe que, provavelmente sem consciência, foi parar na barreira e a terceira parte do treino foi adiada por 15 minutos. Ele foi levado de helicóptero já com informações de que estava consciente.
- O acidente de Felipe foi assustador. A falta de informações, os procedimentos da FIA de não mostrar as imagens, a voz embargada dos que transmitiam o treino, tudo isso foi muito preocupante. A voz de Galvão Bueno dizendo que "eu não queria repetir este momento nunca mais, mas vá com Deus Felipe", lembrando o que já havia sido feito em Ímola/94.
- Foi por muito pouco. A sorte que faltou para Ayrton Senna em 94 (quando um braço de sua suspensão perfurou a viseira de seu capacete) e também para Henry Surtees semana passada (quando um pneu atingiu sua cabeça na F-2) sobrou para Felipe. Claro, ele não saiu ileso e está sendo operado após concussão cerebral, corte profundo na testa e dano num osso do crânio. Sua viseira foi destruída na lateral e o olho esquerdo (que segundo Rubens Barrichello não foi comprometido) foi afetado. A imagem, relativamente forte pode ser vista clicando-se aqui. Não postei diretamente para que ninguém se choque.
- É possível ver no olhar o do piloto o quão ele estava assustado. Rubens Barrichello diz que ele fica desacordado por alguns segundos e bate de frente na barreira. Ele não foi autorizado a chegar perto do Felipe mas pôde ver que ele estava agitado e até mesmo querendo voltar para a pista. O resultado desse momento é que a equipe médica lhe deu um calmante para que ele se tranquilizasse.
- As informações dão conta de que está tudo bem. E aqui, claro, fica a torcida do "Mundo Veloz" para que ele possa se recuperar logo. Amanhã ele não corre, ninguém pode substituí-lo, mas agora a Fórmula-1 entra em férias de cerca de um mês, o que pode ser tempo suficiente para que ele relaxe, descanse e se recupere.
A crono:
- Na sequência o Q3 teve andamento mas com problemas de cronometragem no final da sessão os pilotos, em um misto de preocupação e desorientação, não sabiam sequer quem era o pole. A situação foi resolvida com Alonso na primeira posição com Vettel em segundo e Webber sendo pego de surpresa em terceiro.
- Os pilotos sequer sabiam o tempo que haviam feito e a cena mostrava um bate papo entre Alonso, Vettel, Webber e Hamilton perguntado-se entre si quem teria sido o pole. Bernie Ecclestone apareceu para informá-los de que a posição de honra era de Alonso.
- Um sábado do qual não me lembro nos últimos tempos. O clima era estranho tanto pelo acidente do Felipe quanto pela indefinição quanto à pole. É difícil entender que não se pode ver ninguém comemorando ao final de uma sessão.
Péssimo dia para os brasileiros:
- Rubens Barrichello, além de se envolver indiretamente no acidente de Massa, foi mal, muito mal. Ele parte amanhã da 13ª posição (12º com a ausência confirmada de Felipe Massa), sem passar para o Q3 em uma pista onde as ultrapassagens são praticamente impossíveis.
- Já Nelsinho Piquet além de largar em 15º lugar (14º com a ausência confirmada de Massa) ainda viu seu companheiro de equipe conquistar a pole position. Esse resultado praticamente mina suas chances de continuar na Renault para o restante da temporada pois sua grande reclamação era a falta de um equipamento similar ao do espanhol e de um chefe de equipe que soubesse de alguma coisa. O carro ele teve, mas não conseguiu responder.
- Hoje tudo o que NÃO poderia acontecer aconteceu na Fórmula-1. Os treinos classificatórios para o Grande Prêmio da Hungria transcorriam tranquilamente até que algo estranho aconteceu no final do Q2.
- O novo colocado Felipe Massa apareceu nas imagens de televisão com seu carro cravado de frente na barreira de pneus (de forma similar à Heikki Kovalainen na Espanha ano passado). Mas os replays mostraram algo diferente, o piloto passou reto pela chicane que antecedia a curva e sem exercer nenhuma reação bateu de frente contra a barreira.
- Um drama se seguiu na sequência quando uma ambulância chegou ao local com equipe médica e ele foi levado para o ambulatório do circuito (posteriormente para o hospital). As imagens de TV mostraram que uma peça metálica havia se chocado contra o capacete de Felipe que, provavelmente sem consciência, foi parar na barreira e a terceira parte do treino foi adiada por 15 minutos. Ele foi levado de helicóptero já com informações de que estava consciente.
- O acidente de Felipe foi assustador. A falta de informações, os procedimentos da FIA de não mostrar as imagens, a voz embargada dos que transmitiam o treino, tudo isso foi muito preocupante. A voz de Galvão Bueno dizendo que "eu não queria repetir este momento nunca mais, mas vá com Deus Felipe", lembrando o que já havia sido feito em Ímola/94.
- Foi por muito pouco. A sorte que faltou para Ayrton Senna em 94 (quando um braço de sua suspensão perfurou a viseira de seu capacete) e também para Henry Surtees semana passada (quando um pneu atingiu sua cabeça na F-2) sobrou para Felipe. Claro, ele não saiu ileso e está sendo operado após concussão cerebral, corte profundo na testa e dano num osso do crânio. Sua viseira foi destruída na lateral e o olho esquerdo (que segundo Rubens Barrichello não foi comprometido) foi afetado. A imagem, relativamente forte pode ser vista clicando-se aqui. Não postei diretamente para que ninguém se choque.
- É possível ver no olhar o do piloto o quão ele estava assustado. Rubens Barrichello diz que ele fica desacordado por alguns segundos e bate de frente na barreira. Ele não foi autorizado a chegar perto do Felipe mas pôde ver que ele estava agitado e até mesmo querendo voltar para a pista. O resultado desse momento é que a equipe médica lhe deu um calmante para que ele se tranquilizasse.
- As informações dão conta de que está tudo bem. E aqui, claro, fica a torcida do "Mundo Veloz" para que ele possa se recuperar logo. Amanhã ele não corre, ninguém pode substituí-lo, mas agora a Fórmula-1 entra em férias de cerca de um mês, o que pode ser tempo suficiente para que ele relaxe, descanse e se recupere.
A crono:
- Na sequência o Q3 teve andamento mas com problemas de cronometragem no final da sessão os pilotos, em um misto de preocupação e desorientação, não sabiam sequer quem era o pole. A situação foi resolvida com Alonso na primeira posição com Vettel em segundo e Webber sendo pego de surpresa em terceiro.
- Os pilotos sequer sabiam o tempo que haviam feito e a cena mostrava um bate papo entre Alonso, Vettel, Webber e Hamilton perguntado-se entre si quem teria sido o pole. Bernie Ecclestone apareceu para informá-los de que a posição de honra era de Alonso.
- Um sábado do qual não me lembro nos últimos tempos. O clima era estranho tanto pelo acidente do Felipe quanto pela indefinição quanto à pole. É difícil entender que não se pode ver ninguém comemorando ao final de uma sessão.
Péssimo dia para os brasileiros:
- Rubens Barrichello, além de se envolver indiretamente no acidente de Massa, foi mal, muito mal. Ele parte amanhã da 13ª posição (12º com a ausência confirmada de Felipe Massa), sem passar para o Q3 em uma pista onde as ultrapassagens são praticamente impossíveis.
- Já Nelsinho Piquet além de largar em 15º lugar (14º com a ausência confirmada de Massa) ainda viu seu companheiro de equipe conquistar a pole position. Esse resultado praticamente mina suas chances de continuar na Renault para o restante da temporada pois sua grande reclamação era a falta de um equipamento similar ao do espanhol e de um chefe de equipe que soubesse de alguma coisa. O carro ele teve, mas não conseguiu responder.
7/23/2009
A última mudança em meio à temporada
Você se lembra quando foi a última vez que um piloto substituiu outro em meio à temporada?

- Sebastién Bourdais perdeu seu emprego na Toro Rosso pelo baixo desempenho. O espanhol Jaime Alguersuari, de apenas 19 anos, entrará em seu lugar no próximo domingo no Grande Prêmio da Hungria. Bourdais vai processar a Toro Rosso, Alguersuari está sendo visto com ceticismo por parte de seus "rivais", mas o assunto não é este.
- Trocas de piloto em meio ao campeonato até são comuns na Fórmula-1, mas você se lembra quando foi a última vez que isso aconteceu?
- Foi no Grande Prêmio do Brasil de 2007, quando o austríaco Alexander Wurz se aposentou da Fórmula-1. Sua última prova havia sido o Grande Prêmio da China daquele ano e o japonês Kazuki Nakajima assumiu o cockpit da Williams em seu lugar e assitiu de dentro da pista o finlandês Kimi Raikkonen tornar-se campeão do mundo em São Paulo.
- Pois bem, para quem gosta de histórias de mau agouro, a foto acima (tirada do Blog-F1, de Felipe Maciel, se alguém encontrar o vídeo eu agradeço, rs) mostra uma, digamos, "bobagem" cometida pelo japonês quando entrou nos boxes e, perdendo o ponto de freada, acertou seus mecânicos. Vale lembrar que Alguersuari tem nula rodagem com carros de Fórmula-1 e será cobrado por isso. Alguns pilotos inclusive temem o que ele pode aprontar.
- Em tempo: a temporada de 2008 marcou a primeira vez na história da Fórmula-1 onde não houve uma substituição sequer de pilotos durante o campeonato. Todos os pilotos que largaram no Grande Prêmio da Austrália largaram também no Grande Prêmio do Brasil, exceto Anthony Davidson e Takuma Sato, que deixaram o campeonato junto com a equipe Super Aguri. - Este ano mais um piloto pode perder seu lugra que é o brasileiro Nelsinho Piquet, que aos poucos admite que a situação é real.

- Sebastién Bourdais perdeu seu emprego na Toro Rosso pelo baixo desempenho. O espanhol Jaime Alguersuari, de apenas 19 anos, entrará em seu lugar no próximo domingo no Grande Prêmio da Hungria. Bourdais vai processar a Toro Rosso, Alguersuari está sendo visto com ceticismo por parte de seus "rivais", mas o assunto não é este.
- Trocas de piloto em meio ao campeonato até são comuns na Fórmula-1, mas você se lembra quando foi a última vez que isso aconteceu?
- Foi no Grande Prêmio do Brasil de 2007, quando o austríaco Alexander Wurz se aposentou da Fórmula-1. Sua última prova havia sido o Grande Prêmio da China daquele ano e o japonês Kazuki Nakajima assumiu o cockpit da Williams em seu lugar e assitiu de dentro da pista o finlandês Kimi Raikkonen tornar-se campeão do mundo em São Paulo.
- Pois bem, para quem gosta de histórias de mau agouro, a foto acima (tirada do Blog-F1, de Felipe Maciel, se alguém encontrar o vídeo eu agradeço, rs) mostra uma, digamos, "bobagem" cometida pelo japonês quando entrou nos boxes e, perdendo o ponto de freada, acertou seus mecânicos. Vale lembrar que Alguersuari tem nula rodagem com carros de Fórmula-1 e será cobrado por isso. Alguns pilotos inclusive temem o que ele pode aprontar.
- Em tempo: a temporada de 2008 marcou a primeira vez na história da Fórmula-1 onde não houve uma substituição sequer de pilotos durante o campeonato. Todos os pilotos que largaram no Grande Prêmio da Austrália largaram também no Grande Prêmio do Brasil, exceto Anthony Davidson e Takuma Sato, que deixaram o campeonato junto com a equipe Super Aguri. - Este ano mais um piloto pode perder seu lugra que é o brasileiro Nelsinho Piquet, que aos poucos admite que a situação é real.
7/22/2009
A ligação de Brawn e Barrichello
Como andaria a ligação entre os dois?
- Barrichello é um nome que provavelmente não sai da cabeça de Ross Brawn. Tanto que o dirigente ao montar sua própria equipe não abriu mão do brasileiro pois precisaria de alguém experiente para desenvolver o carro e toda aquela história que já foi dita por aí.
- Mas ele não contava em passar por alguns problemas recorrentes com o brasileiro. Mais uma vez Barrichello perde para seu companheiro de equipe com Ross como seu superior e o inglês se vê obrigado a dar preferência ao "rival" de Rubens.
- Pois bem... e após a última confusão, onde Rubens afirmou que não queria ouvir mais o "blábláblá" da equipe o clima ficou pesado. Ross Brawn por sua vez deciciu ligar para seu piloto para amenizar a situação e reafirmar seu compromisso com ele.
- Já que é para reafirmar o compromisso eu espero que Barrichello tenha feito o mesmo. Espero que Ross Brawn tenha dito que em situações de pista favoráveis o momento é de beneficiar mesmo o inglês Jenson Button e que Rubens por sua vez tenha dito que entende (e entenda mesmo).
- Ninguém gosta de perder, mas é preciso aceitar as regras do jogo. No embate direto com Button, Barrichello praticamente já perdeu. Ou aceita as regras e continua na equipe no ano que vem (algo que vem se tornando cada vez mais difícil) com a chance de ainda ter um carro vencedor ou não aceita e vai para uma equipe menor (isso se não deixar a categoria).
- É hora de fazer uma escolha, se mantém a ligação ou não.
- Barrichello é um nome que provavelmente não sai da cabeça de Ross Brawn. Tanto que o dirigente ao montar sua própria equipe não abriu mão do brasileiro pois precisaria de alguém experiente para desenvolver o carro e toda aquela história que já foi dita por aí.
- Mas ele não contava em passar por alguns problemas recorrentes com o brasileiro. Mais uma vez Barrichello perde para seu companheiro de equipe com Ross como seu superior e o inglês se vê obrigado a dar preferência ao "rival" de Rubens.
- Pois bem... e após a última confusão, onde Rubens afirmou que não queria ouvir mais o "blábláblá" da equipe o clima ficou pesado. Ross Brawn por sua vez deciciu ligar para seu piloto para amenizar a situação e reafirmar seu compromisso com ele.
- Já que é para reafirmar o compromisso eu espero que Barrichello tenha feito o mesmo. Espero que Ross Brawn tenha dito que em situações de pista favoráveis o momento é de beneficiar mesmo o inglês Jenson Button e que Rubens por sua vez tenha dito que entende (e entenda mesmo).
- Ninguém gosta de perder, mas é preciso aceitar as regras do jogo. No embate direto com Button, Barrichello praticamente já perdeu. Ou aceita as regras e continua na equipe no ano que vem (algo que vem se tornando cada vez mais difícil) com a chance de ainda ter um carro vencedor ou não aceita e vai para uma equipe menor (isso se não deixar a categoria).
- É hora de fazer uma escolha, se mantém a ligação ou não.
7/21/2009
Coluna: Os personagens morrem também?
Couna "Mundo Veloz" trata ainda de Henry Surtees e as consequências de um momento como esse...

- A coluna "Mundo Veloz", disponível todas as terças na "F1 Mania" (com algumas falhas, é verdade) trata hoje do assunto Henry Surtees e minha visão sobre os personagens que nos envolvem na vida. E como pilotos também são personagens ele está presente.
- Como é o nosso tratamento e a visão dessas pessoas? Você já parou para pensar nisso? Pois bem, eu já...
- Clique aqui e acesse a coluna "Mundo Veloz" de hoje. E comente, caso queira.

- A coluna "Mundo Veloz", disponível todas as terças na "F1 Mania" (com algumas falhas, é verdade) trata hoje do assunto Henry Surtees e minha visão sobre os personagens que nos envolvem na vida. E como pilotos também são personagens ele está presente.
- Como é o nosso tratamento e a visão dessas pessoas? Você já parou para pensar nisso? Pois bem, eu já...
- Clique aqui e acesse a coluna "Mundo Veloz" de hoje. E comente, caso queira.
7/20/2009
A Truck de forma diferente...
Ontem vivi um domingo diferente em Interlagos... F-Truck com a Volkswagen...
- Faz um tempo que eu não ia à um autódromo sem estar na sala de imprensa. Vou além. A F-Truck é algo que nunca me fez a cabeça e mexeu com minha empolgação. Tendo liberdade de escolher os assuntos que eu abordo em todos os lugares que passei e, claro, também aqui no "Mundo Veloz", nunca havia ido assistir uma prova da categoria.
- Fui mais além ainda quando semana passada cheguei a escrever no Twitter a frase "aos que estão me perguntando se vou na F-Truck a resposta é não." Pois é... eis que dois dias depois recebo um convite de Fernanda Quintão, da Volkswagen Caminhões e Ônibus para o evento, onde tive a oportunidade de ficar na ala reservada à montadora. É, acabei aceitando.
- Foi um domingo de corrida divertido. Primeiro uma volta em Interlagos à bordo de um Constellation, o enorme e confortável caminhão da Volks. Uma volta, sem correria mas com um diferencial interessantíssimo que foi andar no sentido contrário da pista. Sim, descemos do Café até a Junção, subimos o Mergulho, passamos Bico de Pato, Pinheirinho, Laranjinha (que ficou uma curva ainda mais cega), descemos até a Reta Oposta e subimos Curva do Sol e "S" do Senna.
- Na sequência a Top Race, com oa argentinos mais Cacá Bueno e Jacques Villeuneve em um protótipo parecido com o nosso Stock Car antigo (atualmente na Stock Light) e bolhas não muito belas. A corrida foi vencida por Juan Manuel Silva. Cacá Bueno foi o sétimo e Jacques Villeneuve abandonou (para tristeza de alguns presentes). Os argentinos por sinal não devem ter gostado muito do traçado de Interlagos pois muitos andaram mais fora da pista do que dentro dela.
- Na Truck resolvemos deixar a ala vip e partimos para outros locais menos ortodoxos e mais divertidos, como a parte de dentro do "S" do Senna, onde vimos (em boa parte da prova com um bom telão atrás de nós) o domínio de Roberval Andrade, que não foi incomodado um instante sequer por seus rivais. Alí é um ótimo local para se acompanhar as várias disputas durante a prova pois é o grande ponto de ultrapassagem do circuito.
- Mais que isso, pude acompanhar as provas com ótimas companhias, como Anderson Costa, Babi Franzin, Thiago Raposo, Danilo Ferreira, Karol Stutz e Jorge Pezzolo. Um domingo diferente para quem está acostumado à falta de conforto das salas de imprensa.
- Fica aqui o agradecimento aos amigos que estiveram conosco neste ótimo domingo e também à Volkswagen Caminhões e Ônibus pelo convite.
- Acompanhe as fotos de Danilo e Babi:
Fotos Danilo: Aqui e aqui
Fotos Babi: Aqui
- Faz um tempo que eu não ia à um autódromo sem estar na sala de imprensa. Vou além. A F-Truck é algo que nunca me fez a cabeça e mexeu com minha empolgação. Tendo liberdade de escolher os assuntos que eu abordo em todos os lugares que passei e, claro, também aqui no "Mundo Veloz", nunca havia ido assistir uma prova da categoria.
- Fui mais além ainda quando semana passada cheguei a escrever no Twitter a frase "aos que estão me perguntando se vou na F-Truck a resposta é não." Pois é... eis que dois dias depois recebo um convite de Fernanda Quintão, da Volkswagen Caminhões e Ônibus para o evento, onde tive a oportunidade de ficar na ala reservada à montadora. É, acabei aceitando.
- Foi um domingo de corrida divertido. Primeiro uma volta em Interlagos à bordo de um Constellation, o enorme e confortável caminhão da Volks. Uma volta, sem correria mas com um diferencial interessantíssimo que foi andar no sentido contrário da pista. Sim, descemos do Café até a Junção, subimos o Mergulho, passamos Bico de Pato, Pinheirinho, Laranjinha (que ficou uma curva ainda mais cega), descemos até a Reta Oposta e subimos Curva do Sol e "S" do Senna.
- Na sequência a Top Race, com oa argentinos mais Cacá Bueno e Jacques Villeuneve em um protótipo parecido com o nosso Stock Car antigo (atualmente na Stock Light) e bolhas não muito belas. A corrida foi vencida por Juan Manuel Silva. Cacá Bueno foi o sétimo e Jacques Villeneuve abandonou (para tristeza de alguns presentes). Os argentinos por sinal não devem ter gostado muito do traçado de Interlagos pois muitos andaram mais fora da pista do que dentro dela.
- Na Truck resolvemos deixar a ala vip e partimos para outros locais menos ortodoxos e mais divertidos, como a parte de dentro do "S" do Senna, onde vimos (em boa parte da prova com um bom telão atrás de nós) o domínio de Roberval Andrade, que não foi incomodado um instante sequer por seus rivais. Alí é um ótimo local para se acompanhar as várias disputas durante a prova pois é o grande ponto de ultrapassagem do circuito.
- Mais que isso, pude acompanhar as provas com ótimas companhias, como Anderson Costa, Babi Franzin, Thiago Raposo, Danilo Ferreira, Karol Stutz e Jorge Pezzolo. Um domingo diferente para quem está acostumado à falta de conforto das salas de imprensa.
- Fica aqui o agradecimento aos amigos que estiveram conosco neste ótimo domingo e também à Volkswagen Caminhões e Ônibus pelo convite.
- Acompanhe as fotos de Danilo e Babi:
Fotos Danilo: Aqui e aqui
Fotos Babi: Aqui
A morte no automobilismo
Henry Surtees... filho do campeão, pole da prova em que corria na F-2 perde a vida de bobeira...
- Como é estranho. O automobilismo ao longo dos anos fez as suas muitas vítimas. Decorrência de acidentes com veículos a mais de 200 por hora pilotos, fiscais de pista, espectadores, muitos perderam a vida durante treinos ou corrida.
- O estranho de tudo isso é imaginar que, embora seja trabalho para muitos, para a imensa maioria o automobilismo é entretenimento. E mesmo entre aqueles que fazem do automobilismo o seu ganha-pão, uma boa parcela dessa camada resolveu seguir este caminho por pura opção devido ao amor que sentem pelo esporte a motor.
- E é uma forma de entretenimento muitas vezes perigosa e complicada. Misturar diversão com o perigo não é uma grande novidade (vejamos os esportes radicais, muitos mais perigosos que automobilismo), mas quando chega o momento das inevitáveis fatalidades, que vira e mexe acontecem, a realidade se torna muito dura e nos dá um banho de água gelada por nos mostrar que há uma linha tênue entre diversão e pânico.
- Me lembro do contato mais próximo com a morte que eu tive no trabalho, que foi justamente no automobilismo. Era 9 de dezembro de 2007, decisão da Stock Car Light em Interlagos, quando após bater contra a proteção de pneus e voltar pra pista o paranaense Rafael Sperafico foi acertado em sua lateral por Renato Russo.
- Os momentos seguintes, antes da confirmação de que o piloto falecera, foram muito complicados. Um estranho sentimento tomou conta de todos os presentes e o clima de constante alegria e agitação se transformou em apreensão. Na sequência todos conhecemos o real significado da expressão "o silêncio que fala".
- Pois bem... e mesmo depois de ter vivido esse momento ainda tenho dificuldades de encarar notícias de morte no automobilismo. É possível hoje para mim imaginar como as pessoas que estavam em Brands Hatch voltaram para suas casas após a confirmação da morte de Henry Surtees. Em silêncio... refletindo sobre a própria vida... pensando que por alguns centímetros ele poderia ter escapado (é quase sempre assim no automobilismo)... será que essa pessoas sonharão com o que aconteceu assim como eu mesmo sonhei?
- Não é suficiente desejar sentimentos à família de Surtees (embora, é claro, todos o façam) pois uma perda nesse nível não pode ser reparada. Um momento como esse também é difícil de se esquecer.
- Acompanhe a história em mais detalhes no blog do colega "Speeder" de onde eu também tirei o vídeo, basta clicar aqui.
- Como é estranho. O automobilismo ao longo dos anos fez as suas muitas vítimas. Decorrência de acidentes com veículos a mais de 200 por hora pilotos, fiscais de pista, espectadores, muitos perderam a vida durante treinos ou corrida.
- O estranho de tudo isso é imaginar que, embora seja trabalho para muitos, para a imensa maioria o automobilismo é entretenimento. E mesmo entre aqueles que fazem do automobilismo o seu ganha-pão, uma boa parcela dessa camada resolveu seguir este caminho por pura opção devido ao amor que sentem pelo esporte a motor.
- E é uma forma de entretenimento muitas vezes perigosa e complicada. Misturar diversão com o perigo não é uma grande novidade (vejamos os esportes radicais, muitos mais perigosos que automobilismo), mas quando chega o momento das inevitáveis fatalidades, que vira e mexe acontecem, a realidade se torna muito dura e nos dá um banho de água gelada por nos mostrar que há uma linha tênue entre diversão e pânico.
- Me lembro do contato mais próximo com a morte que eu tive no trabalho, que foi justamente no automobilismo. Era 9 de dezembro de 2007, decisão da Stock Car Light em Interlagos, quando após bater contra a proteção de pneus e voltar pra pista o paranaense Rafael Sperafico foi acertado em sua lateral por Renato Russo.
- Os momentos seguintes, antes da confirmação de que o piloto falecera, foram muito complicados. Um estranho sentimento tomou conta de todos os presentes e o clima de constante alegria e agitação se transformou em apreensão. Na sequência todos conhecemos o real significado da expressão "o silêncio que fala".
- Pois bem... e mesmo depois de ter vivido esse momento ainda tenho dificuldades de encarar notícias de morte no automobilismo. É possível hoje para mim imaginar como as pessoas que estavam em Brands Hatch voltaram para suas casas após a confirmação da morte de Henry Surtees. Em silêncio... refletindo sobre a própria vida... pensando que por alguns centímetros ele poderia ter escapado (é quase sempre assim no automobilismo)... será que essa pessoas sonharão com o que aconteceu assim como eu mesmo sonhei?
- Não é suficiente desejar sentimentos à família de Surtees (embora, é claro, todos o façam) pois uma perda nesse nível não pode ser reparada. Um momento como esse também é difícil de se esquecer.
- Acompanhe a história em mais detalhes no blog do colega "Speeder" de onde eu também tirei o vídeo, basta clicar aqui.
7/14/2009
Piquet x Galvão, o certo e o errado
Até que ponto o narrador errou ao citar Nelsinho Piquet como carta fora do baralho na Renault?

- A polêmica começou na noite de ontem. Nelsinho Piquet foi dado como demitido da Renault pelo narrador Galvão Bueno em seu programa no Sportv, o Bem Amigos, em um consternado tom de despedida (Veja o vídeo no Plog do Pezzollo). ele diz na matéria que Lucas di Grassi foi chamado para o lugar de terceiro piloto e que Romain Grosjean seria o terceiro piloto (na verdade quem diz não é Galvão e sim o comentarista Renato Maurício Prado).
- Depois de muito esperarmos eis que o piloto aperece no Twitter (onde posta assiduamente, mas estava ausente) disparando seguinte pérola: "Aí Galvão, vc está errado, meu bom! Te vejo na Hungria! E vamo torcer para q o carro esteja melhor lá! Valeu pelo apoio de todo mundo! Abcs!". Foi um momento épico no Twitter e que pessoalmente muito me divertiu.
- Mas o assunto a ser abordado é outro. Desde ontem, após afirmação de Galvão Bueno, eis que algumas pessoas se levantaram contra a afirmação do narrador simplesmente porquê a sua saída ainda não havia sido oficializada (como ainda não o foi e parece que não o será).
- E por que Galvão não pode fazê-lo sendo que tanta gente afirmou que Nelsinho não seria mais piloto da equipe após o Grande Prêmio da Alemanha? Não quero aqui criticar a postura de nenhum colega, mas os boatos se espalharam facilmente na imprensa brasileira e sempre foram dissuadidos veementemente, a Globo, na figura de seu narrador, não o fez.
- Após a afirmação de Galvão Bueno, queira ou não, muitos se prepararam para o pior e principalmente deixaram na "ponta da agulha" a informação para soltá-la quando fossem oficializado, cada um de sua forma é claro, cada um afirmando que um ponto diferente seria decisivo para que o louco Briatore assinasse a carta de demissão do piloto.
- Galvão errou? Sim, errou, como erraram tantos membros da imprensa especializada e eu me incluo entre eles. Como eu mesmo creio que tenho o direito de errar acho que Galvão também o tem e por isso não acho que eu deva agora criticar de forma tão dura o narrador oficial da Fórmula-1 no Brasil.
- Vale lembrar também que há um peso diferente. Eu errando aqui no "Mundo Veloz" ou na "F1 Mania" é uma coisa, ninguém vai falar mal, mas Galvão Bueno tem um peso maior pois ele carrega nas mãos um microfone muito forte... e está lá há muitos anos como principal membro da equipe.
- Não sou fã de Galvão Bueno, e muito menos acho que ele precise de algum tipo de defesa (sequer lerá estas palavras, creio eu), mas acredito que devamos pegar um pouco mais leve e analisar que em nossa profissão cometemos inúmeros erros, grandes e pequenos, sempre orando aos céus para que sejamos perdoados por tais atos. É oque acontece com ele.
- Galvão escreveu uma carta pedindo desculpas ao piloto e dizendo que ainda o quer fazer pessoalmente SE puder. Eu acho que muita gente agora poderia fazer o mesmo, mesmo que esperem até o final do ano se ele chegar até lá. Acho desnecessária essa jornada contra a Rede Globo levantada por parte da imprensa brasileira (do qual fazem parte alguns amigos que eu por sinal muito respeito). Nâo leva a nada, a Globo é sim uma gigante e temos de aceitar isso e respeitar para que, quem sabe, ela também nos respeite um pouco mais já que é isso que tanto cobram da emissora e de seus integrantes.
- Eu da minha parte prefiro apenas curtir o momento engraçadíssimo que foi ler a mensagem de Piquet diretamente ao narrador (o que por sua vez foi jogar para a galera pois ao que se sabe Galvão nem faz parte do Twitter). Eu ri muito, confesso... não levemos a Fórmula-1, a Globo, Galvão Bueno e nem ao menos o Nelsinho Piquet tão a sério...

- A polêmica começou na noite de ontem. Nelsinho Piquet foi dado como demitido da Renault pelo narrador Galvão Bueno em seu programa no Sportv, o Bem Amigos, em um consternado tom de despedida (Veja o vídeo no Plog do Pezzollo). ele diz na matéria que Lucas di Grassi foi chamado para o lugar de terceiro piloto e que Romain Grosjean seria o terceiro piloto (na verdade quem diz não é Galvão e sim o comentarista Renato Maurício Prado).
- Depois de muito esperarmos eis que o piloto aperece no Twitter (onde posta assiduamente, mas estava ausente) disparando seguinte pérola: "Aí Galvão, vc está errado, meu bom! Te vejo na Hungria! E vamo torcer para q o carro esteja melhor lá! Valeu pelo apoio de todo mundo! Abcs!". Foi um momento épico no Twitter e que pessoalmente muito me divertiu.
- Mas o assunto a ser abordado é outro. Desde ontem, após afirmação de Galvão Bueno, eis que algumas pessoas se levantaram contra a afirmação do narrador simplesmente porquê a sua saída ainda não havia sido oficializada (como ainda não o foi e parece que não o será).
- E por que Galvão não pode fazê-lo sendo que tanta gente afirmou que Nelsinho não seria mais piloto da equipe após o Grande Prêmio da Alemanha? Não quero aqui criticar a postura de nenhum colega, mas os boatos se espalharam facilmente na imprensa brasileira e sempre foram dissuadidos veementemente, a Globo, na figura de seu narrador, não o fez.
- Após a afirmação de Galvão Bueno, queira ou não, muitos se prepararam para o pior e principalmente deixaram na "ponta da agulha" a informação para soltá-la quando fossem oficializado, cada um de sua forma é claro, cada um afirmando que um ponto diferente seria decisivo para que o louco Briatore assinasse a carta de demissão do piloto.
- Galvão errou? Sim, errou, como erraram tantos membros da imprensa especializada e eu me incluo entre eles. Como eu mesmo creio que tenho o direito de errar acho que Galvão também o tem e por isso não acho que eu deva agora criticar de forma tão dura o narrador oficial da Fórmula-1 no Brasil.
- Vale lembrar também que há um peso diferente. Eu errando aqui no "Mundo Veloz" ou na "F1 Mania" é uma coisa, ninguém vai falar mal, mas Galvão Bueno tem um peso maior pois ele carrega nas mãos um microfone muito forte... e está lá há muitos anos como principal membro da equipe.
- Não sou fã de Galvão Bueno, e muito menos acho que ele precise de algum tipo de defesa (sequer lerá estas palavras, creio eu), mas acredito que devamos pegar um pouco mais leve e analisar que em nossa profissão cometemos inúmeros erros, grandes e pequenos, sempre orando aos céus para que sejamos perdoados por tais atos. É oque acontece com ele.
- Galvão escreveu uma carta pedindo desculpas ao piloto e dizendo que ainda o quer fazer pessoalmente SE puder. Eu acho que muita gente agora poderia fazer o mesmo, mesmo que esperem até o final do ano se ele chegar até lá. Acho desnecessária essa jornada contra a Rede Globo levantada por parte da imprensa brasileira (do qual fazem parte alguns amigos que eu por sinal muito respeito). Nâo leva a nada, a Globo é sim uma gigante e temos de aceitar isso e respeitar para que, quem sabe, ela também nos respeite um pouco mais já que é isso que tanto cobram da emissora e de seus integrantes.
- Eu da minha parte prefiro apenas curtir o momento engraçadíssimo que foi ler a mensagem de Piquet diretamente ao narrador (o que por sua vez foi jogar para a galera pois ao que se sabe Galvão nem faz parte do Twitter). Eu ri muito, confesso... não levemos a Fórmula-1, a Globo, Galvão Bueno e nem ao menos o Nelsinho Piquet tão a sério...
7/13/2009
E o Barrichello, hein?
Em paz com torcida e mídia nas últimas 2 semanas depois de sua bem sucedida entrada no Twitter agora ele vive momento de polêmica...

- Sempre criticado, sempre cobrado, o brasileiro Rubens Barrichello conquistou confiança de torcida e um pouco do carinho da mídia especializada após sua entrada no Twitter. A promessa de que encararia dançar o "Moonwalk" (passo de dança clássico de Michael Jackson) caso subisse ao pódio no Grande Prêmio da Alemanha junto uma torcida imensa para que ele conseguisse e para que a categoria vivesse um raro momento de descontração.
- Pois bem... ele não conseguiu... teve problemas com pneus, no pit e depois ainda teve praticamente de ceder sua posição para que Button conquistasse ainda mais um ponto. O que se viu a seguir foi um festival de estranhas declarações:
- O problema estaria em Barrichello ou em Ross Brawn (seu mesmo chefe nos tempos de Maranello)? Fica difícil explicar essa relação entre os dois pois o dirigente depositou muita confiança no brasileiro que perdeu para Jenson na pista simplesmente porque o inglês foi mais rápido que ele e pronto.
- Agora, ao mesmo tempo, eu que sempre fui um crítico das declarações de Rubens entendo que não deva ser fácil mais uma vez se confrontar com a essa situação. Que fique aqui bem claro que Barrichello não foi deliberadamente prejudicado pela Brawn GP (que teve inúmeros problemas com pneus no final de semana) mas são coisas que acontecem (sempre ele).
- Depois ele foi sim orientado a ir para os boxes antes de Button para que, já que o brasileiro não iria mais para o pódio, ele pudesse ao menos conquistar um ponto a mais. Novamente Barrichello acabou sendo preterido pelo time, dessa vez deliberadamente mas de uma forma que não há como não compreender já que é Button que luta agora pelo título (e com Vettel cada vez mais perto).
- Resta saber porque ele sempre aparece na mídia vivendo esse tipo de situação constrangedora, mas sua irritação aos poucos acaba sendo fácil de se compreender. Ele é um obstinado pelo que faz, mas gostaria de ter um pouquinho mais de competência, sorte ou alguma coisa que talvez só ele saiba o que é.
- Sempre criticado, sempre cobrado, o brasileiro Rubens Barrichello conquistou confiança de torcida e um pouco do carinho da mídia especializada após sua entrada no Twitter. A promessa de que encararia dançar o "Moonwalk" (passo de dança clássico de Michael Jackson) caso subisse ao pódio no Grande Prêmio da Alemanha junto uma torcida imensa para que ele conseguisse e para que a categoria vivesse um raro momento de descontração.
- Pois bem... ele não conseguiu... teve problemas com pneus, no pit e depois ainda teve praticamente de ceder sua posição para que Button conquistasse ainda mais um ponto. O que se viu a seguir foi um festival de estranhas declarações:
- "Hoje foi um ótimo show da equipe de como perder uma corrida";
- "Estou bem chateado com o jeito que as coisas aconteceram. Eu fiz tudo que tinha que ser feito. Eu fui primeiro no primeiro trecho e eles me fizeram perder a corrida";
- "Se isso é realmente o que está acontecendo, nós vamos acabar perdendo ambos campeonatos. Eu sinto muito por mim e pela equipe";
- "Para ser bem honesto, eu queria poder entrar no avião e ir para a casa. Eu não quero falar com ninguém da equipe. Vai ser o mesmo blá blá blá e eu não quero ouvir isso".
- “Foi uma frustração do piloto”;
- “Quando você sai de um carro pensando que pode deveria ter vencido uma corrida, você não se dá conta de todos os fatos, isto pode acontecer";
- “Esta é a paixão que alguns pilotos têm”;
- “Uma vez que ele se acalme... sente e olhe para todos os números, ele perceberá que éramos muito lentos. Não havia capacidade de vencermos a corrida”.
- “No final do dia, eu posso sair no final do ano se quiser, mas agora eu quero correr”;
- O problema estaria em Barrichello ou em Ross Brawn (seu mesmo chefe nos tempos de Maranello)? Fica difícil explicar essa relação entre os dois pois o dirigente depositou muita confiança no brasileiro que perdeu para Jenson na pista simplesmente porque o inglês foi mais rápido que ele e pronto.
- Agora, ao mesmo tempo, eu que sempre fui um crítico das declarações de Rubens entendo que não deva ser fácil mais uma vez se confrontar com a essa situação. Que fique aqui bem claro que Barrichello não foi deliberadamente prejudicado pela Brawn GP (que teve inúmeros problemas com pneus no final de semana) mas são coisas que acontecem (sempre ele).
- Depois ele foi sim orientado a ir para os boxes antes de Button para que, já que o brasileiro não iria mais para o pódio, ele pudesse ao menos conquistar um ponto a mais. Novamente Barrichello acabou sendo preterido pelo time, dessa vez deliberadamente mas de uma forma que não há como não compreender já que é Button que luta agora pelo título (e com Vettel cada vez mais perto).
- Resta saber porque ele sempre aparece na mídia vivendo esse tipo de situação constrangedora, mas sua irritação aos poucos acaba sendo fácil de se compreender. Ele é um obstinado pelo que faz, mas gostaria de ter um pouquinho mais de competência, sorte ou alguma coisa que talvez só ele saiba o que é.
7/12/2009
Webber é o personagem do dia
Webber dispara ritmo alucinante e vence de forma brilhante na Alemanha...

- A estratégia definiu o Grande Prêmio da Alemanha? Talvez... mas o certo é que Mark Webber foi o grande nome do dia depois de um ritmo de prova alucinante, quando descontou uma punição sofrida após excesso de vontade na largada e toque em Barrichello, e partiu para sua primeira vitória da carreira.
- Apesar do excelente ritmo não se pode dizer que foi uma vitória tranquila. Barrichello largou bem e assumiu a liderança da prova. Webber tinha mais carro mas teria de escoltar Rubens Barrichello, sua sorte é que Kovalainen também largou muito bem, fazendo uso do KERS, mas depois não tinha ritmo para acompanhá-lo e segurou todo o restante do pelotão. Isso permitiu que o australiano e o brasileiro seguissem tranquilos na frente e, quando Webber pagou a punição, não perdesse tantas posições. Barrichello também tinha ótima vantagem com isso.
- Quando a metade da prova se aproximava Barrichello perdia rendimento, bem como seu companheiro de equipe, tudo isso próximo da hora de parar. Webber já estava em segundo lugar, em ótima recuperação, e tinha tudo para conquistar a posição quando o brasileiro resolveu fazer sua primeira parada. Um problema com a magueira fez com que uma parada que era para ser de 6 segundos se transformasse em 11.4, ou seja, suas chances de brigar pelo pódio estavam se esvaindo. Rubens está neste momento completamente irritado e diz que não quer ouvir o mesmo "blá, blá, blá" da equipe que, segundo ele hoje deu "show de como perder uma corrida".
- Aqui cabe uma reflexão. A equipe o prejudicou? Sim, mas não deliberadamente com o intuito de proteger Button (assunto no qual Rubens está sempre envolvido). Problemas de pneu podem até ser transferidos para a conta do time e principalmente o problema com a mangueira de combustível, que o atrasou completamente. Não creio que algo tenha sido feito em prol de Jenson pois 3 carros estavam entre eles e o prejuízo para a equipe por seus erros hoje foi muito grande.
- Quem pôde comemorar com isso foi não só Webber como também Felipe Massa. As trapalhadas da Brawn GP permitiram que o brasileiro ocupasse um lugar no pódio pela primeira vez desde o Grande Prêmio do Brasil do ano passado, quando perdeu o título em casa para Hamilton. Foi também a primeira vez desde aquela corrida que ele liderou uma prova, a frente de Barrichello que, em seu encalço, acavou também perdendo um tempo que faria diferença para ele no final.
- A Ferrari com isso vai voltando (bem aos poucos, é verdade) à disputa pelas primeiras posições. De qualquer forma, em um momento onde Fernando Alonso é tido como nome praticamente certo na equipe para o ano que vem, vai ficando fácil um pouco fácil descobrir quem seria o escolhido para ser companheiro do espanhol bicampeão do mundo.
- Completando o assunto sobre o vencedor. Enquanto tudo isso acontecia o australiano abria mais uma vez 15 segundos de diferença para seu companheiro de equipe Sebatian Vettel (descontados pelo fato de Mark ter administrado um pouco a prova no final). A comemoração então foi um show a parte com gritos e choro emocionados de um piloto que conquistara sua primeira vitória após 129 GP´s disputados, a maior série da história (o recorde anterior era justamente de Barrichello com 124 provas).
- Destaque para a prova de Adrian Sutil, que largou em sétimo com um dos carros mais pesados do grid, chegou a andar em segundo e pontuaria com certeza se não fosse mais um encontro desastrado com Raikkonen na pista. Em sua saída dos boxes ele tocou o finlandês, quebrou o bico e com mais uma parada ficou sem chances de pontuar. Vale lembrar que o maior momento da carreira de Sutil até então havia acontecido em Mônaco no ano passado quando chegaria em quarto lugar mas o finlandês estragou a corrida dele após rodar e bater na saída do túnel, os dois abandonaram. Para Adrian o melhor mesmo seria que Raikkonen fosse disputar provas de Rali.
- Ele evita falar em disputa pelo título mas já é o terceiro colocado no campeonato, 1 ponto e meio atrás de seu companheiro Sebastian Vettel. Webber tem 45,5, Vettel 47 e Barrichello caiu para quarto com 44.
- A Red Bull tem mais carro no momento (em especial em corridas onde o clima é frio), cuida melhor dos pneus e quando precisa de um ajuste fino em seu carro ainda tem o mago Adrian Newey à disposição. A posição deles no campeonato é melhor, mas Button ainda é líder disparado. Barrichello fica fora da briga pois agora a disputa aperta e o favorito é Button, seria um erro de estratégia da equipe de Ross Brawn deixar os dois pilotos competirem em condições iguais, exceto em casos onde pilotos de outras equipes estejam entre eles.
- A estratégia definiu o Grande Prêmio da Alemanha? Talvez... mas o certo é que Mark Webber foi o grande nome do dia depois de um ritmo de prova alucinante, quando descontou uma punição sofrida após excesso de vontade na largada e toque em Barrichello, e partiu para sua primeira vitória da carreira.
- Apesar do excelente ritmo não se pode dizer que foi uma vitória tranquila. Barrichello largou bem e assumiu a liderança da prova. Webber tinha mais carro mas teria de escoltar Rubens Barrichello, sua sorte é que Kovalainen também largou muito bem, fazendo uso do KERS, mas depois não tinha ritmo para acompanhá-lo e segurou todo o restante do pelotão. Isso permitiu que o australiano e o brasileiro seguissem tranquilos na frente e, quando Webber pagou a punição, não perdesse tantas posições. Barrichello também tinha ótima vantagem com isso.
- Quando a metade da prova se aproximava Barrichello perdia rendimento, bem como seu companheiro de equipe, tudo isso próximo da hora de parar. Webber já estava em segundo lugar, em ótima recuperação, e tinha tudo para conquistar a posição quando o brasileiro resolveu fazer sua primeira parada. Um problema com a magueira fez com que uma parada que era para ser de 6 segundos se transformasse em 11.4, ou seja, suas chances de brigar pelo pódio estavam se esvaindo. Rubens está neste momento completamente irritado e diz que não quer ouvir o mesmo "blá, blá, blá" da equipe que, segundo ele hoje deu "show de como perder uma corrida".
- Aqui cabe uma reflexão. A equipe o prejudicou? Sim, mas não deliberadamente com o intuito de proteger Button (assunto no qual Rubens está sempre envolvido). Problemas de pneu podem até ser transferidos para a conta do time e principalmente o problema com a mangueira de combustível, que o atrasou completamente. Não creio que algo tenha sido feito em prol de Jenson pois 3 carros estavam entre eles e o prejuízo para a equipe por seus erros hoje foi muito grande.
- Quem pôde comemorar com isso foi não só Webber como também Felipe Massa. As trapalhadas da Brawn GP permitiram que o brasileiro ocupasse um lugar no pódio pela primeira vez desde o Grande Prêmio do Brasil do ano passado, quando perdeu o título em casa para Hamilton. Foi também a primeira vez desde aquela corrida que ele liderou uma prova, a frente de Barrichello que, em seu encalço, acavou também perdendo um tempo que faria diferença para ele no final.
- A Ferrari com isso vai voltando (bem aos poucos, é verdade) à disputa pelas primeiras posições. De qualquer forma, em um momento onde Fernando Alonso é tido como nome praticamente certo na equipe para o ano que vem, vai ficando fácil um pouco fácil descobrir quem seria o escolhido para ser companheiro do espanhol bicampeão do mundo.
- Completando o assunto sobre o vencedor. Enquanto tudo isso acontecia o australiano abria mais uma vez 15 segundos de diferença para seu companheiro de equipe Sebatian Vettel (descontados pelo fato de Mark ter administrado um pouco a prova no final). A comemoração então foi um show a parte com gritos e choro emocionados de um piloto que conquistara sua primeira vitória após 129 GP´s disputados, a maior série da história (o recorde anterior era justamente de Barrichello com 124 provas).
- Destaque para a prova de Adrian Sutil, que largou em sétimo com um dos carros mais pesados do grid, chegou a andar em segundo e pontuaria com certeza se não fosse mais um encontro desastrado com Raikkonen na pista. Em sua saída dos boxes ele tocou o finlandês, quebrou o bico e com mais uma parada ficou sem chances de pontuar. Vale lembrar que o maior momento da carreira de Sutil até então havia acontecido em Mônaco no ano passado quando chegaria em quarto lugar mas o finlandês estragou a corrida dele após rodar e bater na saída do túnel, os dois abandonaram. Para Adrian o melhor mesmo seria que Raikkonen fosse disputar provas de Rali.
- Ele evita falar em disputa pelo título mas já é o terceiro colocado no campeonato, 1 ponto e meio atrás de seu companheiro Sebastian Vettel. Webber tem 45,5, Vettel 47 e Barrichello caiu para quarto com 44.
- A Red Bull tem mais carro no momento (em especial em corridas onde o clima é frio), cuida melhor dos pneus e quando precisa de um ajuste fino em seu carro ainda tem o mago Adrian Newey à disposição. A posição deles no campeonato é melhor, mas Button ainda é líder disparado. Barrichello fica fora da briga pois agora a disputa aperta e o favorito é Button, seria um erro de estratégia da equipe de Ross Brawn deixar os dois pilotos competirem em condições iguais, exceto em casos onde pilotos de outras equipes estejam entre eles.
7/06/2009
Não parece, mas é o mesmo carro
Ontem em frente ao pódio como vitorioso em Interlagos... hoje reduzido a nada após um banho de fogo...

- Ontem Marcos Gomes conquistou a quinta etapa da Copa Nextel Stock Car em Interlagos depois de encontrar um bom acerto para seu carro mais uma vez na pista paulista. A foto acima com o piloto em cima do bólido, comemoração tradicional na categoria foi a última deste modelo. Infelizmente um acidente com a carreta que transportava os carros e todo o equipamento que o time utilizou nessa prova foi destruído em meio às chamces provacadas pelo acidente.
- A foto seguinte, de Duda Bairros, já mostra os dois carros do time. Não se sabe se o de Marquinhos era o da frente ou o de trás pois ambos estão irreconhecíveis, só se vê a ferragem, o resto derretu.

- É triste ver as cenas de uma equipe que, inclusive, brigava contra o baixo orçamento para permanecer disputando a temporada e fechou sua participação muito em cima da hora para a primeira etapa. O revezamento de pilotos entre Pedro Gomes, Tarso Marques e Fábio Carreira já indicava a crise pelo qual a Action Power passava.
- O prejuízo material foi muito grande. A equipe não disputará a próxima prova em Salvador e tentará encontrar uma solução para que Marcos Gomes dispute com o carro de outro time, provavelmente levando o patrocínio da Dolly com ele, é uma forma de mostrar a marca de quem investe na equipe e manter o piloto vivo na briga pelo playoff.
- Não tenho certeza de como funciona a questão do seguro para esses casos. Recordo-me de Carlos Col, quando perguntado no lançamento do novo modelo sobre um acidente que ocasionasse perda total do bólido, dizer que haviam carros extras disponíveis. Mas e quanto à este tipo de sinistro, como funcionaria a questão?
- Vale lembrar ainda que estes carros provavelmente não chegaram a 1/4 das parcelas que deveriam ser pagas pelos times. Dura e triste situação de uma equipe tradicionalíssima do esporte a motor no Brasil.
- Mais fotos aqui: http://www.f1mania.net/noticias/vernoticia.php?39677.

- Ontem Marcos Gomes conquistou a quinta etapa da Copa Nextel Stock Car em Interlagos depois de encontrar um bom acerto para seu carro mais uma vez na pista paulista. A foto acima com o piloto em cima do bólido, comemoração tradicional na categoria foi a última deste modelo. Infelizmente um acidente com a carreta que transportava os carros e todo o equipamento que o time utilizou nessa prova foi destruído em meio às chamces provacadas pelo acidente.
- A foto seguinte, de Duda Bairros, já mostra os dois carros do time. Não se sabe se o de Marquinhos era o da frente ou o de trás pois ambos estão irreconhecíveis, só se vê a ferragem, o resto derretu.

- É triste ver as cenas de uma equipe que, inclusive, brigava contra o baixo orçamento para permanecer disputando a temporada e fechou sua participação muito em cima da hora para a primeira etapa. O revezamento de pilotos entre Pedro Gomes, Tarso Marques e Fábio Carreira já indicava a crise pelo qual a Action Power passava.
- O prejuízo material foi muito grande. A equipe não disputará a próxima prova em Salvador e tentará encontrar uma solução para que Marcos Gomes dispute com o carro de outro time, provavelmente levando o patrocínio da Dolly com ele, é uma forma de mostrar a marca de quem investe na equipe e manter o piloto vivo na briga pelo playoff.
- Não tenho certeza de como funciona a questão do seguro para esses casos. Recordo-me de Carlos Col, quando perguntado no lançamento do novo modelo sobre um acidente que ocasionasse perda total do bólido, dizer que haviam carros extras disponíveis. Mas e quanto à este tipo de sinistro, como funcionaria a questão?
- Vale lembrar ainda que estes carros provavelmente não chegaram a 1/4 das parcelas que deveriam ser pagas pelos times. Dura e triste situação de uma equipe tradicionalíssima do esporte a motor no Brasil.
- Mais fotos aqui: http://www.f1mania.net/noticias/vernoticia.php?39677.
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