- É, hoje é o dia em que o mundo para. Não, não estou falando de empresas, seus trabalhadores, das necessidades do mundo e etc, etc, e tal. Falo de nós, amantes do automobilismo. Sempre a cada dia 1º de maio a gente para, reflete, tenta se lembrar do que aconteceu, imaginar como seria se "ele" não tivesse partido. Ele é Ayrton.
- Alguns exercícios são inevitáveis. Quais seriam as chances dele não correr e evitar tudo o que aconteceu? Será que o destino existe mesmo e isso tinha de acontecer? Ele seria suspenso se não corresse? Ele sabia que morreria?
- A comunidade blogueira, os editores de diversos sites, os produtores de TV, todo mundo pensa nisso a cada dia 1º de maio. Tenho um tio que aniversaria nesta data que antes era conhecida como o "Dia do Trabalho" e que agora é conhecida com o dia do aniversário da partida dele. Pelo menos para mim. Meu tio há de me desculpar, mas sempre me lembro primeiro desse fato.
- E era na casa deste tio que eu estava há exatos 15 (puxa, quanto tempo, estou mesmo ficando velho). Eu, meu primo e minha avó (que também já se foram). Meu tio não estava, ele trabalha domingo de manhã na mesma profissão que hoje escolhi pra mim, o rádio.
- Como a maioria das pessoas com quem eu conversei até hoje eu não acreditava que aquele forte acidente causaria a morte do tricampeão. Pensei nos pontos que ele perderia no campeonato e no quão difícil seria uma recuperação. Talvez porque no dia anterior eu não tenha assistido o treino de classificação e não tenha visto o acidente que vitimou Roland Ratzenberger. Mesmo no domingo eu não tinha visto o acidente ainda pois coincidentemente quando houve a reprise eu não estava perto da TV.
- E ao comentar o acidente com o austríaco, ainda no sábado, ouvi de minha irmã em frente à pequena TV do quarto: "Já pensou se acontece isso com um Ayrton Senna?". Não, eu juro que não estou inventando, ela disse, não esqueço.
- Ouvindo pelo rádio também não há como esquecer da voz italiana e misteriosa de Cláudio Carsughi pela rádio Jovem Pan exclamando que "Senna é morto", algo que parecia estranho mesmo diante da inegável experiência do comentarista.
- Não da pra medir como minha vida mudou nesses 15 anos, não por isso e sim por diversos outros motivos, afinal 15 anos não são 15 dias. Passei por vários empregos, ingressei em uma profissão, conheci músicas, tive minhas bandas de rock, me integrei à várias redes de amigos, vi projetos, vi presidentes entrarem e saírem, prefeitos, tenho uma noiva. É muita coisa. Tudo isso regado à Fórmula-1 nos finais de semana pois eu não consegui parar de seguir aquela paixão.
- Na Fórmula-1 eu acompanhei depois disso toda a era Schumacher. Vi sacanearem Rubens Barrichello (não a equipe e sim a própria imprensa brasileira), vi nascer Alonso, o azar de Raikkonen e sua incrível sorte no GP do Brasil de 2007, vi nascer Massa, a decisão de título mais espetacular de todos os tempos, uma corrida com 6 carros, brigas e mais brigas, mudanças e mais mudanças nos regulamentos, comentei Fórmula-1 em rádio, enfim...
- E mesmo assim, após passar 15 anos, é impossível não parar nesse dia 1º de maio para lembrar o que aconteceu, para comparar como seria o brasileiro correndo hoje, o que ele estaria fazendo nos dias atuais e até ouvir a eterna disputa entre quem era melhor, Senna ou Schumacher?
- 15 anos é uma marca especial. Nós, seres humanos, damos valor a alguns números. 10 anos, 15, 20, 25 e por aí vai. A passagem dos anos, como diria Drummond, é ideal para que nós possamos renovar as nossas energias, valores e afins.
- E é assim que funciona. Cada passagem de ano nos ajuda a aceitar melhor o rumo que as coisas devem tomar até que a próxima geração, aquela que conhece Senna através dos túneis, estradas e avenidas que levam seu nome, possa apenas respeitá-lo como um grande nome do passado e deixá-lo, enfim, descansar em paz.
- Recomendo o excelente texto escrito pelo Rianov Albinov, que me fez relembrar em detalhes aquele final de semana. Clique aqui.
Estamos vivendo a terceira geração depois "dele"...
- Hoje coloquei no ar a coluna "Fórmula-1 3G? Estamos ficando velhos?". O título meio maluco remete à terceira geração que estamos vivendo contando aquela que me despertou para o mundo da Fórmula-1 e que enterrou o desejo de acordar cedo para assistir corridas em tanta gente.
- Leia os detalhes na coluna, mas entenda abaixo um pouco do que quero dizer após a divisão que em fiz e seus mais conhecidos nomes. Quer ajudar a completar a lista? Fique a vontade e conte comigo para preencher os nomes.
- A histórica foto representa o que foi a primeira das gerações que eu acompanhei com atenção e força.
Button vence e Trulli, o melhor da equipe japonesa, chega apenas em terceiro...
- Confesso que eu estava cercado de boas expectativas. Na Fórmula-1, ocasiões e momentos conquistam mais minha torcida do que pilotos ou equipes. Pois hoje eu torcia particularmente pela equipe que, quando estreou na Fórmula-1, conquistou de cara minha simpatia, perdida anos depois pela ausência de resultados mesmo como exagero de investimentos.
- Pois coo 2009 começou diferente, não poderia haver condição melhor para que a equipe vencesse uma corrida, o que ainda se faz possível. Hoje porém, era a melhor oportunidade para que o resultado fosse conquistado. A Toyota tinha seus dois pilotos na primeira fila.
- Glock conquistou posição de Trulli na largada. Melhor ainda, diriam alguns, afinal o alemão aparenta ser mais consistente que o italiano. Os dois seguiam dominando a prova até que Timo fez sua parada na volta 11, relativamente cedo mas é normal. Trulli fez sua parada na volta seguinte.
- Enquando o piloto que liderava demorou 9,8 segundos para realizar o trabalho, Trulli levou 8,9, quase um segundo mais rápido. O taliano não só tomou a posição de volta como também colocou Raikkonen e Alonso entre eles.
- A equipe errou nas palavras de Trulli: "Foi um erro colocar pneus duros naquele momento, vamos sentar com os engenheiros e conversar". De fato ele passou a ser o segundo colocado enquanto o iluminado Button já era o líder. Mas apesar do bom carro que Jarno tinha, ele teve de se contentar em segurar Vettel e Hamilton enquanto o primeiro piloto da Brawn GP disparava na frente rumo à vitória sonhada pela Toyota.
- Parece ter sido mesmo um erro de estratégia com Trulli e algum outro problema de perda de rendimento com Glock que impediu a conquista. Estratégia pe algo que se corrige tranquilamente, a Toyota vai conseguir. E em 2009.
E mais...
- A Ferrari, que se apoiava na possibilidade de conquistar pontos para não obter a marca d epior início de temporada de sua história os conseguiu. Mas mesmo assim este ela conseguiu a marca. Anteriormente o pior início de ano havia sido 1980 e 1981 onde também não pontuara nas 3 primeiras provas mas conquistara um 5º lugar na quarta etapa. Hoje Raikkonen foi o 6º;
- E a Brawn GP acende o sinal amarelo. Talvez o mesmo amarelo que ela usava fortemente na lateral de seus carros. Não domina mais a categoria como nas primeiras provas. O que o gênio Ross Brawn pode fazer desta vez? Prometer alterações para o GP da Espanha ele promete, mas o que será que vem por aí?
- Nelsinho Piquet teria se redimido dos erros cometidos ontem e também do mau início de temporada? Seu ritmo na corrida hoje foi bom e ele ficou apenas 2 posições atrás de Alonso. No caso dele é lucro;
- Foi o primeiro GP normal da temporada. E vimos que há ultrapassagens (muitas motivadas pela briga dos que tem KERS contra os que não tem) no início de depois tudo fica normal. O box continua sendo a grande opção, até mesmo porque ninguém quer arriscar.
- Nunca a chance foi tão grande. Não que a Toyota nunca tenha largado na pole position, mas nunca a chance de conquistar a primeira vitória (que asseguraria de vez a permanência do time na categoria) foi tão iminente. Trulli em primeiro e Glock em segundo com um detalhe muito mais importante que tudo isso: O carro é bom.
- Foi o que se prometeu no início do ano, que o carro era bom. E mais que isso, a equipe japonesa chegou a cogitar sim segiur os passos de sua concorrente Honda a abanonar a categoria, mas ao contrário do que pensaram os desistentes, ao ver que tinham um bom projeto em mãos decidiram continuar. A promessa ao que tudo indica é que deixem a categoria no final do ano caso a primeira vitória não se faça acontecer.
- Não é fácil para a equipe de maior orçamento da Fórmula-1 nunca ter vencido e pior, ver um time que chegou outro dia na categoria sob o espólio da Honda já ter conquistado duas vitórias. Agora chegou a vez da Toyota que semana passda viu outra equipe mais nova vencer, a Red Bull com Vettel.
- Uma dobradinha no grid nunca havia acontecido, ou seja, caso Trulli tenha problemas Glock está lá para garantir a proteção. Vettel que vem em terceiro é o grande perigo. Dos pilotos de frente ele é o mais pesado e mesmo assim por pouco não conseguiu vaga na primeira fila. Sua parada nos boxes será tardia e a estratégia se fará valer. De qualquer forma, nenhum dos dois times usa o KERS e, apesar de não ter o difusor traseiro duplo, a Red Bull tem um carro equilibrado a ponto de se poder dizer que é possível andar no mesmo ritmo. Trulli e Glock mais leves devem desgarrar no início e largar com pneus macios para a janela menor.
- Quem não apresenta mais o mesmo ritmo (algo assim já aconteceu na Malásia) é a Brawn GP. Será que a fraqueza de um time iniciante se faz presente agora que o fator surpresa não afeta mais os outros times? Button e Barrichello largam em 4º e 6º lugares respectivamente, intercalados por Lewis Hamilton da McLaren, em iminente recuperação, pelo menos melhor que a Ferrari os ingleses estão.
- A Ferrari também encontra inúmeras dificuldades. Massa larga mais uma vez a frente de Raikkonen mas essa briga interna não diz muito já que os dois pesadões (largam com bastante gasolina) partem em 8º e 10º lugares. Entre eles o alemão Nico Rosberg que tem ido bem mesmo somente nas sextas feiras.
- Na Renault Nelsinho Piquet precisa depositar todas as suas fichas em um bom desempenho na prova de amanhã pois enquanto Alonso é o 7º colocado o brasileiro errou em sua tentativa de partir para o Q3 e parte apenas em 15º. Grosjean e Di Grassi estão de olho na vaga.
- O palpite do "Mundo Veloz" desde a semana passada é de vitória da Toyota, não importa o piloto, vai dar Japão amanhã na Fórmula-1. Para a alegria deste que aqui escreve e tanto criticou a equipe por gastar, gastar e nunca capitalizar. Chegou a vez.
- O sagaz Victor Berto foi atrás de matar sua curiosidade sobre as logomarcas da Volkswagen comumente expostas em boxes da Toro Rosso. Segundo o apurado por ele há mesmo um acordo entre as partes que envolve cessão de veículos para funcionários e pilotos. Nada a ver com motores que, diga-se de passagem, são da Ferrari.
- Os envolvidos na transação não admitem nenhuma negociação para que Toro Rosso use qualquer tipo de equipamento da montadora em seus trabalhos na Fórmula-1.
- De qualquer forma sabemos que no mundo dos negócios as coisas começam assim, com uma simples e pequena parceria. Quando algo grande estiver para acontecer os velhos amigos serão lembrados.
- Não nos esqueçamos de duas coisas: A Toro Rosso é uma equipe oficialmente colocada a venda por sua proprietária, a Red Bull, que a comprou do antigo sócio Gherard Berger. Segundo, a Volkswagem vira e mexe está envolvida em rumores que falam sobre sua entrada na Fórmula-1. Nada mais natural...
- Tá tudo bem, tem a crise no meio disso tudo, mas aí já são outros 500...
- Não se esqueça de entrar no site oficial da categoria e ver que a montadora está na lista de patrocinadores oficiais ao lado de Bridgestone, Puma, Advanti e USAG.
Durante quase toda sua carreira o brasileiro teve de conviver com essa palavra... pressão!!!
- Barrichello começou na Fórmula-1 em 1993, está indo para sua 17ª temporada e hoje é o piloto com o maior número de largadas da história. Durante algum tempo foi tido com o mais promissor piloto da Fórmula-1, tempos depois foi motivo de piada, mas sempre sofreu com a pressão.
- Em 1994 Ayrton Senna faleceu em Tamburello, Barrichello acabou chamando para si a responsabilidade de substituir o tricampeão amado pelos brasileiros e isso o atrapalhou em seu início de carreira, com carros ruins e ausência de resultados sempre cobrados que colocaram o Brasil em um jejum de quase 7 anos sem vitória na categoria onde tem mais títulos (por países, Reino Unido é uma federação).
- Depois que alguns convites para grandes equipes surgiram e não se concretizaram, Rubens chegou na Ferrari em 2000. Lá ele encontrou a grande pedra no sapato de toda sua vida, o alemão Michael Schumacher, que enquanto esteve ao lado do brasileiro conquistou nada mais, nada menos, que 5 títulos de pilotos enquanto Barrichello teve de se contentar com 13 míseras vitórias. Não foi um período fácil e até hoje ele vive o estígma do vice.
- Passado esse período ele assinou com a Honda, um projeto promissor onde ele pôde enfim prometer que seria campeão do mundo pois não tinha a sombra de Michael Schumacher para anular os seus feitos. Nada deu certo pois o carro nunca correspondeu as expectativas e mais uma vez ele conviveu com a pressão de não poder cumprir uma promessa que havia feito.
- - Ainda no final desse período, Rubens viu dois outros brasileiros praticamente tomarem seu lugar na Honda. Bruno Senna e Lucas di Grassi agradaram em seus testes e Senna quase assinou contrato. Quando Barrichello conseguiu virar o jogo eis que sua equipe anunciou a retirada da Fórmula-1 e ele mais uma vez se viu a pé após o fim da temporada sem sequer disputar uma digna prova de despedida.
- Até que tudo mudou. O destino mais uma vez sorriu para Barrichello quando Ross Brawn conseguiu recuperar o espólio do time e o chamou como uma espécie de homem de confiança pra guiar um carro que surpreendentemente apresentou desempenho espetacular e venceu as duas primeiras etapas da temporada... mas com seu companheiro de equipe Jenson Button.
- Rubens Barrichello, como nos tempos em que correu com Schumacher, foi o segundo na primeira prova e quinto na segunda. Na terceira não passou da quarta posição. Ainda como nos tempos de Ferrari é o segundo colocado de um campeonato que está só no início e vai ver muita água passar por debaixo da ponte (espero que não tão cedo nas pistas).
Segunda dobradinha da temporada encerra a fase difícil para as equipes...
- Nos últimos anos foi assim. Quem começou mal o campeonato assim permaneceu até o início da fase européia. E no próximo final de semana acontece a quarta etapa do mundial, o Grande Prêmio do Bahrein, última etapa dessa "primeira fase" do campeonato. Depois vem o Grande Prêmio da Espanha e é aí que tudo muda de figura.
- Claro que não é bom disputar posições no pelotão intermediário para algumas equipes que não esperam nada diferente da vitória, mas esse início de ano muitas vezes é justificado pela distância que as equipes estão de suas sedes.
- Tomemos o exemplo da Ferrari: Enquanto disputa provas na Austrália, Malásia, China e Bahrein, a comunicação com sua sede em Maranello, na Itália, é muito difícil. Atualização do carro então é mais ainda.
- Tá, tudo bem, as equipes não poderão testar em pista durante a temporada, mas mesmo para os estudos que são feitos em pranchetas ou então no computador, tudo de vento, etc; É muito mais fácil mexer em um carro e corrigir problemas estando mais próximos de sua sede.
- Portanto teremos mais um final de semana sem grandes surpresas (ou COM grandes surpresas, a julgar por 2008). Brawn, Red Bull e Toyota (principalmente) devem andar muito bem. A equipe japonesa testou nessa pista na pré-temporada e seu desempenho pode chamar atenção mais uma vez. Trulli ou Glock devem voltar ao pódio.
- Aí depois sim, com a volta à Europa, equipes como McLaren, Ferrari e Renault devem levar a coisa mais a sério.
- A Ferrari precisa melhorar o rendimento ou começar a se concentrar no carro de 2010 para que aí não dê chance a mais ninguém.
- A McLaren até agora não deu indícios de que poderia fazer isso. Parece disposta a melhorar o atual carro até mesmo porque seus problemas não parecem tão sérios quanto os do início do ano.
- E a Renault, ou melhor, Flávio Briatore quer a cabeça de Nelsinho Piquet e seu contrato de performance prevê a possibilidade de demissão a partir de Barcelona. Por que Europa? Porque é lá que tudo começa.
Mas que título batido escolhi para este post... por mais que ele seja verdadeiro...
- Desde o ano passado a "F1 Mania" tem parceria com o site "F1 Technical", que aborda em detalhes a parte técnica dos carros de Fórmula-1. A tradução para o português pode ser conferida no site.
- Este semana três detalhes chamam bastante atenção da equipe. As novas asas dianteiras de Renault e McLaren e a administração do fluxo de ar na dianteira da Toyota. Confira:
- Chama atenção que duas das equipes (McLaren e Renault) vivem situação de desespero. Ganharam títulos nos últimos anos e não conseguem andar sob a adoção das novas regras para 2009. A Toyota por sua vez fez um bom carro mas não contava com a atuação da Brawn GP e por isso inova ainda mais na perseguição da prometida primeira vitória.
- A McLaren melhorou sim um pouco, mas talvez seja a adoção do difusor genérico instalado nos carros pois Kovalainen não quis usar o novo bico.
- A Renault colocou Fernando Alonso em segundo lugar no grid, embora ajudado pela pouca gasolina em seu tanque. Não da pra comparar Alonso com Nelsinho (que não usa o item) pois o espanhol vence constantemente o brasileiro que tem sérias dificuldades com treinos de classificação.
- Já Toyota segundo Jarno Trulli foi acometida por uma estranha "ausência de aderência" na classificação de ontem, mas não da pra dizer se foi a introdução do novo sistema de fluxo de ar.
Nas mãos dele, não poderia ser diferente, vai Vettel...
- Eu já sentia o cheiro de que algo assim poderia acontecer desde o Grande Prêmio da China. Uma fera precoce ao volante de um carro que nasceu bem não tem como não dar resultado. Ao final do Grande Prêmio da Austrália eu dizia que o desempenho que mais haia me surpreendido não era o da Brawn, que apontou o domínio já nos testes, e sim o da Red Bull, que hoje conquistou nas mãos do jovem alemão suas primeira pole position.
- Vettel venceria aquela prova se não fosse a presença incômoda da Kubica, e mesmo que chegasse em terceiro lugar sua corrida foi espetacular. Oras, mas vão dizer que desta vez os dois carros das latinhas voadoras estão com pouca gasolina. Sim, a tática é essa mesmo, se o pneu mole dura pouco então é melhor que se faça uma janela curta, com pouca gasolina o que, se quebra, ainda pode render uma pole position. Que assim seja. Viva Vettel, o meu piloto preferido entre aoquelas da nova geração.
- Ontem mesmo no Twitter eu dizia que a Fórmula-1 é sempre o "Mais do mesmo" até com alteração de forças e que a Brawn seguia passeando. Não foi o que aconteceu. A foto acima representa uma mudança de forças não só bonita como também dramática, afinal equipes como McLarem e Ferrari não mereciam viver situação tão dramática assim, dada a importância de cada uma e também os seus feitos recentes. Mas fazer o que? A Fórmula-1 agora resolveu premiar apenas os competentes...
- E fica a poergunta. Se Mark Webber ia bem no treino e mal no corrida e agora foi superado por Vettel na classificação, o que será dele durante a prova desta madrugada?
Mundo Veloz chegou lá... é estranho, mas é legal...
- Após o evento do "Maiors Barbeiro do Brasil", organizado pela Mapfre na última quarta feira (sim, eu ganhei a corrida de Kart, mas os prêmios eram para os últimos colocados... os barbeiros) eu fui convencido pelos colegas a invadir o mundo do twitter, deixando meus preconceitos de lado.
- A primeira impressão foi ótima devido ao poder da ferramenta como instrumento de relacionamento. Mas outra coisa descobri esta noite, acompanhar os treinos da Fórmula-1. São excelentes os comentários durante a realização das sessões. Opiniões, informações e até debates. Tô gostando disso.
- Prometo comentários um pouco mais profundos sobre os resultados desta madrugada, mas enquanto isso acompanhe: www.twitter.com/mvgarcia. MV, sim, é "Mundo Veloz".
O que foi "projetado e testado" no período de um ano, agora é modificado em 14 dias...
- Durante todo o ano de 2008 muito se falou sobre o novo carro. O projeto, que data de tempo maior ainda que um ano, foi feito durante toda a temporada e início de 2009 incluindo testes. A categoria chegou em Interlagos com inúmeros problemas. E agora conseguem modificar tudo em duas semanas com um novo sistema de fixação do capô e novo escapamento, que inclusive gera mais potência para os carros.
- Não dava para ter feito antes? Que raio de testes a categoria realizou antes de chegar à São Paulo?
Sai o Troféu F1 Mania... e aqui as minhas justificativas...
- Com as notas recém-publicadas no Troféu F1 Mania, Jenson Button dispara na liderança do Ranking com 19,85 pontos contra 16,5 do vice Glock. As notas são atribuidas Victor Berto, Rodrigo Steigmann, Giovani Romão e este que aqui escreve. Apenas Romão não deu nota 10 para Button na Malásia.
- Entre as equipes a Brawm, claro, lidera com 17,75 pontos contra 15 da surpreendente Red Bull que prova mesmo que há uma inversão de valores nesse início de mundial.
- Abaixo as justificativas para as minhas notas. Concorde, discorde, critique, elogie.
PILOTOS
Button: Não há mais palavras para expressar o feito de um piloto que saiu da quase aposentadoria e que já vinha sendo ignorado pela imprensa de seu país para a conquista das duas primeiras etapas do ano. Ambas com pole e vitória. Nota: 10
Heidfeld: Ousou na pista ao partir com tanque cheio para a prova já que a chuva era dada como certa. Quando preciso andou entre os líderes e o resultado foi a segunda colocação conquistada com segurança e experiência. Nota: 8,5
Glock: Em corridas caóticas como esta alguém sempre será comentado por ter feito algo além dos outros. O nome da corrida desta vez foi Timo Glock que, com pneus intermediários no momento certo, fez o que dele se esperava. Arriscar tudo enquanto a chuva não vinha. Terceiro lugar foi pouco, mereceu a vitória. Nota: 9,5
Trulli: Rápido no sábado como sempre. Na prova largou bem e teria assegurado uma posição no pódio (ou até brigado pela vitória) não fosse a inconstância no clima. Nota: 8,5
Barrichello: Punido com a perda de cinco posições se recuperou bem, fez ultrapassagens (destaque para a disputa com o bicampeão Alonso) e poderia ter conquistado posições melhores, em especial debaixo de chuva, mas o final prematuro da prova acabou com suas chances. Porém o sinal de alerta está ligado, é bom bater logo seu companheiro de equipe ao menos em uma corrida. Nota: 8
Webber: O caos o jogou para a sexta posição. Após a prova fez seu papel de líder dos pilotos e organizou um movimento contra a continuidade do GP. Nota: 5,5
Hamilton: Sofre com o carro neste início de temporada e também o fraco apoio que sua equipe lhe dá fora das pistas. Em Sepang, talvez por esses motivos, esteve apagado. Nota: 4,5
Rosberg: Agora que o carro corresponde (não se sabe por quanto tempo) ele mostra porque merece um lugar em uma equipe grande. Se posicionou bem no grid, largou como gente grande, liderou com muita autoridade e só não se colocou melhor no final pois a chuva definitivamente mudou a ordem natural das coisas. Nota: 9,5
Massa: A equipe não lhe deu suporte em Sepang, bem como a McLaren à Hamilton, mas mesmo assim Felipe teve participação na decisão do sábado, quando não voltou à pista após uma volta ruim na classificação. Na corrida não teve muito o que fazer, apenas algumas ultrapassagens aumentam sua nota. Nota: 5
Bourdais: Enquanto alguns se destacam outros nem aparecem. Glock foi o nome e Bourdais ninguém viu. Nota: 2
Alonso: Espetacular largada. Mesmo com a vantagem de usar o KERS ele foi ousado e agressivo, conquistando várias posições. Durante a prova não teve muito o que fazer, apenas lutar contra o fraco desempenho de seu Renault. Tudo isso enquanto lutava contra uma inflamação no ouvido. Nota: 7
Nakajima: Está levando um baile do companheiro de equipe. E seria prudente para ele não colocar a culpa no carro. Nota: 3
Piquet: Mais uma vez decepcionante na classificação e apagado na corrida, sendo obrigado a partir para uma estratégia de apenas um pit stop que não deu resultado. Nota: 2
Raikkonen: Parece ter extraído tudo de sua Ferrari, tendo se classificado no limite possível. No domingo fazia prova honesta quando a equipe acabou com suas chances. A decisão de vestir uma bermuda e tomar um sorvete após a paralisação da prova se mostrou sabia. Nota : 6,5
Vettel: O carro é bom e o garoto melhor ainda. Não fosse a punição e ele teria mais uma vez batido o companheiro "leão de treino" no sábado. No domingo vinha muito bem mas... também abandonou. Nota: 6,5
Buemi: Mais uma vez de forma discreta o estreante suiço apareceu entre os primeiros e poderia tranquilamente chegar nos pontos não fosse o abandono. Foi constante mais uma vez e bateu o companheiro de equipe enquanto esteve na pista. Nota: 5
Sutil: Discreto como o time nesse início de temporada. Ao contrário de seu companheiro não parece se esforçar ao máximo, o que seria interessante nesse início equilibrado de temporada. Nota: 2,5
Fisichella: O contrário de Sutil vale para ele. Apesar do erro bisonho de Melbourne ele tem andado constantemente nos pontos e deve em breve tirar sua equipe do zero, até que enfim. Nota: 5
Kubica: Não fez muito no sábado e nem no domingo, quando abandonou com problemas de motor. Nota: 4,5
Kovalainen: Nâo conseguiu completar sequer uma volta em 2009, abandonando as duas corridas na primeira volta. Em Sepang foi imperdoavel. Nota: 0,5
EQUIPES
McLaren: Como se já não bastasse o carro não funcionar a contento neste início de temporada o time ainda faz seu principal piloto pagar um mico mundial. Talvez fique fora de alguma (s) prova (s) do mundial. É o fim da picada. Nota: 4
Ferrari: Alguém poderia lembrar aos comandantes do time que o carro de um de seus pilotos poderia estar ostentando neste momento o número "1" caso não fossem os erros do próprio time. Pra que arriscar mais então? Nota: 0,5
BMW: Ao que tudo indica não só a McLaren e a Ferrari não brigam mais pela liderança do mundial como também a BMW não está mais confortável na terceira posição. A inversão de valores da Fórmula-1 fez mais uma vítima. Nota: 6,5
Renault: Já era esperado que a equipe não brigasse pelas vitórias, mas sim que, com a recuperação demonstrada no final do ano passado, o carro andasse um pouco mais a frente. Não está acontecendo. Nota: 4,5
Toyota: Excelente no sábado com Trulli e melhor ainda na estratégia com Timo Glock durante a prova. Por muito pouco a primeira vitória não chegou na Malásia, mas está cada vez mais perto. Nota: 9
Toro Rosso: A equipe não começou bem. Desta vez a matriz está dando um baile na filial. É mesmo a ordem natural das coisas? Nota: 4
Red Bull: O carro definitivamente é bom. Vettel teria largado em segundo caso não houvesse sido punido e provavelmente brigaria pela vitória. De Webber não há muito o que se esperar mesmo. Nota: 7,5
Williams: Mais uma que acertou a mão do carro, com difusor ou não. E Rosberg segue aproveitando para mostrar serviço. Caso o carro mantenha o redimento até o fim do ano, algo improvável, talvez Frank Williams consiga segurar o alemão. Nota: 7
Force India: Vai sofrer muito durante a temporada e já se mostrar como a mais séria candidata à lanterna do mundial. Nota: 3,5
Brawn: Não hã mais o que falar sobre o desempenho da nova equipe. No seco ou no molhado é mesmo o melhor carro e tem a melhor cabeça pensante na estretágia. Bingo. Nota: 9,5
Pela quinta vez na história pilotos levam metade dos pontos...
- Confira a lista de outros Grandes Prêmios, fora o de ontem, que não chegaram ao total de 75% das voltas e distribuiu apenas metade dos pontos para os primeiros colocados. Acima, últimas voltas do Grande Prêmio da Austrália de 1991, última ocasião onde algo semelhante havia acontecido.
Espanha - 1975: Alguma tragédia já era esperada para essa prova tanto que, após ameaças de alguns pilotos não participarem da prova, várias obras de segurança foram realizadas na madrugada anterior ao GP, o último realizado em Montjuich. O alemão Rolf Stommelen e o brasileiro José Carlos Pace, após um início de prova já muito conturbado, se chocaram e o carro do alemão levanta vôo em direção ao público matando 5 pessoas. A corrida prosseguiu pois os cabos de comunicação entre o local e a torre, incluindo câmeras de TV, foram destruídos com o acidente e ninguém sabia o que havia se passado. Stommelen sobreviveu com costelas quebradas, 3 bombeiros morreram, um fotógrafo e um torcedor. Quando o diretor d eprova foi informado da tragédia apenas 29 voltas haviam sido completadas mas a corrida teve seu final decretado naquele momento e Montjuich nunca mais viu a Fórmula-1. Jochen Mass foi o vencedor em uma prova que até hoje é a única onde uma mulher, Lella Lombardi, conquistou pontos na categoria, ou melhor, pontos não, apenas meio ponto;
Austria - 1975: Este final de semana não começou bem. Logo no warmup de domingo o americano Mark Donohue sofreu um furo de pneu e ao deixar a pista acertou um comissário de pista, que perdeu a vida. O início da prova foi adiado em 45 minutos, também em função de uma tempestade anunciada, as equipes naquele época tinham tempo para se preparar para isso. A GPDA, também na volta 29, pressionou a direção de prova para que fosse dada bandeira vermelha, ação que foi posta em prática. Porém, em uma total confusão, o diretor de prova agitou a bandeira quadriculada no lugar da vermelha e assim a prova foi dada como encerrada com o italiano Vittorio Brambilla na primeira posição. O italiano, extasiado com o resultado, comemorou ode forma tão exagerada (com os dois braços para fora do carro) que ainda chocou-se contra as barreiras de proteção destruindo a frente de seu carro;
Mônaco - 1984: Essa terceira ocasião onde os pilotos levaram apenas metade dos pontos talvez seja até hoje a mais famosa delas. Muita chuva mais uma vez tomava conta do circuito. Dois pilotos estavam ultrapassando quem viam pela frente, o alemão Stefan Bellof e o brasileiro Ayrton Senna. Quando tricampeão mundial, que disputava sua temporada de estréia pela Toleman, estava prestes a ultrapassar o líder Alain Prost o odiretor de prova Jack Ickx deu a prova por encerrada. No final do ano o francês perdeu o título da temporada para o austríaco Nick Lauda por apenas meio ponto. Naquele dia Prost fez 4,5 pontos. Caso houvesse feito a prova inteira e terminasse em segundo faria 6 e ficaria com a taça;
Austrália - 1991 (imagens acima): Na despedida de Nelson Piquet e Satoru Nakajima da Fórmula-1, mais uma vez a chuva se fez presente levando o caos à uma corrida de Fórmula-1. Quando o brasileiro Ayrton Senna liderava a prova, pressionado por Mansell, a chuva se instalou de vez no circuito. Eram percorridas 14 voltas e após um acidente onde o "Leão" saiu de seu carro mancando a direção acionou a bandeira vermelha. Em um procedimento parecido com o deste último Grande Prêmio da Malásia, instantes após a bandeira vermelha a prova foi dada como encerrada.
Mais uma vez Button vence, mas leva só metade dos pontos...
- É incrível o desempenho da Brawn GP em alguns aspectos: 2 vitórias em duas corridas, o que nunca havia acontecido (excluindo Alfa Romeo em 1950, quando todas as equipes estreavam em um mundial), capacidade incrível de adaptabilidade às dificuldades e um piloto extremamente motivado a derrubar seus adversários enquanto as equipes rivais não desenvolvem seus modelos.
- O Grande Prêmio da Malásia foi o retrato da arrogância da FOM, que detém os direitos comerciais da Fórmula-1. De tudo fizeram para que os malaios aceitassem correr sob luz artificial em um GP noturno e, ao não conseguir, resolveu marcar a prova em um horário completamente inconcebível, 5 da tarde, sob alto risco de fortes chuvas e também de serem atingidos pela falta de luz natural.
- Não deu outra, o fã da Fórmula-1 ficou sem acompanhar as 23 voltas finais da prova pois, após um verdadeiro dilúvio, a corrida teve de ser interrompida pois os pilotos não conseguiam atingir sequer o desempenho do Safety Car na pista. Após exatos 46 minutos, om incrível falta de agilidade para tomar decisões, a corrida foi dada como terminada de vez.
- O ocorrido foi as 18:06hs locais, 07:06hs de Brasília), a partir daí ficou a dúvida. Carros parados, parcialmente cobertos, pilotos mantendo-se aquecidos, exceto Kimi Raikkonen, que apareceu já de bermuda, timando sorvete e uma Coca Cola (ou seria Cuba Libre), será que a corrida voltaria a acontecer? Enquanto isso a não surpreendente falta de luz natural foi tomando conta do circuito malaio. Somente as 18:52hs locais foi feito o anúncio de que o Grande Prêmio da Malásia havia sido encerrado faltando 9 voltas para que o número mínimo de 75% houvesse sido atingido. Esse é o motivo que fez com que os pilotos levassem apenas metade dos pontos.
- O mundo inteiro sabia o risco de se fazer uma prova naquele local e naquele horário. A FIA e a FOM deram de ombros e bateram o pé e insistiram no que haviam marcado anteriormente.
- Essa atitude foi tomada para garantir a audiência no solo europeu. Será que eles gostam tanto assim de Fórmula-1 que não são capazes de acordar de madrugada? Assim sendo merecem essa atenção? Ou foi a própria Fórmula-1 que perdeu seus atrativos em especial para aquele público?
- Tudo que eu sei é que aqui no Brasil nós acordamos as 6 da manhã e gostaríamos de ter visto a prova inteira.
Ferrari de volta e Hamilton também (às polêmicas)...
- Treinos livres cercados de polêmicas, muito pelo fato do inglês Lewis Hamilton ter passado por mentiroso após desdobramento ainda de sua manobra contra o italiano Jarno Trulli da Toyota, a quem ele deixou passar sob bandeira amarela.
- Okay, Hamilton errou? Parece sim, mais do que eu pensava ou segeria aqui ontem. Ele mentiu induzido pela equipe (cabeça fraca esse moço) e agora vive o drama de poder sofrer uma sanção ainda maior, que seria a sua exclusão do campeonato (já vi esse filme antes).
- Certo, supondo que tenha sido tão grave assim o que ele fez. A própria McLaren que, após um ano limpo volta a se envolver em sujeiras, afirmou corretamente que acreditou que a FIA tinha analisado os dados de prova e também transcrição de conversa por rádio (algo pelo qual ela detém todo o domínio).
- É bom para os comissários aprenderem. Não tem santinho na Fórmula-1, nem eles, e por isso uma conversa de fim de prova não pode decidir a punição à qualquer piloto (como no caso de Trulli, que passou uma semana sem seus pontos no mundial). Há que se analisar as provas, depois puna-se, caso contrário...
- E falando em treinos, ao que tudo indica a Ferrari também não blefava quando dizia que o Grande Prêmio da Malásia seria mais benéfico para seu carro do que o GP em Melbourne. Raikkonen e Massa voltaram às primeiras posições com certa tranquilidade, mostrando que os dois pilotos devem voltar a brigar pela vitória.
- E a Brawn? As boas e más línguas afirmam que eles treinaram com tanque cheio em simulações de corrida, algo que teria comprometido o tempo final de volta. Tudo bem, sexta feira é assim mesmo, não quer dizer nada. A resposta será dada amanhã.
- Apenas Rubens Barrichello ja tem uma má notícia que é a troca de seu câmbio, o que lhe custará 5 posições no grid. Uma pena. Mas seu carro pode lhe permitir a recuperação. Bom para Button.
Me diga, em um ano Lewis Hamilton sofreu 6 punições por manobras realizadas... você acha justo?
Malásia 2008:Hamilton, bem como seu companheiro Heikki Kovalainen, perdem cinco posições no grid de largada por obstruirem o caminho de outros pilotos durante o treino de classificação. Opinião Mundo Veloz:Injusta;
Canadá 2008: Após acertar Kimi Raikkonen por trás na saída do pit stop (com farol vermelho, o que impediria que ambos deixassem o box), ele mais uma vez perdeu 10 posições no grid de largada. Dessa vez, a punição ficou para a corrida seguinte, o Grande Prêmio da França.Opinião Mundo Veloz: Justa;
França 2008: Após largar no fundo do grid devido à perda de posições pelo incidente no Canadá, Hamilton ultrapassou o alemão Sebastian Vettel cortando uma chicane logo nas primeiras voltas da prova e não devolveu posição. Resultado: Um Drive Trough e algumas posições perdidas.Opinião Mundo Veloz: Justa;
Bélgica 2008: Mais uma vez ele ultrapassou um adversário, Kimi Raikkonen, cortando uma chicane na chuvosa prova em Spa. Em uma das mais contestadas decisões dos últimos anos, ele devolveu a posição mas por ter feito isso já preparando o bota para recuperá-la ele perdeu 25 segundos em seu tempo total de prova. Sua vitória foi pro espaço e o brasileiro Felipe Massa herdou o trunfo do inglês.Opinião Mundo Veloz: Justa;
Japão 2008: Após uma largada conturbada, Hamilton foi acusado de ter "espalhado" o carro contra seus adversários, sendo que alguns foram obrigados a contornar a primeira curva por fora da pista. Na volta seguinte foi abalroado por Felipe Massa e caiu para a última posição. Como o brasileiro foi punido, Hamilton também o foi, talvez para dar mais equilíbrio ao campeonato que se encaminhava pro final.Opinião Mundo Veloz: Injusta;
Austrália 2009: Hamilton ultrapassou Jarno Trulli sob bandeira amarela quando o italiano saiu da pista. Sua equipe mandou o inglês devolver a posição e ele o fez. Porém, Trulli foi punido com a perda de 25 segundo em seu tempo total de prova por ter feito isso também em bandeira amarela. A McLaren comunicou Hamilton mas não a direção de prova. Hamilton não fez nada demais, apenas devolveu a posição, mas foi punido por ter, segundo os comissários, tentado enganar a direção de prova. Seu resultado, quarto lugar, foi anulado. Opinião Mundo Veloz:Injusta;
- E você? O que tem a dizer sobre as punições recebidas por Hamilton no último ano?
Aliás, contra Hamilton os espanhóis sempre sorriem...
- Essa imagem era capa do "As" há alguns instantes. Antes que saísse do ar eu resolvi postar aqui. Acho que alguém gostou da punição imposta à Hamilton.
- Trulli foi punido na Austrália, passou Hamilton sob Safety Car. Porém, Hamilton já havia feito o mesmo quando o italiano escapou da pista. O campeão do mundo afirmou já no domingo que a McLaren o havia dito para deixar o italiano passar.
- Agora Hamilton é punido? Por apresentar uma versão enganosa dos fatos? O que ele fez de errado? Passou Trulli quando não podia, devolveu a posição, afirmou para os comissários que a equipe pediu para que fizesse isso e mesmo assim puniram Trulli.
- Quem errou? Hamilton ou os comissários?
- Assumiram o erro, mas decidiram punir Hamilton para justificar o próprio erro. Ele foi quarto colocado e pronto, era só anular a punição dada ao italiano e ninguém ficaria mal na história. Nem Trulli, nem os comissários e muito menos Hamilton, o atual prejudicado.
Seguindo os passos da matriz européia, a equipe Red Bull na Stock Car distribui release anunciando troca de Cacá Bueno por Otávio Mesquita... é convincente, mas não acredito... amanhã vem o desmentido...
Segue na íntegra o release que acabei de receber:
Cacá Bueno Torce o Joelho, e Otávio Mesquita É o Novo Piloto da Red Bull Racing na Stock Car Piloto-apresentador assumirá o volante do carro 0 em Curitiba. Uma lesão no joelho direito sofrida em uma partida de Winning Eleven com seu irmão Popó significa que Cacá Bueno, piloto do carro 0 da Red Bull Racing na Copa Nextel Stock Car, não poderá disputar a segunda etapa da temporada 2009 do campeonato, marcada para o próximo dia 12, em Curitiba. O substituto do bicampeão e novo companheiro de Daniel Serra no time da Red Bull será um velho conhecido dos fãs da Stock Car: o apresentador-piloto Otávio Mesquita, que fará assim seu retorno à categoria onde competiu entre 2005 e 2007, na então Stock Car Light, hoje Copa Vicar. “Para mim será a realização de um sonho”, diz Mesquita, que nunca disputou uma prova na divisão principal da Stock. “Não tenho nenhuma experiência nem com a Stock principal, tampouco com o carro novo, mas conheço bem a pista de Curitiba – foi lá que ganhei minha primeira corrida na Porsche Cup em 2007, terminando o campeonato daquele ano em 3º lugar. Acredito que o traçado não tenha mudado muito desde então. Vou pedir umas dicas para o Serrinha, e estou bastante confiante”. Cacá, por sua vez, lamentou a lesão e prometeu trabalhar forte para retornar a carro 0 da Red Bull Racing já na etapa de Brasília, em 3 de maio. “Realmente não tenho dado sorte com o futebol – ano passado sofri uma lesão no rosto em um choque com o Thiago Camilo, na partida entre os pilotos no Estádio do Morumbi, e agora esse incidente no Winning Eleven com o Popó me prejudica novamente”, explicou o bicampeão. “Que zica!”, concluiu. Os treinos para a segunda etapa da Stock Car 2009 começam na sexta-feira, 10/4. CURRÍCULO – OTÁVIO MESQUITA (PILOTO) 2005, 2006 e 2007 – Stock Car Light – Melhor colocação 8° lugar; 2005, 2006 e 2007 – Porsche Cup – 2 vitórias; 3° lugar no Campeonato 2006. 2001, 2002, 2003 e 2004 – Mil Milhas – Vencedor Categoria GT3 por 2 vezes; 2001, 2002 e 2003 – Fórmula Espron BMW – Melhor colocação 2° lugar; 97 – Copa Clio – Melhor colocação 5° lugar; 93, 94, 95 e 96 – Campeonato Fiat Uno – Melhor colocação 7° e 9° lugares; CURRÍCULO – OTÁVIO MESQUITA (APRESENTADOR) Conhecido por "invadir" a intimidade de famosos, Otávio Mesquita foi um dos precursores do jornalismo informal da televisão brasileira, que acabou virando sua marca registrada. Desde 2001, apresenta o programa A Noite É Uma Criança, na Band.
- "Tive de encontrar uma maneira de me sentir preso no carro", disse o Bourdais. Imprudente. Encontrar uma maneira de se manter preso dentro do carro é uma coisa, mas será que ele não parou para pensar que, caso houvesse um acidente, hoje estaríamos provavelmente noticiando a morte do francês?
- Essa declaração de Bourdais não pode passar em branco. Em nome da segurança e do exemplo que deve ser dado às pessoas ele merece uma punição severa e imediata. Um corrida de suspensão não seria nada pesado, o que ele fez foi sério demais, com o cinto tendo se soltado ele deveria imediatamente voltar para o box da Toro Rosso pra providenciar uma solução.
- A equipe que, por sua vez, deve investigar ao máximo os motivos dessa ocorrência.